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Superbotânica quer tornar mais verde a vida dos alfacinhas

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Não é uma florista nem um viveiro de plantas: é a Superbotânica. E promete transformar a vida citadina através das cores, formas e texturas dos trópicos.

Espante-se: as plantas de interior não são simples adornos, também têm super-poderes. Além de renovarem a qualidade do ar, deixam qualquer um mais bem disposto, incluindo os cépticos da jardinagem – mas até para isso há solução. Na Superbotânica, em Alcântara, tanto encontra monsteras deliciosas ou begónias maculatas, como dicas para cuidar delas. 

“Começámos com um projecto de plant styling [consultoria de decoração com plantas], faz pouco menos de um ano”, explica Marcio Orsi. Arquitecto, projectou e construiu inúmeros prédios por esse mundo fora, antes de se apaixonar pela luz de Lisboa e pela arte de combinar plantas e potes. “Visitamos o seu escritório, sua loja ou sua casa e vemos a iluminação, a humidade do espaço, se você conhece as plantas ou não sabe nada sobre o assunto, e aí elaboramos uma proposta e instalamos seja o que for.”

Fotografia: Manuel Manso

Dois anos em Londres com a companheira Roberta Gontijo, arquitecta paisagista e especialista em floricultura, foram o suficiente para perceber o potencial do urban jungle, tendência de decoração e design. Com um olhar apurado e uma curadoria especial, Marcio e Roberta selecionaram a dedo todas as espécies vegetais à venda na Superbotânica. “Era uma loja virtual, mas ver uma planta é diferente de ver uma fotografia, as pessoas gostam de apreciar, cheirar, tocar”, conta-nos o arquitecto luso-brasileiro, que encontrou na capital portuguesa a oportunidade perfeita para unir o construído ao natural.

Discreta por fora, selvagem por dentro, a Superbotânica quer tornar mais verde a vida na “grande alface”. “As casas já foram mais baratas, não é mais o caso, e há a chance de você morar num apartamento muito pequeno e não ter espaço para um animal ou para decorar com as peças que você gostaria. Se comprar uma planta, muda o espaço de uma forma relativamente barata e cria uma outra atmosfera”, sugere Marcio. “A planta vai precisar de água, de sol, nutrientes, mas não tem de a passear. É parecida com um gato”, ri-se.

 

Na Superbotânica, há cerca de 30 espécies diferentes de plantas
Fotografia: Manuel Manso

 

Para quem tem pouco tempo ou jeito para jardins, há zamioculcas, populares pelas folhas brilhantes, em forma de pena e de cor verde-escura, que chegam a um metro de altura. Não precisam de muita luz nem de muita rega, perfeitas para lugares bastante sombreados, onde outra planta raramente sobreviveria. Ao contrário do que se possa pensar, são muito mais resistentes do que os cactos, que precisam de iluminação natural farta.

Se, por outro lado, é amigo das plantas, Marcio sugere a alocasia zebrina, espécie encontrada em regiões tropicais húmidas do Brasil e sudeste asiático, cujo nome se deve ao padrão especial de zebra no caule. “É rara e delicada. Demanda um certo trabalho, por isso é ideal para uma pessoa que está com vontade de cuidar. Não dá para colocar só porque é gira. Essa orientação nós tentamos dar.”

Fotografia: Manuel Manso

Descoberto o seu perfil, tem à sua espera uma colecção inusitada de plantas tropicais, desde zamioculcas a alocasias, filodendros a palmáceas, calatéias a begónias, dos 5€ aos 200€. A maioria é da América do Sul, Ocêania, Austrália e África. “Não temos plantas nativas de Portugal, [porque são] usadas sobretudo no exterior, estão habituadas ao clima e precisam de menos manutenção”, esclarece Marcio.

Às plantas, juntam-se os acessórios. Para além de vasos em plástico, há em barro, metálicos ou em fibra e podem ser associados a pratos em madeira, também usados em suportes para elevar a planta, em vez de as pousar no chão. Se preferir suspendê-las, pode optar por um suporte em macramê.

A próxima aposta da Superbotânica é em workshops, para ajudar as pessoas com os cuidados básicos. “Se a planta está a sofrer, temos de saber se é porque está com sol de mais ou pouca luz, se tem muita ou pouca água, se a planta gosta de solos secos ou de substratos húmidos. Marcio conta um segredo: “É enfiar o dedo na terra. Encharcado está errado.” Vamos esperar pelas datas.

Rua Luís de Camões, 122 (Alcântara). Ter-Sáb 11.00-19.00.

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