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Paco Bigotes: uma taqueria de bairro em São Pedro do Estoril

Por
Ines Garcia
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A nova taqueria chama-se Paco Bigotes, fica em São Pedro do Estoril, e é fiel à comida mexicana.

Tiago Marques, português, e Natasia Ocejo, mexicana, conheceram Paco Bigotes num restaurante na zona costeira de Acapulco, no México, durante uma viagem com amigos. Era uma alcunha mas o nome ficou no ouvido, assim como a comida mexicana autêntica, com muitos mariscos e peixe que provaram, e decidiram que um dia acabariam por abrir um espaço seu – aconteceu em São Pedro do Estoril, o bairro de sempre de Tiago, e o nome é uma homenagem ao tal senhor. O Paco Bigotes quer ser uma taqueria de barrio, fiel aos sabores tradicionais.

As taças para servir o guacamole vieram directamente do México
Fotografia: Manuel Manso

As toalhas das mesas são com flores de cores fortes, plastificadas, “as mais típicas das casas dos avós no México”, explica Natasia, os bancos são forrados com tecidos igualmente coloridos, os candeeiros são tortilheiros (os cestos onde vêm as tortilhas) e há música latina como banda sonora. Pendurada na parede está uma réplica das bicicletas que vendem esquites em copinhos nas ruas do México, no exterior há cactos gigantes. “Somos bairristas aqui de São Pedro. E queríamos que este restaurante fosse autêntico mas informal, descontraído”, diz Tiago – e isso também implicou a escolha dos copos das margaritas. Ao invés das taças mais elegantes, de pé alto, há um outro copo, simples, para as várias opções do cocktail. Mas já lá vamos.

O copinho de esquites faz parte do couvert
Fotografia: Manuel Manso

As receitas da carta do Paco Bigotes são todas da família de Natasia. “A cozinha é uma coisa muito importante na minha vida. Na minha família todos cozinhamos e estas receitas acompanharam-me toda a vida”, conta. Nas botanas, o primeiro capítulo do menu, a ideia é a partilha. Desde o couvert, com um copo de esquites (milho com queijo fresco) e totopos (1,50€), ao guacamole, feito no momento e acompanhado com totopos e chips de batata doce (5€). Pode pedir também o queso fundido, um queijo derretido com chouriço e serviço com tortilhas de farinha (5,50€), molletes, aqui feitas com bolo do caco, barrado com pasta de feijão preto, queijo derretido e pico de gallo (3,50€), as quesadillas (3,50€) ou os nachos clássicos cobertos com muito queijo gratinado e feijão (6€).

O ceviche Pacífico
Fotografia: Manuel Manso

Há dois ceviches, o Pacífico, inspirado na costa de Acapulco, com polvo e camarão em molho de tomate e citrinos, servido com abacate, tomate e coentros (11,50€) ou o mais tropical, com robalo fresco em sumo de citrinos com manga, menta, pepino, aipo e habanero, com chips de batata doce a acompanhar (9,50€). Depois chegam as tostadas, e aqui é preciso desde já aceitar que se vai sujar as mãos – e vai ser bom. São tortilhas crocantes, fritas, com tudo no topo: tanto podem ser de atum fresco (7,50€) como de frango desfiado (6,50€).

Tostada de tinga
Fotografia: Manuel Manso

Por fim, os clássicos tacos, servidos em doses de dois e com livro de instruções na mesa a indicar como os deve comer. São todos feitos com tortilhas de milho azul (não estranhe a cor), “que têm as mesmas propriedades dos frutos vermelhos, são antioxidantes”, conta Natasia. “Lá há imensos tipos de tortilhas. Estas são mais usadas nos povos mais indígenas, no sul do México”, contam. Há seis tipos de tacos, como o conchinita pibil, com carne de porco cozinhada durante muitas horas a baixa temperatura (6,50€), o ensenada, com peixe em tempura (7€), o bistec, com carne grelhada e queijo fundido (6,50€) ou o gobernador, com camarão e feijão preto (7€).

Tacos bistec, ensenada e conchinita pibil
Fotografia: Manuel Manso

À sobremesa mantém-se a tradição, com os churros com doce de leite, uma massa leve e ligeiramente mal cozida, gulosa (4€), o pudim flan de cajeta com tequila e coco, uma receita da avó de Natasia (3,50€) ou, o doce mais light de todos, com manga cortada aos pedaços com chili (3,50€).

Flan de cajeta
Fotografia: Manuel Manso

As malaguetas à frente de cada prato são para ter em conta, ainda que para Natasia nada disto seja picante à séria. “Tentamos fazer a comida não muito picante. Levamos as salsas para a mesa e cada um constrói o seu próprio picante. Mas no México não é assim”, diz Tiago. Mais consensual assim.

Margarita de manga com chili
Fotografia: Manuel Manso

Se decidir fazer um all in no picante (o vermelho é o mais forte de todos), espreite já a carta de bebidas. Há margaritas clássicas, de manga com chili, pepino e hortelã ou de frutos vermelhos (4,50€) e jarros de todas (16€), os especiais mexicanos como a michelada, uma cerveja preparada com lima, sal e um molho especial (4€), várias marcas de cerveja mexicana e, à pressão, a Malquerida, uma cerveja bem vermelha que os irmãos Ferran e Albert Adriá criaram para acompanhar a comida latina (2,30€), com notas de laranja e de água da Jamaica.

Não saia sem um shot – os do fumado mezcal (a partir de 4€), em comparação com os de tequilla (a partir de 3€), não dão ressaca. A dica é de Natasia.

Rua Nunes dos Santos, 11 (São Pedro do Estoril). 21 407 6708. Qua-Qui 12.00-15.00/19.00-23.00, Sex 12.00-15.00/19.00-02.00, Sáb 12.00-02.00, Dom 12.00-22.00.

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