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Red Frog: uma nova e velha carta de cocktails

Por Miguel Branco
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O Red Frog alterou a carta de cocktails, numa homenagem aos clássicos. E tudo o que é ancestral precisa de contemporaneidade, sugerimos nós. Não faltam boas opções neste novo menu. 

Walking Dead

Prémios e mais prémios. Tem sido esta a sina do Red Frog Speakeasy – bar situado na Rua do Salitre, considerado por mais do que uma vez o melhor bar do país e que é baseado nos bares clandestinos que emergiram durante a Lei Seca nos EUA – desde que em 2015 abriu portas: amontoar distinções. Só que 2017 foi o ano da consagração, com a inclusão no 92º lugar dos melhores bares do mundo pelo ranking The World’s 50 Best Bars, objectivo que estava no plano inicial do projecto. Maravilha para eles, maravilha para Lisboa. 

Tudo certo. Só que isso faz a parada subir: “Claro que há uma pressão inerente, colocada também por nós próprios, sobretudo por termos entrado no top 100 mundial. Queremos mais, queremos fazer diferente”, explica Paulo Gomes, bartender e um dos co-fundadores do Red Frog. 

Smoked Marrakech Smash

 

A carta anterior havia sido lançada em Junho e aposta na sazonalidade dos cocktails, algo que agora cai para algo a que decidiram chamar The Modern Speakeasy e que abusa do imaginário dos cocktails clássicos para fazer reconstruções, versões contemporâneas e até bastante distantes dos mesmos, como confirma Paulo Gomes: “Todos os cocktails que temos são baseados em algum cocktail clássico, ou seja, debaixo do nome pode estar, por exemplo, Old Fashioned Style, Negroni Style, por aí. Isto não quer dizer que o cocktail seja igual”. 

Mas as novidades não ficam por aqui. A comum folha A5 é transfigurada num formato parecido ao de um livro, com mais detalhes e, naturalmente, cocktails, que rondam os 40. Também a quantidade de long drinks foi aumentada e retrabalhada, para que “facilitem a percepção do cliente, ainda que mantenham a complexidade”, detalha Paulo. Por último, e, com o intuito de educar quem os visita, o Red Frog acrescenta o capítulo Highballs, que são cocktails frescos, longos e com baixo teor alcóolico. “Isto é algo que as pessoas ainda desconhecem. Podem, por exemplo, chegar a um sítio e pedir uma bebida que não é uma água nem um café mas que tem menos teor alcóolico que uma cerveja e que se calhar lhes sabe bem melhor”, enquadra. 

Velvety

O que não podíamos deixar de pedir a Paulo Gomes era que destacasse três cocktails desta nova carta, aquela tarefa sempre injusta para quem formula uma carta desta dimensão, mas tão útil para quem quer saber mais. Falou-nos do Velvety (11,5€), baseado num Army & Navy, e que leva vodka, gin, cedrocello (cedro com limoncello) e sésamo orgeat. Também do Walking Dead, baseado num zombie, que custa 12,5€ e que é composto por um Donn Zombie Mix, Molassos de Pêssego e Herbastura, que Paulo Gomes aposta que vai ser um bestseller. E ainda um Smoked Marrakech Smash (10€), que leva whiskey, ras el hanout, couscous de menta e alperce, baseado num Smash. Parece-lhe bem? Até ir ao Red Frog provar é tentar só ler este texto uma vez.

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