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Stranger Things: os loucos anos 80 em Hawkins

Por
Claudia Lima Carvalho
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A espera foi demorada, mas já vimos os primeiros episódios da nova temporada de Stranger Things e garantimos que tudo valeu a pena. Hawkins nunca foi tão cool.

Se a temporada anterior foi negra e intensa, os novos episódios de Stranger Things são bem coloridos e divertidos, com algum terror à mistura, servindo-nos, como de costume, uma bela dose de nostalgia – ah, os saudosos anos 80! A data de estreia não foi escolhida ao acaso: 4 de Julho, Dia da Independência nos Estados Unidos. É para essa festa que Hawkins se prepara.

Estamos em 1985 e os miúdos já não são umas crianças. São adolescentes a viver o Verão das suas vidas, agora que Hawkins até tem um centro comercial repleto de novidades, para mal do centro da cidade que vê as lojas de comércio local fecharem.

Eleven (Millie Bobby Brown) e Mike (Finn Wolfhard) não se largam e Hopper (David Harbour), qual pai galinha a sofrer por ver a filha seguir a sua vida, não sabe lidar com isso. Lucas (Caleb McLaughlin) namora com Max (Sadie Sink), ao mesmo tempo que Will (Noah Schnapp) procura recuperar o tempo perdido com os amigos. Elas falam deles, eles falam delas, e Will só quer voltar para a cave onde antigamente o grupo passava o tempo a jogar Dungeons & Dragons. Tal como Dustin (Gaten Matarazzo), que chegado de uma temporada num campo de férias não encontra apoio nos amigos. Felizmente, o bromance com Steve (Joe Keery) continua.

São as típicas dores de crescimento, que os irmãos Duffer tão bem exploram. Mas isto ainda é Stranger Things e coisas más continuam a acontecer. O laboratório pode ter fechado (será?), mas alguém anda a fazer experiências com o Mundo Contrário e isso nunca é boa ideia. Ao mesmo tempo, Will voltou a sentir a presença do Devorador de Mentes, o monstro capaz de se instalar no corpo e na mente das pessoas, ao ponto de as controlar e obrigar a fazer o que quer.

Apesar de divididos, e sem o perceberem imediatamente, o clã volta a juntar-se numa luta maior. Eleven acabou a segunda temporada a fechar a entrada para o Mundo Contrário, mas será que o monstro ficou lá dentro?

Se até agora Stranger Things tinha muito de Steven Spielberg, a terceira temporada multiplica-se em referências a John Carpenter, mestre do terror. É verdade que é difícil superar a surpresa da primeira temporada, quando ainda ninguém esperava nada da série que se estreou sem barulho, mas os novos episódios não desiludem e o difícil vai ser não devorar os oito episódios de uma assentada.

Netflix. Sex (T3)

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