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Uma carta aberta ao trânsito lisboeta em Agosto

Por O Provedor
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As estradas vazias durante o Verão. As avenidas onde o trânsito flui. A facilidade em estacionar. A descontração com que se vai de A para B. É Lisboa em Agosto. Uma experiência surreal que desafia a nossa imaginação: “Será esta a mesma cidade onde eu vivi nos últimos 11 meses?”

O trânsito lisboeta em Agosto transporta-nos para outra realidade. Uma realidade em que pouquíssimas pessoas trazem o carro para a cidade e os transportes públicos funcionam – ou um universo paralelo em que metade da população desapareceu sem deixar rasto.

Não temos nada contra esta migração súbita do segundo maior “habitante” da cidade, o carro, só estamos tristes porque sabemos que esta é uma situação temporária. Um sonho lindo do qual vamos todos acordar assim que Setembro aparecer nos calendários.

As coisas estão de tal forma que até há relatos de um ou outro taxista sorridente, bem-disposto, sem vontade nenhuma de falar de futebol ou políticas de imigração. Ouvem-se menos buzinas, esticam-se menos vezes os dedos do meio aos outros automobilistas e o ar está menos poluído. Poderá Agosto durar para sempre?

O melhor que podemos fazer para esticar este mês (ou encolher os outros) é deixar de trazer o carro para a cidade, usar transportes públicos e andar a pé. Se mais gente fizer isto, o trânsito de Agosto pode repetir-se em Fevereiro. Seria como quando há neve em Julho, mas em bom.

O Provedor do Lisboeta é um vigilante dos hábitos e manias dos alfacinhas e de todos aqueles que se comportam como nabos e repolhos nesta cidade. Se está indignado com alguma coisa e quer ver esse assunto abordado com isenção e rigor, escreva ao provedor: provedor@timeout.com

Uma carta aberta às pessoas que andam muito devagar nos passeios

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