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Venga Venga: uma noite queer tropical

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©DR Venga Venga

A quarta edição da Venga Venga, no sábado, traz um disco novo e dois convidados especiais: La Bruja de Texcoco e Giovani Cidreira. Contamos-lhe mais sobre a noite mais hedonista do Musicbox.

Em Julho a dupla brasileira Venga Venga estreava-se com uma festa no Musicbox. Em Setembro, eram convocados para protagonizar a festa de abertura do festival de cinema Queer Lisboa. Agora estão de volta com mais uma edição da sua residência homónima na discoteca do Cais do Sodré, a quarta neste formato, e uma novidade no bolso.

Os dois artistas brasileiros preparam-se para lançar um EP, Seres Híbridos, “baseado no olhar desta dupla queer sobre o Brasil de hoje, afectado pelas crises políticas e sociais”, lê-se na apresentação do disco. O conservadorismo e a consequente homofobia no país são um dos temas centrais do novo trabalho e uma das razões que levaram Denny Azevedo, de São Paulo, e Ricardo Don, de Minas Gerais, a mudarem-se para Lisboa.

“Há uma perseguição à arte e à liberdade de expressão em todo Brasil”, contavam em Julho à Time Out. “Depois de alguns anos de resistência buscávamos um ambiente mais fresco para desenvolver nossas ideias e expandir o nosso trabalho.”

A festa, que nasceu há seis anos na noite mais underground de São Paulo e encontrou uma nova casa em Lisboa, acabou por ser um sucesso. Conduzida por um “manifesto queer”, como lhe chamam, mistura sonoridades como o global bass, o tropical bass e música electrónica dos quatro cantos do mundo, sem esquecer instalações, performances e vídeo-arte.

Além da apresentação do disco, o segundo EP dos Venga Venga que engloba house, funk, afrobeat e maracatu (uma batida da zona de Pernambuco), a festa do próximo sábado traz dois convidados do outro lado do oceano, ambos pela primeira vez em Lisboa.

La Bruja de Texcoco, da Cidade do México, e “amante da transfeminilidade”, como a descrevem, estreia-se com o seu primeiro álbum, De Brujas Peteneras y Chachalacas, lançado este ano, onde explora a fusão de ritmos tradicionais, pré-hispânicos e neohispânicos.

O seu objectivo é pôr em causa a masculinidade da música tradicional mexicana, “apropriando-se dela para a desenvolver em situações extravagantes, com máscaras e lantejoulas”.

O segundo convidado da noite é Giovani Cidreira, um dos novos compositores baianos, com um recémlançado EP, “Mix$take”, com influências como Milton Nascimento, Frank Ocean ou Blood Orange.

Sábado, 23.30- 06.00, no Musicbox. Rua Nova do Carvalho, 24 (Cais do Sodré). 8€.

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