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Sem aviso, o filme interactivo de "Black Mirror" chegou à Netflix

Por Raquel Dias da Silva
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Antes de estrear a quinta temporada, a Netflix aposta num episódio especial: um filme interactivo onde são os espectadores a decidir o fim da história. Black Mirror: Bandersnatch já está disponível no serviço de streaming.

Começou no Channel 4 britânico, mas à terceira temporada passou para a Netflix, que entretanto produziu mais duas séries de seis capítulos. A antologia de ficção científica, já considerada uma das séries mais relevantes dos últimos anos, com actores e enredos diferentes todos os episódios, explora um distorcido futuro onde as maiores inovações tecnológicas da humanidade colidem com os seus instintos mais sombrios. Agora também o espectador poderá viver uma realidade alternativa em Black Mirror: Bandersnatch, um episódio especial onde terá de decidir o fim da trama. 

O conteúdo interactivo é uma aposta da Netflix que já antes tinha apresentado quatro títulos de animação dentro do género. Black Mirror: Bandersnatch é realizado pelo britânico David Slade (Hard Candy, 2005). Slade já tinha trabalhado na série de Charlie Brooker, tendo realizado o quinto episódio da última temporada, Metalhead.

Embora a longa-metragem não tenha mais de 1h30 de duração, a novidade conta com mais de cinco horas de gravação e referências a outros episódios da série. Na história, ambientada em 1984, Stefan (Fionn Whitehead), um jovem programador, começa a questionar a realidade enquanto tenta adaptar um romance negro a um videojogo.

Bandersnatch é, relembre-se, o nome de uma criatura do romance de 1872 Alice Do Outro Lado do Espelho, uma continuação do célebre Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Mas é também uma referência a um jogo de ZX Spectrum, um microcomputador europeu de oito bits da década de 1980, que esteve anunciado para 1984, mas nunca foi lançado.

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