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Sushi, wagyu e cocktails. Fomos ao Attiko, um restaurante japonês nas alturas

Lisboa tem um novo restaurante panorâmico, no 12.º andar do hotel ME Lisbon. O menu percorre várias especialidades japonesas. O ambiente convida a ficar acordado até mais tarde.

Mauro Gonçalves
Escrito por
Mauro Gonçalves
Editor Executivo, Time Out Lisboa
Attiko
DR
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A atmosfera é nocturna. Luz baixa, tons escuros, superfícies espelhadas e uma vista panorâmica para o centro da cidade, que permite que as luzes de prédios e letreiros entrem para aquecer o espaço. O Attiko abriu há menos de um mês e fica no 12.º andar do hotel ME Lisbon, o mesmo que alberga o espanhol Fismuler, com o seu panado XXL, no rés-do-chão. As propostas gastronómicas não podiam ser mais diferentes. Cá em cima, explora-se a cozinha nipónica em várias das suas faces. Não é um restaurante de sushi. Aqui, servem-se crudos diversos, mariscos, saborosos cortes de wagyu e especialidades da grelha tradicional japonesa.

Com origem no Dubai, o Attiko começou por ser um bar com algumas opções de comida. O conceito evoluiu para algo mais. Vasco Alves, director-geral do restaurante em Lisboa, chama-lhe high energy restaurant. Este é o terceiro espaço da marca – e o primeiro na Europa. Embora, internacionalmente, a cozinha tenha uma base panasiática, aqui os esforços de Miguel Relova estão focados no Japão. Cabe ao chef espanhol comandar a cozinha. Já a carta é assinada pelo chef executivo do grupo, Kyung Soo Moon. 

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"Lisboa pareceu-nos uma cidade ideal para o nosso conceito. É uma cidade que aprecia gastronomia, que gosta de se divertir e nós oferecemos ambas as coisas. Um ponto importante para nós também é a localização e a vista. Tivemos sorte ao encontrar o local perfeito", explica Vasco Alves, que destaca o entretenimento como o segundo prato forte do Attiko. Por enquanto, DJs só de quinta-feira a sábado, se bem que objectivo é estender o programa aos restantes dias da semana, bem como acrescentar outras atracções ao cartaz, como a música ao vivo ou performances.

Mas voltemos à carta, o grande chamariz para se subir até ao 12.º andar deste hotel junto ao Marquês de Pombal. O bar é o primeiro ponto de contacto à chegada e uma oportunidade para provar um dos cocktails de assinatura (18€-38€). O rol de ingredientes pisca o olho ao Japão e todas as receitas estão devidamente classificadas para irem ao encontro das preferências dos clientes. Frutado, intenso, fresco, botânico, floral, doce e fumado são alguns dos adjectivos que o guiam pelos sabores. Os mocktails (13€-14€) também ocupam lugar no cardápio. A lógica é a mesma – só tem de decidir se prefere algo vibrante e frutado ou se vai pender para o leve e floral. 

Attiko
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Das mesas altas do bar, passamos às de jantar (dentro de portas ou na esplanada), ou ao balcão da própria cozinha, com espaço para sentar mais de uma dezena de pessoas. Nas entradas, frias e quentes, destaca-se um crudo de salmão (11,50€), temperado com ponzu de laranja, toranja, ovas de salmão e, a baralhar o palato, trufa, mas também uma beringela com glacé de miso e sementes de sésamo (14€) e mini hambúrguer de wagyu (14,50€ – duas unidades), a saborosa carne de vaca japonesa, em pão brioche e com cogumelos e aioli de trufa.

Do lado dos principais, a lista alonga-se ainda mais. Conte com uma secção dedicada ao robata, método japonês de grelhar sobre o carvão. É de lá que saem as costeletas de borrego com chili com alho e sementes de sésamo (35€) ou o polvo (25€), servido com puré de abóbora-manteiga, shiso kizami com wasabi e molho de soja doce. No menu, espreitam ainda opções vegetais que podem complementar a refeição ou satisfazer o apetite de clientes vegetarianos ou veganos. Falamos dos brócolos estaladiços com manteiga ponzu e pinhões tostados (11€) ou do maki de couve-flor, com abacate e pepino (17€). 

