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Uma carta aberta ao super-herói que força as portas do metro

Por O Provedor
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Ele vive no subsolo, onde o oxigénio é de fraca qualidade e o ar está empestado por um intenso odor a pipocas. À primeira vista, parece um cidadão normal: caminha sobre duas pernas, como qualquer pessoa; está atrasado para chegar a algum lado, como o lisboeta comum; e estremece ao ouvir o apito do fecho das portas do metro, como qualquer um de nós.

Mas há uma diferença. Enquanto o comum dos mortais desiste de entrar na carruagem quando as portas se fecham, juntando-se a outros cidadãos desalentados num banco, este homem entra em acção. E revela-se, de repente, no detentor de uma força hulkiana, capaz de parar o fecho de duas portas automáticas.

Graças aos seus superpoderes, consegue inserir-se numa carruagem, enfrentando em seguida os olhares dos outros viajantes, certamente invejosos da proeza sobre-humana que acabaram de testemunhar.

Apenas com a força dos seus braços, este super-herói fez mais do que abrir um par de portas metálicas. Conseguiu, também, parar uma combinação de três ou mais carruagens de uma viatura que pesa toneladas. E logrou, ainda, atrasar a vida a centenas de pessoas.

Ainda não é conhecida nenhuma kryptonite que anule estes superpoderes. Mas talvez um bocadinho de senso comum lhe possa ser administrado por via retal.

O Provedor do Lisboeta é um vigilante dos hábitos e manias dos alfacinhas e de todos aqueles que se comportam como nabos e repolhos nesta cidade. Se está arreliado com alguma coisa e quer ver esse assunto abordado com isenção e rigor, escreva ao provedorprovedor@timeout.com

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