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Terry Jones, o Monty Python dos sete instrumentos

Por Eurico de Barros
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Terry Jones, que morreu esta quarta-feira com 77 anos, era um dos mais multifacetados, hiperactivos e eruditos membros dos Monty Python.

Formado em História em Oxford e grande especialista na Idade Média, o seu período favorito da história da humanidade, Jones, além de actor, argumentista e realizador, no seio dos Python e fora deles, foi também autor de muitas séries de televisão com temas históricos, de livros como Chaucer’s Knight: The Portrait of a Medieval Mercenary, Who Murdered Chaucer? Medieval Lives ou Barbarians, de obras infantis como Fairy Tales and Fantastic Stories ou Evil Machines (que transformou em peça de teatro e veio encenar a Lisboa em 2008, no São Luiz, com música de Luís Tinoco – no ano anterior, já lá tinha feito Contos Fantásticos, com o mesmo compositor) ou de títulos de humor nonsense (Lady Cottington’s Pressed Fairies Book).

Jones tinha também já uma assinalável carreira no humor antes de formar os Monty Python com Michael Palin, Eric Idle, John Cleese, Terry Gilliam e o também já desaparecido Graham Chapman, e criarem a histórica série Os Malucos do Circo, que se estreou na BBC em 1969. Entrou e escreveu em programas e séries de televisão que, pelo tipo de humor absurdo, já prenunciavam os Python, como The Frost Report (1967), Complete and Utter History of Britain (1969) ou a muita aclamada Do Not Adjust Your Set (1967-69), esta na companhia de Michael Palin e Eric Idle. Entre 1976 e 1979, também escreveu, com Michael Palin, Ripping Yarns, interpretado por este. E não esquecer o seu argumento para Labirinto, de Jim Henson (1986).

Além de Monty Python e o Cálice Sagrado, a meias com Terry Gilliam (1975), A Vida de Brian (1979) e O Sentido da Vida (1983), Terry Jones rodou também Personal Services (1977), baseado nas recordações de Cyhthia Payne, a dona de um famoso bordel para idosos de Londres; Erik o Viking (1989), uma fantasia histórica que depois transformaria num livro infantil; O Vento nos Salgueiros (1996), adaptação do clássico infantil de Kenneth Grahame, que se tornaria num filme de culto; e a comédia de ficção científica Absolutely Anything – Uma Comédia Intergaláctica (2015).

Começando em 1995 com As Cruzadas, que foi exibido em Portugal na RTP2, Terry Jones escreveu, realizou e apresentou várias séries e documentários sobre História e temas históricos, caso de Ancient Inventions (1998), The Hidden History of Rome (2002), The Surprising History of Sex and Love (2002) ou Medieval Lives (2004), entre outras. 

Para lá dos já citados livros infantis, Terry Jones criou, com Gavin Scott, a série de animação Blazing Dragons (1996/98), e levou ao palco, em formato musical, Fantastic Stories e Evil Machines.

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