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O Valmor, o mais importante prémio de arquitectura, vai voltar

Por Renata Lima Lobo
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O último galardão da arquitectura do histórico Prémio Valmor foi atribuído em 2011, se não contarmos com duas menções honrosas atribuídas no ano seguinte. Desde então, não houve mais distinções. Até agora. Por decisão da Câmara de Lisboa, em parceria com a Trienal de Arquitectura, o prémio está de volta.

A Trienal de Arquitectura de Lisboa juntou-se à Câmara Municipal de Lisboa, a fiel depositária destes prémios, para mais um Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura. A cerimónia está marcada para dia 18 de Dezembro (segunda-feira) e é no Salão Nobre dos Paços do Concelho que serão distinguidas treze obras (de novas edificações e reabilitações a remodelações ou intervenções em espaços verdes), entre vencedores e menções honrosas.

O prémio agora recuperado vai distinguir projectos concluídos ou com licença emitida entre 2013 e 2016.

Esta história começa em 1878, quando o último visconde de Valmor, um político apreciador das belas-artes de seu nome Fausto Queiroz Guedes, deixou em testamento à cidade de Lisboa um fundo que deveria ser destinado ao autor do edifício mais bonito da cidade. O primeiro Prémio Valmor de Arquitetura foi parar às mãos do italiano Nicola Bigaglia em 1902, que arquitecturou o Palácio Lima Mayer na Avenida da Liberdade, actual Consulado de Espanha. A viúva do próprio visconde chegou a ser proprietária de outro imóvel premiado, a Casa Viscondes de Valmor, na Avenida 5 de Outubro, um projecto de Miguel Ventura Terra premiado em 1906.

Ao longo dos anos foram vários os moldes de atribuição do galardão, até que em 2012, por decisão do júri, foram apenas atribuídas duas menções honrosas, uma delas aos arquitectos Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus, pelo prédio 49 da Rua Rosa Araújo. 

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