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Timothée Chalamet põe a cartola de Willy Wonka para uma viagem às origens do chocolateiro

‘Wonka’ é uma fantasia musical em que Chalamet interpreta a personagem criada por Roald Dahl na juventude, sucedendo a Gene Wilder e a Johnny Depp no papel.

Escrito por
Eurico de Barros
WONKA
Cortesia da Warner Bros. PicturesTimothée Chalamet como Willy Wonka
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Em 1971, estreou-se A Maravilhosa História de Charlie, realizado por Mel Stuart, a primeira adaptação ao cinema do clássico de Roald Dahl Charlie e a Fábrica de Chocolate, tendo o próprio escritor colaborado no argumento. Gene Wilder interpretava Willy Wonka, o dono da mágica fábrica do título. Muitos anos mais tarde, em 2005, Tim Burton voltou a pegar no livro de Dahl em Charlie e a Fábrica de Chocolate. Com o papel principal entregue a Johnny Depp, a história apresentava uma voltinha “gótica” e inspirava-se visualmente nas ilustrações originais das edições mais antigas do livro.

O sucesso crítico e de bilheteira desta segunda versão da obra de Roald Dahl, e a popularidade de betão do escritor e dos seus livros, prenunciavam que, mais cedo ou mais tarde, Hollywood iria regressar ao mundo de Willy Wonka e da superabundância de chocolate em todas as suas manifestações. E fê-lo mesmo, sob a forma de uma origin story, um formato muito em voga no cinema, na televisão e no streaming. Wonka é uma fantasia musical realizada por Paul King (Paddington e Paddington 2), que tem Neil Hannon como compositor de algumas das canções da banda sonora. O filme está a ser preparado desde 2016, ano em que a Warner Bros. voltou a estar de posse dos direitos da personagem de Willy Wonka.

Com estreia em Portugal nesta quinta-feira, 7 de Dezembro, Wonka é um dos grandes filmes natalícios deste ano, usando o seu orçamento de 125 milhões de dólares para revelar como é que um jovem Willy Wonka (interpretado por Timothée Chalamet, que competiu com Tom Holland pelo papel), o maior inventor e mágico chocolateiro de todos os tempos, se tornou na personagem que hoje conhecemos e admiramos. E como é que ele decidiu embarcar numa missão para espalhar a alegria através do chocolate a partir de uma pequena loja, tornando-se rapidamente num génio excêntrico e num fenómeno de dimensões internacionais, dotado de uma aura enigmática.

Fiel ao modelo das origin stories, o enredo de Wonka vai apanhar o herói muito antes dos acontecimentos dos filmes interpretados por Gene Wilder e Johnny Depp. Wonka acabou de voltar de uma viagem à volta do mundo que durou sete anos, e na qual aperfeiçoou os seus talentos de fabricante de chocolate, e precisa de encontrar uma base para lançar os alicerces daquilo que será o seu império de confeitaria. No entanto, descobre que o esperam muitos desafios e contrariedades, a maior das quais é o chamado Cartel do Chocolate, que domina o fabrico e o comércio desta guloseima e recusa que mais alguém venha fazer e vender chocolate numa loja na sua cidade. O grande vilão do filme, é assim, colectivo.

A história de Wonka expande também alguns tópicos que Roald Dahl tocou de passagem no livro. Estes incluem o encontro de Willy Wonka com o seu primeiro Umpa-Lumpa, e a apresentação ao público dos seus primeiros chocolates mágicos, um dos quais, quando comido, permite às pessoas voarem. Há ainda um toque triste, relacionado com a mãe de Wonka, que terá provavelmente morrido quando ele era ainda muito novo e cuja recordação o protagonista traz sempre consigo nesta aventura. Os números musicais, por seu lado, remetem para os do primeiro filme, partilhando com este o mesmo toque ligeiro, mas esfuziante.

Acompanhando Chalamet no elenco, encontramos nomes como Olivia Colman, Rowan Atkinson, Sally Hawkins, Matt Lucas, Jim Carter e Hugh Grant, este personificando os Oompa Loompa multiplicados por artes digitais, e que deu origem a uma controvérsia. A escolha de Grant foi criticada por vários actores anões, que lamentaram que a produção do filme não tivesse optado por contratar intérpretes com nanismo e preferido recorrer a um actor famoso e a efeitos especiais de computador para representar os peculiares e diminutos empregados da fábrica de chocolate de Willy Wonka. Este foi o único amargo de boca de Wonka, uma fita que de outra forma se quer totalmente sob o signo da doçura.

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