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Sétima Legião reúne-se e comemora 40 anos de carreira em Dezembro

A histórica banda não tocava junta desde 2017. Os concertos de 1 e 2 de Dezembro, na Culturgest, servem para homenagear o teclista Ricardo Camacho, que morreu em 2018.

Luís Filipe Rodrigues
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Luís Filipe Rodrigues
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A Sétima Legião, uma das bandas determinantes do rock português da década de 1980, vai voltar aos palcos ainda este ano. De acordo com a Antena 1, que avançou a notícia na quarta-feira, os concertos, marcados para 1 e 2 de Dezembro na Culturgest, servem para celebrar os 40 anos do histórico grupo e homenagear o produtor e teclista Ricardo Camacho, que morreu em 2018.

Apesar de se ter juntado em 1982, o primeiro single da Sétima Legião, "Glória", só foi editado em 1983, pela Fundação Atlântica de Miguel Esteves Cardoso, que também escreveu as letras da canção. Seguiu-se, um ano depois, o LP A Um Deus Desconhecido, ainda com letras de Miguel Esteves Cardoso e musicalmente alinhado com o pós-punk que, nessa altura, saía de Manchester.

Com o passar dos anos, no entanto, a influência das músicas tradicionais portuguesas e os seus instrumentos começaram a ouvir-se cada vez mais nas canções da banda, que nunca parou de tentar desenvolver uma linguagem pop-rock genuinamente portuguesa, e não apenas uma tradução do que chegava de fora.

Os membros do grupo dedicaram-se desde cedo a outros projectos (musicais e não só), como os Madredeus ou os Gaiteiros de Lisboa, e o último álbum de originais, Sexto Sentido, saiu em 1999. Não obstante, nunca encerraram oficialmente a actividade.

Ao longo dos anos, os músicos insistiram várias vezes que a Sétima Legião continuava viva, apesar de dar poucos sinais de vida. Até que, em 2012, se reuniram com pompa e circunstância, para uma série de concertos em que se assinalaram três décadas de carreira. Cinco anos depois, em 2017, voltaram a juntar-se para um concerto no festival Os Sons do Passos, no Liceu Passos Manuel.

Nestes concertos, aos agora reunidos Pedro Oliveira (voz e guitarra), Rodrigo Leão (baixo e teclas), Nuno Cruz (bateria, percussão), Gabriel Gomes (acordeão), Paulo Marinho (gaita de foles, flautas), Paulo Abelho (percussão, samplers) e Francisco Menezes (letras, coros) junta-se João Eleutério (teclas) que, entre outros projectos, tem acompanhado Rodrigo Leão ao vivo. Cá os esperamos.

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