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Quanto ao sushi, pode entreter-se à mesa com uma selecção completa de sashimi (15€-21€ – três peças) e nigiri (9,50€-25€ – duas peças), embora tenha sempre a possibilidade de se entregar nas mãos do chef, que prepara um nigiri moriawase com uma selecção sazonal de peixes. São sete peças e custam 35€.

No final, entra em cena Andreia Costa, a chef de pastelaria, para propor um manjar de chocolate, onde o ingrediente surge em cinco texturas diferentes, com framboesa e sorbet de champanhe (14€), naquela que é a sobremesa mais robusta da carta. Destaque ainda para a selecção de mochi. Servidos aos pares (8,50€), há cinco sabores à escolha – matcha, pistáchio tostado com mel, yuzu e limão, sorbet de frutos vermelhos e manga e maracujá.

Attiko
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Por enquanto, o restaurante abre apenas à hora de jantar e mantém o ambiente de festa até tarde. Até ao final do ano, vai começar também a servir almoços, um menu de caixas bento – peixe e marisco, vegetariano e carne – para quem procurar uma opção mais rápida. Mas a derradeira novidade só chega mesmo na próxima Primavera, altura em que o Attiko sobe ao 13.º andar para explorar o bar no rooftop do hotel.

ME Lisbon, um hotel cheio de arte no centro de Lisboa

De certeza que já reparou no edifício erguido na esquina da Fontes Pereira de Melo com a António Augusto de Aguiar. O grupo Meliá tem centenas de hotéis no mundo inteiro, Portugal incluído, mas este é o primeiro do país com o conceito ME, que cruza luxo e arte logo a partir do momento em que cruzamos a entrada do lobby. Everything I Couldn’t Leave Behind, instalação de Joana Astolfi, é um convite imediato para sacarmos da câmara do telemóvel. Na recepção, os azulejos que revestem a parede são obra de Maria Ana Vasco Costa, a mesma artista distinguida pela fachada do MACAM.

A colecção, curada por Guta Moura Guedes, não fica por aqui. Ainda no lobby, há uma escultura de Fernanda Fragateiro, um mural da Silvadesigners e um video mapping criado pela Blow Factory que, ao cair da noite, costuma pregar os olhos de quem passa aos vidros da fachada. Nos andares de cima, o lema mantém-se. Nos corredores e quartos – 213 no total – encontramos peças de outros artistas e autores. Entre eles, o fotógrafo e realizador espanhol Alberto van Stokkum, a ceramista Elsa Rebelo, directora criativa da Fábrica Bordallo Pinheiro, Oficina Marques e Anna Westerlund.

ME Lisbon
RICARD LOPEZInstalação de Joana Astolfi

Se descermos as escadas, o cenário é outro. Além dos quartos confortáveis, projectados para nos fazerem sentir em casa, que ocupam os andares superiores do edifício, o hotel inclui um spa. Chama-se Korpo e, tal como os bares e restaurantes, também está aberto a não hóspedes. A jóia da coroa é mesmo o circuito termal, que conta com uma piscina interior, sauna, banho turco, duche sensorial e uma fonte de gelo. Inclui ainda duas salas de tratamentos, uma individual e outra dupla. O ME Ginjinha pode ser o tratamento de assinatura, mas o menu abrange várias outras opções. Entre tratamentos faciais e corporais e massagens clássicas, há mais do que uma forma de relaxar no centro de Lisboa.

Avenida António Augusto de Aguiar, 2, 12º (São Sebastião). 96 372 9885; reservatios@attikolisbon.com. Dom-Qui 18.30-01.00, Sex-Sáb 18.30-02.00

As últimas de Comer & Beber na Time Out

Está a par dos melhores novos restaurantes em Lisboa? Não fique para trás. Abriu um café-bar onde mandam as madalenas e as memórias de infância: chama-se Iconico e fica em São Bento. Já no Bacõco, um velho restaurante de diárias nas Laranjeiras ganha novo fôlego. O 550º dá palco a carnes maturadas e pizzas artesanais depois de passar pelo fogo ou pela brasa; e o La Famiglia by Olivier é a estreia do chef na gulosa gastronomia italiana. 

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