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Retrospectiva de Buñuel vai exibir filmes nunca estreados em Portugal

Luis Buñuel
DR Luis Buñuel

O ciclo que começa nesta quinta-feira no Espaço Nimas é composto por 25 títulos, alguns dos quais só foram vistos na Cinemateca, há quase 40 anos.

No início dos anos 80, a Cinemateca apresentou uma grande retrospectiva dedicada a Luis Buñuel, cujo catálogo é ainda hoje muito cobiçado. Agora, mais de 35 anos depois desse histórico ciclo, vamos poder ver, a partir de dia 11, quinta-feira, no Espaço Nimas, 25 filmes de Buñuel. Alguns deles, datados sobretudo de quando o realizador estava instalado no México, nunca foram exibidos comercialmente em Portugal. Foram mostrados apenas na citada retrospectiva.

O ciclo 25 x Buñuel, dividido em duas partes, abre precisamente com a exibição de um desses filmes do “período mexicano”, Ele (1953). Irá prolongar-se até ao dia 5 de Agosto, com a projecção de Susana (1951). Será depois retomado no dia 28 de Novembro, com Labirinto Infernal (1956) e decorrerá até Dezembro, encerrando com o último filme do realizador, Este Obscuro Objecto do Desejo (1977).

Algumas das sessões contarão com a presença de especialistas na obra do autor de O Charme Discreto da Burguesia, como será o caso do argumentista francês Jean-Claude Carrière, que colaborou com Buñuel na escrita de vários dos seus filmes, a partir de Diário de Uma Criada de Quarto (1964).

Além de exibir, numa sessão única (dias 12 e 13), as curtas pioneiras Um Cão Andaluz e A Idade de Ouro, escritas com Salvador Dalí e expoentes do surrealismo no cinema, e o documentário Las Hurdes –Terra Sem Pão (de que existe na Cinemateca uma cópia narrada por Alexandre O’Neill, mostrada na citada retrospectiva), esta primeira parte de 25 x Buñuel é quase só preenchida com fitas que o realizador rodou no México, país a que se acolheu nos anos 40. Associado ao produtor Óscar Dancigers, Luis Buñuel lá trabalharia até 1960.

Serão vistas adaptações (com um toque buñueliano) de clássicos da literatura como O Monte dos Vendavais e As Aventuras de Robinson Crusoe, e títulos como O Bruto, Uma Mulher Sem Amor, Nazarin ou Os Esquecidos. E ainda Viridiana, que marcou o regresso de Luis Buñuel a Espanha, em 1961. Para ver o filme ser banido pelo mesmo regime franquista que lhe tinha dado luz verde, ser condenado pelo Vaticano e ganhar a Palma de Ouro em Cannes.

Os filmes de 25 x Buñuel também serão vistos noutras cidades do país, caso do Porto (Teatro Campo Alegre), de Coimbra (Teatro Gil Vicente), Braga (Theatro Circo), Setúbal (Auditório Charlot) e Figueira da Foz (Centro de Artes e Espectáculos), bem como em cine-teatros e cineclubes.

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