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Portão de entrada do Hospital Miguel Bombarda
Helena Galvão Soares

Solução à vista para o Miguel Bombarda – arrendamento acessível e escolas são boas notícias

Duzentos e quarenta e oito fogos de renda acessível, escolas, jardim infantil, zonas musealizadas, comércio e um hotel. Pelo caminho fica o Laboratório, que será demolido.

Escrito por
Helena Galvão Soares
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O novo projecto para os quatro hectares de terreno e edificado classificado do antigo hospital Miguel Bombarda contempla habitação com renda acessível, jardim infantil e escolas, um hotel e uma frente de lojas para a Rua Gomes Freire. Os edifícios classificados – Balneário de D. Maria e Pavilhão Panóptico – serão mantidos como zonas musealizadas e para actividades culturais. O futuro provável do Laboratório histórico é a demolição.

O antigo hospital psiquiátrico Miguel Bombarda foi encerrado em 2011 e o destino a dar aos terrenos e ao edificado de valor histórico e científico permaneceu envolto numa névoa até 2019, quando foi integrado no Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado e afectado à habitação para arrendamento acessível, embora sem um plano de futuro delineado.

Conforme avançado pelo Diário de Notícias, o projecto, actualmente na fase de Pedido de Informação Prévia, na Câmara Municipal de Lisboa, está à espera de pareceres técnicos finais e será depois apresentado aos vereadores para apreciação.

Pavilhão de Segurança, edifício Panóptico (2012)
Helena Galvão SoaresPavilhão de Segurança, edifício Panóptico (2012). O edifício será musealizado e usado como espaço cultural

Do plano constam a construção de três edifícios de seis a oito andares, com 248 fogos de renda acessível, um jardim infantil para 75 crianças, uma escola básica 123, com 12 turmas do 1.º ciclo e 25 dos 2.º e 3.º ciclos, para um número aproximado de 1000 alunos. A unidade hoteleira, sobre a qual não são avançados grandes pormenores, ficará instalada no edifício principal, antigo convento de 1720, onde se encontram as belíssimas escadas com guardas em ferro fundido, de acesso ao salão nobre, com azulejos que narram episódios da vida de São Vicente de Paulo.

O Balneário de D. Maria e o Pavilhão de Segurança panóptico, que já se encontravam classificados devido ao seu valor histórico e científico, serão musealizados, estando previsto que o Panóptico venha a ser também um espaço de actividade cultural. Para o Laboratório, apesar do seu elevado valor para a história hospitalar, está prevista a demolição. O edifício das antigas cozinhas terá uso comercial, possivelmente de restauração.

O projecto prevê ainda a criação de 125 a 185 espaços de estacionamento público, espaços comerciais na Rua Gomes Freire e a abertura de uma nova rua a ligar a Gomes Freire à Gonçalves Crespo, indispensável, já que o actual Miguel Bombarda só possui um único acesso por uma rua secundária, claramente insuficiente para o aumento demográfico previsto.

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