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Igreja de Santa Isabel
© Paulo CatricaPormenor da pintura do tecto finalizada

Restauro da Igreja de Santa Isabel vence prémio da Fundação Gulbenkian

O júri salientou a “espectacularidade e requinte estético” do projecto de pintura de Michael Biberstein, que cobre a totalidade da abóbada da Igreja de Santa Isabel, em Lisboa.

Por Raquel Dias da Silva
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O projecto de reabilitação, redesenho do mobiliário e restauro de pintura da Igreja de Santa Isabel, em Lisboa, foi distinguido com o Prémio Maria Tereza e Vasco Vilalva, no valor de 50 mil euros, anunciou esta segunda-feira a Fundação Gulbenkian.

Para esta 12.ª edição do Prémio Vilalva – que distingue os melhores projetos de recuperação de património cultural em posse de entidades privadas, em território nacional –, a Fundação recebeu 26 candidaturas.

O júri, que inclui o director do Programa Gulbenkian Cultura, Rui Vieira Nery, destacou “a excelência” do trabalho de conservação, restauro e enriquecimento da Igreja de Santa Isabel, fundada em 1742 por iniciativa do Patriarca D. Tomás de Almeida, salientando a “espectacularidade e requinte estético” do projecto de pintura de Michael Biberstein, que cobre a totalidade da abóbada da Igreja.

“Trata-se de uma das mais notáveis intervenções da arte contemporânea numa arquitectura clássica, concretizada depois da morte do pintor com o acompanhamento do artista Julião Sarmento e do curador Delfim Sardo”, lê-se em nota informativa da Fundação, que refere ainda o “elevadíssimo nível de qualificação da equipa”, coordenada pelo padre J. M. Pereira de Almeida e pelo arquitecto João Appleton, e a “metodologia de intervenção em faseamentos sucessivos” que, em 2020, se concentram na valorização do altar inicial e na criação de novo mobiliário litúrgico.

Além da atribuição do Prémio Vilalva à Igreja de Santa Isabel, o júri decidiu atribuir uma menção honrosa ao projecto de reconversão e reabilitação do prédio no número 69 da Rua da Boavista, também em Lisboa, “pela qualidade do projecto, que será de fundação fino-setecentista, e pelo empenho dos arquitectos Filipa Pedro e Paulo Pedro” na recuperação e recriação de diversos elementos construtivos e decorativos do edifício inicial e sucessivas fases da sua historicidade.

O Prémio Vilalva foi instituído em 2007, no seguimento da aquisição, à Fundação Eugénio de Almeida, do remanescente do Parque de Santa Gertrudes. Esta aquisição permitiu, quase 50 anos depois, reunificar o parque. Com as obras ainda em curso, a reabertura do parque (no seu todo) está prevista para o primeiro trimestre de 2022, con espaços exteriores renovados, novos acessos e um novo circuito de atravessamento do antigo edifício da Colecção Moderna.

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