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Projecto Os 230 lança as Comissões de Cidadãos, uma espécie de parlamento sem partidos, com propostas concretas para a Assembleia. Candidaturas são até 20 de Abril e quem quiser também pode ir como jornalista.

De duas em duas semanas, vamos passar a ter um Parlamento Sombra a pensar e a discutir "novas propostas que serão levadas aos grandes centros de decisão". "Com o objectivo de replicar as comissões parlamentares com cidadãos comuns", as 13 Comissões de Cidadãos projectadas pelo projecto Os 230 serão online e pretendem reunir 230 cidadãos sem filiação política em torno do debate de políticas públicas e da criação de propostas concretas, "em plena liberdade de consciência", revela a organização, que considera este "um passo essencial no aprofundamento da democracia participativa em Portugal". Os interessados podem candidatar-se até um máximo de três sessões (podendo participar apenas numa), até às 23.59 do dia 20 de Abril.
O projecto Os 230 tem trabalhado nos últimos três anos no "incentivo à participação cívica, pela promoção da literacia política e pelo combate à abstenção através do voto informado", promovendo diferentes iniciativas. "Julgo que, num momento em que tomaram posse 230 deputados para uma nova legislatura, é também o tempo para darmos a possibilidade a outros 230 cidadãos de participarem na projecção do futuro do nosso país", justifica Francisco Cordeiro de Araújo, fundador do projecto Os 230, em comunicado.
Na primeira Comissão de Cidadãos, o tema central será "Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias", seguindo-se "Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas" e "Defesa Nacional". Para o fim ficam assuntos como "Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto" e "Administração Pública, Ordenamento do Território e Poder Local", tal como acontece na Assembleia da República.
No final do ano, explica o projecto Os 230, "será organizada uma sessão presencial da Assembleia de Cidadãos, onde se reunirão todos os deputados-cidadãos para votar os ‘projectos de lei’ apresentados pelas várias comissões", sendo que "todas as propostas aprovadas serão apresentadas aos deputados da Assembleia da República, de forma a influenciar positivamente a agenda política".
Quem não quiser tornar-se "deputado-cidadão" mas estiver interessado na iniciativa poderá "desempenhar as funções de jornalista", cobrindo o trabalho das comissões.
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