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"Uma Rosa na Tromba de um Elefante": o regresso de uma pérola infantil

Uma Rosa na Tromba de um Elefante

A Orfeu Mini reedita um livro muito especial do poeta António José Forte, originalmente publicado em 1971 e entretanto esgotado. A apresentação é este sábado, às 16.00, na Livraria Ler Devagar.

O encanto sobre as crianças vem de longe, mais concretamente de 1971, quando a flor desabrochou pela mão da editora Afrodite. Mais de 40 anos sobre esse lançamento inaugural, a Orfeu Mini, chancela da Orfeu Negro, reedita este título do poeta Antonio José Forte (1931-1988), que promete continuar a enfeitiçar os mais novos e a fazer a ponte entre gerações. 

"Poeta da alegria de viver e do humor surreal, gostava de cidades, elefantes e bicicletas", assim resume o cartão de visita na contracapa, e não se esqueceu de todas estas referências num álbum que marca a estreia na edição da ilustradora portuense Mariana Malhão. Bem coloridos, os seus trabalhos estarão expostos na Livraria Ler Devagar, cenário da apresentação de Uma Rosa na Tromba de um Elefante.

O encontro conta ainda com um concerto-poema com o actor Zé Bernardino e o músico Artur Pispalhas. Mas antes disso, haverá conversa entre a ilustradora, a editora Carla Oliveira, e ainda Gisela Forte, a filha do poeta, que respondeu às perguntas da Time Out. 

 

Uma Rosa na Tromba de um Elefante

 

 

Quais são as suas memórias mais antigas deste livro que lhe é dedicado?

Não tenho grandes recordações do momento da escrita. Tinha seis, sete anos. No entanto, “a borboleta amarela” e a “pulguinha dançarina” abordam os meus receios e encantos da infância, o meu desejo de ser bailarina e de ter um cão. E também o meu fascínio e o receio das borboletas.

Como é relê-lo e revê-lo hoje, passados todos estes anos?

É uma grande emoção, pois as ilustrações da Mariana Malhão têm uma grande cumplicidade com os poemas e refletem sem dúvida alguma a minha memória de criança, mas transposta no momento actual.

Como se proporcionou esta reedição?

Por encontros renovados do passado, pois conheço a Carla Oliveira desde pequenina e proporcionou-se este desejo de fazer uma nova edição de um livro que deixou recordações mágicas e fascinantes nas nossas memórias.

Depois dos desenhos de Aldina, mulher de António José Forte, na versão original, como surge a Mariana Malhão neste processo de ilustração?

Coube à editora Orfeu Negro fazer um encontro maravilhoso com a ilustradora Mariana Malhão, que tornou possível revisitar os textos com uma nova sensibilidade, mais contemporânea.

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