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Pátio das Antigas, Lisboa Antiga, Armazéns Ramiro Leão e Cia, Incêndio
©DRIncêndio nos Armazéns Ramiro Leão e Cia

O Pátio das Antigas: O incêndio no Ramiro Leão

Coisas e loisas da Lisboa de outras eras

Por Eurico de Barros
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Os cosmopolitas Armazéns Ramiro Leão, no Chiado, arderam parcialmente em Abril de 1927, mas foram recuperados. Fechariam décadas mais tarde.

Na noite de 24 de Abril de 1927, Lisboa foi acordada pelo barulho das sirenes dos carros de bombeiros, que acorriam em grande número a um incêndio. E não era um incêndio qualquer: os Armazéns Ramiro Leão e Cia, na Baixa, estavam em chamas. O “Ramiro Leão”, como era conhecido pelos alfacinhas, estava instalado em pleno Chiado, na esquina da Rua Garrett com a Rua Paiva d’Andrada, desde 1891, após ter aberto portas originalmente na Rua Nova do Almada, em 1888, e se ter transformado numa das mais prósperas e prestigiadas lojas de vestuário de Lisboa. Ramiro Leão, o fundador, juntamente com o seu irmão António, chegou mesmo a ocupar vários cargos políticos na Câmara Municipal de Lisboa.

Os bombeiros conseguiram impedir a destruição total do imóvel. No dia seguinte, todos os jornais traziam em destaque a notícia do sinistro. O Diário de Notícias titulava em manchete: “Pavoroso incêndio no Ramiro Leão”. O dinâmico Ramiro Leão não se deixou abater, tal como o irmão António, e recuperaram e remodelaram a sua grande loja, contratando o arquitecto Norte Júnior. Uma das novidades foi a construção de um elegante torreão de gaveto, projectado por este. O Ramiro Leão encerraria várias décadas mais tarde. Hoje, está lá uma loja de uma grande marca de roupa internacional.

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