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Os novos residentes do Oceanário de Lisboa são primos dos cavalos-marinhos

Por Raquel Dias da Silva
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Há uma nova espécie para ver no Oceanário no aquário dedicado aos dragões-marinhos. Com vários apêndices em forma de folha ao longo do corpo, que o tornam parecido com algas, o dragão-marinho-folhoso é um peixe exuberante, aparentado do cavalo-marinho.

O Oceanário de Lisboa é um lugar mágico para toda a família. Com um aquário colossal, com milhões de litros de água salgada e uma série de inquilinos para conhecer, entre águas temperadas, tropicais e frias, é a prova de que o planeta se faz de diversidade. Agora ainda mais, com a chegada de novos residentes: dragões-marinhos-folhosos, que existem apenas no sul da Austrália e são alvo de medidas de protecção restritas por parte das autoridades.

“Dar a conhecer esta espécie endémica da Austrália e, por isso, inacessível ao olhar do cidadão-comum, promove a sensibilização dos visitantes para a biodiversidade marinha e para a fragilidade dos ecossistemas”, escreve em comunicado Núria Baylina, curadora e directora de conservação do Oceanário. “Apesar de classificada como ‘pouco preocupante’ na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza, os dados existentes apontam para um declínio das populações desta espécie principalmente devido à perda e degradação dos habitats costeiros mas também devido à sua pesca acidental”, acrescenta.

Dragão-marinho-folhoso
Dragão-marinho-folhoso
Pedro Pina

O dragão-marinho-folhoso nada de forma ondulante em águas superficiais, junto a bancos de algas, tais como o kelp e os sargaços. A sua alimentação é à base de pequenos camarões e, para caçar, camufla-se. Quieto e paciente, espera pela suas presas, que suga da coluna de água por emboscada. Tal como os seus parentes cavalos-marinhos, é o macho que transporta e incuba os ovos. 

Como espécie costeira, a viver perto de macroalgas e pradarias marinhas, a principal ameaça à sua sobrevivência é a degradação do seu habitat, que tem vindo a ser afectado por actividades humanas e pelo desenvolvimento costeiro, como a poluição e as descargas de efluentes (como processos industriais e rede de esgoto, que são lançados no meio ambiente, na forma de líquidos ou de gases).

“Ao receber estes peixes, o Oceanário de Lisboa vai continuar a aprofundar o conhecimento científico sobre esta espécie, da qual ainda se sabe pouco, e a educar para a conservação deste grupo de animais com características únicas que os tornam especialmente vulneráveis à acção humana”, lê-se ainda em comunicado. 

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