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árvores de Lisboa
Fotografia: Gabriell Vieira

Por cada árvore abatida, Lisboa vai plantar duas novas árvores

A Câmara Municipal de Lisboa emitiu um despacho que obriga à reposição de árvores abatidas na cidade. Mas a dobrar.

Escrito por
Renata Lima Lobo
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Foi à boleia do Dia Mundial da Árvore, assinalado a 21 de Março, que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) emitiu um despacho destinado a melhorar a gestão do arvoredo da cidade. Inclui várias medidas, entre elas a obrigatoriedade da reposição de pelo menos dois novos exemplares sempre que é abatida uma árvore.

Assinado por Ângelo Pereira, vereador com o pelouro da Estrutura Verde e Plano Verde, o despacho é composto por um total de quatro medidas que visam a melhoria da qualidade ambiental da cidade, e por consequência do bem-estar e saúde dos lisboetas. O vereador defende que “nos termos do Regulamento Municipal de Arvoredo de Lisboa, devem ser aproveitadas todas as oportunidades para aumentar o património arbóreo”, até para fazer face ao aumento das ondas de calor nas cidades.

Além da reposição a dobrar de cada exemplar abatido, o mesmo despacho obriga a que o “transplante das espécies arbóreas e/ou arbustivas” seja feito para uma zona próxima e a que pelo menos um exemplar seja plantado na envolvente do local original. Seja transplante ou abate, a operação tem de incluir, sempre que possível, a “georreferenciação da proposta de localização das árvores e/ou arbustos a ser transplantadas ou a plantar, no caso de novos exemplares”. A escolha desses novos exemplares deve, segundo o despacho, privilegiar “espécies resistentes às novas condições climáticas, resultantes das alterações climáticas que actualmente se verificam, e aquelas que, de futuro, se verificarem, um processo que tem de ser sempre previamente validado pela CML.

Em comunicado, o município explica que o abate de árvores em Lisboa tanto pode resultar do seu estado fitossanitário (já que por vezes são vítimas de pragas) ou mesmo da reorganização do espaço público. “Sendo que, por regra, privilegia-se a replantação em local próximo dos exemplares que tenham de ser removidos, desde que estes apresentem condições para o efeito. Por vezes, não é possível proceder à manutenção ou ao transplante dos exemplares, por estes não apresentarem condições estruturais e sanitárias que viabilizem esta operação cultural, procedendo-se ao abate.”

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