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©Dmitry Sytnik O Soneca no Liceu Camões

Onde há (Patrulha) gato não há rato

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A primeira colónia da Patrulha Gato mora no Liceu Camões e tem sido falada em todo o mundo. Fizemos festas ao assunto.

A ligação entre os gatos e os humanos tem origem num animal em comum: os ratos. Uma aliança de milhares de anos que com o passar do tempo também se transformou numa amizade entre ambas as espécies. Mas há um projecto em Lisboa que lembra a génese desta ligação – a Patrulha Gato, uma proposta da Provedora dos Animais de Lisboa, Marisa Quaresma dos Reis, à qual se juntou a associação Animais de Rua e a Casa dos Animais de Lisboa. Trata-se de um programa que passa por fazer um controlo da população de roedores na cidade sem recurso a pesticidas e ratoeiras, enquanto ajuda gatos assilvestrados sem território a encontrar o seu lugar ao sol. Se está com pena dos roedores, também não tem de se preocupar: os felinos ajudam apenas a manter os roedores à distância do território onde “operam”. É que Lisboa tem cerca de 1000 colónias de gatos e era preciso encontrar uma solução para esta população que não está habituada a sofás e colinhos.

Pioneira em Portugal, a Patrulha Gato inspirou-se noutros modelos em curso além-fronteiras, como o Blue Collar Cats da Humane Rescue Alliance, em Washington D.C., e já despertou o interesse de meios de comunicação social estrangeiros, da Espanha à Suíça.

O método da operação é o Capturar-Esterilizar-Devolver (CED) e trabalha com animais que por diversas razões não podem ser devolvidos ao local de origem, como gatos que vivem em prédios que vão entrar para obras por exemplo (também eles sofrem com a pressão imobiliária) ou que moram num local onde não são desejados, acabando por ser vítimas de envenenamento. A primeira patrulha mora no Liceu Camões, onde dois gatos, o Soneca e o Preguiça, foram realojados após um período de adaptação de três semanas à colónia existente, como explica Maria Pinto Teixeira, directora- -geral da Animais de Rua. “Fomos falando com os alunos para perceber a atitude dominante e estão super contentes”, adianta, explicando que a interacção entre todos fica pela observação à distância. “É a forma mais natural, limpa e antiga que se conhece para afastar os ratos. Estão super bem, ambientados, os alunos adoram e são bem aceites pelos professores”, acrescenta Maria Quaresma Dos Reis. Neste momento estão a estudar a inserção de uma Patrulha Gato num quintal particular, já que qualquer pessoa pode candidatar-se a acolher um ou mais gatos no seu quintal privado e tornar-se um cuidador, desde que reúna as condições exigidas. Os novos destinos são escolhidos após visitas ao local e está a ser desenhado um protocolo com a Junta de Freguesia de Alvalade, que está interessada em implementar o projecto em alguns espaços públicos.

Com a chegada do Verão aumenta o número de animais abandonados e Maria Pinto Teixeira dá o alerta: largar gatos domésticos nestas colónias é condená-los à morte. “É tão violento abrigar um gato assilvestrado em casa como um gato doméstico numa colónia de rua”.

Contactos: nacional@animaisderua.org ou casa.dos.animais@cm-lisboa.pt

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