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O Tivoli sopra 93 velas

Por Clara Silva
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Faz hoje 93 anos que o Teatro Tivoli abriu pela primeira vez as portas ao público na Avenida da Liberdade. A festa faz-se com Os Guardas de Taj, com o brasileiro Reynaldo Gianecchini.

Há 93 anos, a 30 de Novembro de 1924, o agora Teatro Tivoli BBVA abria portas no número 182 da Avenida da Liberdade com a estreia do filme mudo Violetas Imperiais, realizado no mesmo ano por Henry Roussel. “Elegante e majestoso, tornou-se um ponto de encontro da elite da cidade”, recorda num comunicado Paulo Dias, o actual CEO.

O Cine-Teatro Tivoli, assim se chamava na altura, foi uma aposta do empresário da cidade Frederico de Lima Mayer, com um projecto do arquitecto Raul Lino, e tornou-se o primeiro animatógrafo de Portugal. Em 1930, depois de instalado o sistema de som, foi aqui exibido o primeiro filme sonoro, Parada do Amor, de Ernst Lubitsch, uma inovação na época. Antes disso, um ano depois da inauguração, António Ferro formou um grupo de teatro residente no Tivoli, o Teatro Novo.

Já em 2012, o teatro que desde 2015 é considerado Monumento de Interesse Público foi comprado pela empresa nacional de produção de espectáculos UAU, com financiamento do BBVA (daí o nome), que iniciou um trabalho de restauração que envolveu mais de 150 pessoas.

Hoje em dia é uma das principais e históricas salas de espectáculos da cidade, com capacidade para 1088 pessoas. O aniversário é assinalado com a peça Os Guardas de Taj, baseada numa das lendas do Taj Mahal (a estreia foi a 29 de Novembro), e que traz a Lisboa o actor brasileiro Reynaldo Gianecchini. Os bilhetes custam entre 12,5 e 25 euros.

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