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Sem Cerimónias: a nova "sala de estar" de Alvalade está cheia de petiscos

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Em casa, a mesa serviu sempre para juntar os amigos, uma premissa que Ana Nabais e João Blanco quiseram levar para fora de portas. E assim nasce o Sem Cerimónias, um espaço sem pretensões onde os petiscos voltam a servir de mote para reunir pessoas.

"A nossa casa sempre serviu um bocadinho como a casa do povo", explica Ana Nabais, ex-jornalista que antes de enveredar pela cozinha passou também pela área da comunicação. "Há já algum tempo que o João queria uma coisa assim, a formação dele é muito ligada à cozinha e trabalhou em sítios como o Prego da Peixaria, esteve ligado a caterings com o Masstige. Portanto tanto ele como eu queríamos um projecto nosso. Eu tenho a vertente da comunicação, ele da cozinha, e achámos que podia ser uma boa dupla".

 

Os "rebuçados" de queijo de cabra em massa filo
Fotografia: Inês Félix

 

Antes de seguir o percurso da gastronomia na Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal (ACPP), tentou a área de informática mas percebeu que não era para ele. "Acabei por concorrer com dois amigos à gestão do bar do Teatro Maria Matos, onde fiquei três anos, e aí surgiu o interesse pela parte da cozinha", conta João. 

Faltava encontrar um espaço que lhes servisse as medidas, uma espécie de extensão da sala de casa onde tantas vezes fizeram chegar os pratos que agora enchem carta. "Achámos que havia uma grande lacuna no que diz respeito aos petiscos de final de tarde, aos copos depois de jantar. Este espaço já estava remodelado, gostámos muito. No fundo isto é uma extensão da nossa sala de estar, daí o nome Sem Cerimónias, queríamos um nome que reflectisse esse conceito: como se estivesses em casa", diz Ana.

 

O pão do João
Fotografia: Inês Félix

 

A carta vai da carne ao peixe, passando por algumas especialidades de autor. O pão do João (pequeno 4€ ou grande 10€) é a coqueluche, uma invenção feita com massa caseira que é depois recheada com bacon, cogumelos, pesto, queijo e tomate. Não faltam também os ovos com farinheira (6€), os cogumelos recheados com ricotta e pesto (5€), o tachinho de bochecha (7€) ou o queijo de cabra com massa filo (5€), apelidado como rebuçado.

Segue-se o pica-pau de porco (6€), a sandes de pastrami (5€), o atum braseado em cama de rúcula (8€) ou o wrap de salmão (7€), que também chega à mesa desconstruído – com queijo filadélfia e alho francês à parte – e fumado na hora (8€), ainda que não seja, para já, uma aposta recorrente. "Estamos a ver a logística do prato mas o plano, mesmo pela reacção das pessoas, é que venha a integrar definitivamente a carta", explica Ana.

 

Pica-pau de porco
Fotografia: Inês Félix

 

"Compramos o peixe no mercado de Alvalade, vem fresco, por isso é que não temos todos os dias no menu", diz João. Outro dos trunfos é a esplanada e os caracóis, aponta Ana. "Temos sempre caracóis ao final da tarde, a única coisa que não fazemos cá, que são do Pomar de Alvalade, o nosso sítio preferido de caracóis, e vamos lá buscá-los todos os dias. Sabem sempre bem lá fora". Para os legumes, o plano é que comecem a chegar da quinta de João. "Vamos tentar ter uma horta na quinta para trazer mais produtos. Nem que seja pelo menos o tomate, a alface, cebolas, essas coisas básicas que são muito mais saborosas".

Rua Alfredo Cortês, 1A (Alvalade). Ter-Qui 12.30-00.00. Sex-Sáb 12.30-02.00. Dom 12.20-17.00.

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