Global icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Seja maestro de uma orquestra em praças, jardins e até no aeroporto de Lisboa
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Seja maestro de uma orquestra em praças, jardins e até no aeroporto de Lisboa

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Fotografia: Duarte Drago

Gesticular pode dar muito jeito em algumas ocasiões, e há quem o faça para dar ordens – é o caso dos maestros. Vai poder tomar o lugar do maestro, de batuta na mão, e dirigir uma orquestra em vários locais de Lisboa com a iniciativa Liberdade para Dirigir, inserida na programação do Abril em Lisboa, da EGEAC.

No ano passado, foram levados cinco pianos para estações, jardins e praças da cidade onde qualquer um era convidado a tocar – desta vez, quem passa pelos locais será maestro da Orquestra Bomtempo. A orquestra assume-se como um instrumento musical muito particular porque é formado por pessoas, é um instrumento vivo”, afirma o maestro Cesário Costa, director artístico da iniciativa. “Cria-se uma interacção entre os músicos e a pessoa que os vai dirigir naquele momento”.

Liberdade Para Dirigir arranca esta sexta no Largo da Graça, segue para a Praça do Oriente no sábado e Jardim da Estrela no domingo. Na segunda, 22, o Largo Trindade Coelho serve de palco à orquestra e, na terça, esta muda-se para o Aeroporto de Lisboa. A orquestra estará posicionada para tocar ao longo desses cinco dias entre as 17.30 e as 19.00.

O repertório está disponível em cada um dos locais e conjuga grandes clássicos como a Dança Húngara N.5 de Johannes Brahms ou o Pizzicato-Polka de Strauss, com temas relativos à Revolução de Abril – é o caso de E Depois do Adeus de Paulo de Carvalho e Venham Mais Cinco de Zeca Afonso. “As pessoas reconhecem estas músicas e vão perceber através dos gestos que fazem que podem dirigir a orquestra mais rápida ou lentamente, podem mandá-la abrandar o ritmo ou até parar”, explica. “Tudo pode acontecer porque é mesmo esse o objectivo, dar liberdade às pessoas para fazerem o que quiserem. Cada versão vai ser única”, conclui o maestro.

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