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Pita Gourmet: a gastronomia da Grécia à mesa em Campo de Ourique

Pita Gourmet
©Inês Félix

É inevitável usarmos a expressão que a língua portuguesa cunhou, portanto vamos a isso: não precisa de se ver grego para pedir estes pratos, até porque o menu chega com a tradução de 31 palavras ou expressões básicas para se armar ao pingarelho. Filippos Gavriilidis, o grego responsável pela marca Pita Gourmet em Portugal, até acha graça às tentativas. E no novo restaurante em Campo de Ourique já houve várias. 

Órêo estiatório. Pode começar por aqui. Significa “bonito restaurante”. A decoração, como não poderia deixar de ser, é toda tons de azul e branco a lembrar as casas clássicas de Santorini e a aproveitar os azulejos antigos da casa. Já a carta, bem extensa e com ampla oferta de especialidades gregas, é igual em todos os restaurantes Pita Gourmet – que se prepara para abrir o sétimo, já no próximo mês, no novo Mercado de Cacilhas, em Almada. Tem todos os pratos mais conhecidos, como a as mussakas, de beringela, carne picada e bechamel com queijo feta (7,50€), a salada grega, com tomate, azeitonas, feta e pepino (6,50€) ou as azeitonas kalamata (2,70€), o aperitivo favorito dos gregos.

Mas Filippos  que nestes primeiros tempos é também chefe de sala e está a servir e a explicar a comida enquanto o filho Alexandros trata da cozinha  vai recomendar que comece ora pela tiropita, massa folhada filo recheada com queijo feta e servido com mel e sésamo torrado (2,30€) ou pela spanakopita, a mesma massa recheada com quejo feta e espinafres (2,30€). Também pode optar pela batata doce assada, sempre com queijo feta, e bacon (5,10€) ou os mezze, com tzatziki, hummus, paté de queijo feta e de beringela fumada (4,60€), a acompanhar, claro, com o pão pita.

 

Spanakopita
Fotografia: Inês Félix

 

Nos principais da carta está a tábua pikilia, para duas ou três pessoas, com variedade de quatro carnes grelhadas com acompanhamentos como a batata no forno, o arroz pilafi, no forno com legumes e frutos secos (19,90€) – incluída, também, no menu de degustação (16€ por pessoa, mínimo duas), uma novidade neste restaurante em Lisboa, que tem também uma entrada, mezze, salada e um pijaminha de sobremesas gregas, a siropiasta.

 

Pikilia
Fotografia: Inês Félix

 

A parte mais popular da carta é aquela que se dedica às pitas, que podem ser servidas no prato, com acompanhamentos, ou no pão com semolina de trigo artesanal, recheadas com tzatziki, tomate, cebola, alface, ketchup e mostarda. A gyros é a que mais saída tem, com carne de porco suculenta (8,90€ no prato, 4,40€ pita), e logo a seguir é a suvlaki, espetadas de frango com bacon e pimentão (9,50€ no prato, 4,50€ a pita). As salsichas gregas lulaniko, com óregãos e tomilho (7,20€ no prato, 3,60€ a pita) ou a linguiça temperada choriatiko (7,90€ no prato, 4€ pita) são outras opções cheias de sabor.

 

Pita gyros
Fotografia: Inês Félix

 

Filippos abriu o seu primeiro restaurante grego em Portugal, no Estoril, em 2008, o Ilhas Gregas. Entretanto nota uma evolução nesta gastronomia e também mais interesse de pessoas que já visitaram o país e querem matar saudades, por exemplo, mas também da comunidade grega em Lisboa, que deverá ter cerca de 150 pessoas. Daí que tenha também uma empresa de importação de produtos e tenha começado agora a venda online (em www.eurogreece.net) – e não tem dúvidas em dizer que o produto mais vendido é, sem dúvida, o iogurte grego. “O autêntico grego não tem nada a ver com os iogurtes gregos que há no mercado. A textura é a maior diferença. É mais denso, tem um gosto mais ácido. Em Portugal gostam mais adocicado. Nós usamos o natural e pomos mel para quebrar a acidez”, explica Filippos.

 

Gelado de iogurte grego com mel e nozes
Fotografia: Inês Félix

 

É esse iogurte que tem também no menu das sobremesas, na versão cremosa (2,90€) ou em gelado, sempre com mel e nozes (3,20€). Os doces completam-se com as baklavas, crocante de massa filo recheado com nozes e xarope de canela (2,70€) ou a mousse de tahini com chocolate e bolachas de mel (2,95€). 

Se tiver sede – e aí pode dizer dipsáo (“tenho sede”) – para acompanhar tudo isto a rigor, a carta de bebidas faz jus à Grécia, dos refrigerantes, como a bebida Tuvunu, com chá da montanha com mel e limão, o nectar de cereja Bisinnada, o sumo grego de pêssego, às cervejas, da mais conhecida Mythos à Fix, a mais antiga da Grécia. Os vinhos também não fogem à regra e Filippos orgulha-se da sua garrafeira à porta, só com opções gregas, entre brancos, rosés e tintos, todos devidamente explicados na carta, para poder pedir logo um frutado, meio seco, doce ou seco. Caso para dizer bom apetite, perdão, cáli óracsi.  

Rua Possidónio da Silva, 182 (Campo de Ourique). 21 099 3288. Seg-Dom 12.00-15.00/19.30-23.30.

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