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Uma carta aberta aos cartazes das eleições

Uma carta aberta aos cartazes das eleições
Inês Martins

Já passaram quase três meses desde as últimas legislativas e ainda há propaganda política a poluir a nossa vista. As palavras de ordem vazias, os slogans gastos e sempre as mesmas caras macilentas olhando para nós do cimo de umas estacas ou empoleiradas nas paredes.

Os cartazes dos partidos políticos portugueses nunca – nunca! – são bonitos. E, infelizmente, o tempo não os torna mais atraentes. Aquele outdoor gigante junto a uma via rápida com um candidato sorridente de braços cruzados? Não é com as chuvas de Dezembro e a exposição solar dos meses anteriores que vai ficar mais interessante.

Há partidos que, em vez de fazerem campanha eleitoral, fazem uma campanha de redecoração das paredes da cidade. “Este muro é muito bonito, mas vai ficar mais bonito com 40 papeletas em mosaico com o slogan do nosso partido”.

As eleições europeias foram em Maio, mas ainda podemos encontrar pela Avenida Almirante Reis e seus arredores a face impenetrável e misteriosa de Gonçalo Madaleno, o jovem candidato do Partido Trabalhista Português.

Há campanhas que fazem lembrar a atitude de algumas pessoas muito preguiçosas em relação ao Natal: para quê desfazer a árvore e o presépio se daqui a 11 meses vamos estar a montá-los outra vez?

O Provedor do Lisboeta é um vigilante dos hábitos e manias dos alfacinhas e de todos aqueles que se comportam como nabos e repolhos nesta cidade. Se está indignado com alguma coisa e quer ver esse assunto abordado com isenção e rigor, escreva ao provedor: provedor@timeout.com.

+ Uma carta aberta ao Pai Natal decorativo pendurado na varanda

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