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The Backyard
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The Backyard: um “quintal” em Santos com pokes bowls, tacos e quesadillas

Uma fusão de comida havaiana e mexicana, é a promessa do novo “quintal” gastronómico de Santos, que não teria sido inaugurado se não fosse a pandemia. De poke bowls a tacos, o The Backyard traz os trópicos para a cidade.

Por
Raquel Dias da Silva
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Era uma vez uma das melhores salas de espera da Madragoa: um bar de vinho, onde os clientes faziam render o tempo até à hora da refeição na Taberna da Esperança, à esquerda, e na Petiscaria Ideal, à direita. Quando a pandemia virou tudo do avesso e esvaziou os restaurantes da cidade, esse espaço não resistiu – mas também não ficou fechado por muito tempo. André Soares, filho do arrendatário, e José Maria Torres, amigo e sócio, transformaram-no num “quintal” para refeições ligeiras: o The Backyard. A carta é uma fusão de comida havaiana e mexicana, com poke bowls, tacos e quesadillas, servidas em ambiente tropical, com plantas por todo o lado e uma parede ilustrada à mão.

“Não fazia sentido estarmos parados e continuar a pagar renda, por isso falei com o Zé para montarmos um serviço de take-away”, conta André, recordando a primeira conversa, no Verão de 2020, sobre o que viria a ser “o jardim de todos”, inaugurado já na recta final do ano. “Resolvemos apostar na moda das poke bowls, mas acabámos por nos entusiasmar.” E, como costuma acontecer quando o entusiasmo é muito, a ideia tornou-se mais ousada. Ou, melhor, exótica: abrir ao público, apesar da crise no sector (e do deserto em que se transformou uma zona outrora mexida). Fizeram algumas obras, introduziram azulejos, mudaram o balcão, tiraram as garrafeiras das paredes e até a mesa comunitária, para respeitar a distância social recomendada. Renovação feita, com recurso ao tom Pantone "Banana Leaf" de encher o olho, aprimorou-se ainda a proposta gastronómica, assinada por André Campos, que aceitou o desafio de chefiar uma “cozinha improvisada” em Santos.

The Backyard
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“Serve para preparar, mas para produzir as condições são muito limitadas, porque isto era um bar”, diz-nos o cozinheiro, que veio do estrelado Eneko, em Alcântara. “Ainda assim, como tenho experiência em fine dining, há uma preocupação evidente na organização dos ingredientes, na forma como os apresento. Há também alguma técnica no corte, naturalmente, e uma aposta forte em produtos frescos”, garante, depois de nos servir um fresquíssimo e saboroso ceviche de salmão (6,20€), prato icónico peruano que, tal como as pokes havaianas, se prepara com peixe cru – e que, neste caso, vem acompanhado por camarão, manga e um crocante de arroz, “para adicionar textura”. Este prato, que se destaca pelo “balanço no palato”, mérito do doce da fruta, o ácido da emulsão de citrinos e o salgado e picante do Kimchi, não tem glúten, avisa. E não é o único.

A quesadilla à la guilho (14,40€), que acompanha com uma salada romana com frutos secos e maçã, também é glúten free: apesar da cozinha não ser certificada, correndo o risco de haver contaminação cruzada (reparo feito na própria carta), há uma preocupação clara com alergias e regimes alimentares alternativos; e que se reflecte em várias opções vegetarianas e sem lactose, das entradas às sobremesas, como o guacamole com tortilhas de milho (4,20€), o hummus de beterraba (3,80€), as smoothie bowls (6,20€-7,89€) ou o leite creme caseiro (2,70€), queimado na hora, simples ou com canela em pó.

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A principal aposta é, contudo, nas pokes bowls. “Gosto de fazer o arroz de sushi de manhã. Morno, tépido, como contrasta com o peixe frio, fica melhor, porque evidencia a tal frescura”, assegura André Campos, sem deixar de recomendar a “poke bowl do chefe” (11,50€), que pode pedir com salmão ou atum braseados e é uma das quatro combinações de poke já feitas. Se preferir, poderá também personalizar totalmente a sua poke, com a opção “faça a sua”, que permite não só escolher a base como os restantes ingredientes, desde a proteína (salmão, atum, camarão, tofu fumado bio ou frango) até aos complementos, toppings e molhos.

Numa onda mais mexicana, há tanto quesadillas, servidas a quente, como tacos, que podem ser pedidos individualmente, em combos de três (9,80€) ou em combos de cinco (15€). André Campos destaca o taco de camarão panko (3,20€), que leva, entre outras coisas, arroz de sushi e maionese japonesa, uma influência asiática que está também presente noutras opções. Para acompanhar, sugerem-se as cervejas artesanais (3,50€). Há ainda vinho, limonada e vários sumos detox.

“Estamos a preparar-nos para estar presentes no Uber Eats”, anuncia André Soares. “Até lá, também temos take-away e aí é como o cliente quiser: telefona e vem buscar ou passa cá e faz o pedido, espera um bocado e leva.” Se tudo correr bem, mais tarde haverá serviço de entrega próprio e, lá para Fevereiro ou Março, algumas alterações à carta. “Talvez um carpaccio de rosbife com azeite trufado, avelã tostada e parmesão ou uma espuma de batata doce com gravlax de salmão e geleia de pimento”, é o próprio chef que sugere. E, aproveitando a deixa, relembram-nos: é possível marcar jantares privados, com entre 8 a 18 pessoas, para usufruir do espaço e da experiência em exclusivo. Pelo menos, enquanto for possível e com um bom samba a ouvir-se de fundo.

Rua da Esperança, 106 (Santos). Seg-Sáb 12.00-19.00.  912 146 630.

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