Restaurantes
Restaurantes obrigatórios na Graça
Do pequeno-almoço ao jantar, novidades ou clássicos, são estes os restaurantes obrigatórios na Graça
Por Editores da Time Out Lisboa
Publicado quinta-feira 18 outubro 2018
Lá em cima, há muita coisa nova a dar nas vistas. No bairro que está cheio de graça, sobra sempre espaço para um novo restaurante, mais um cantinho com um petisco ou até um docinho dos bons, dos crepes recheados aos famosos pastéis de nata. Seja para quem vai dar um saltinho à Feira da Ladra e quer almoçar naquela zona, para quem quer instagramar o miradouro e lanchar a seguir, ou até mesmo quem vai àquele concerto de sábado à noite nas Damas. Eis 13 restaurantes e pastelarias obrigatórios na Graça.
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Frango com Graça
Janela da voz
A colectividade Voz do Operário recebeu um espaço muito instagramável, a aproveitar o grande janelão do edifício com um mural de Mariana, a Miserável numa das paredes, a pensar o conceito de colectividade — todos a puxar para o mesmo lado. Na mesa servem-se pratos do dia criativos e ao sábado serve-se um brunch até às 16.00 com direito a ovos mexidos com toucinho assado e, entre outras coisas, umas sopas de cavalo cansado especiais: bolo de laranja e vinho quente.
Santa Clara dos Cogumelos
Muitos vaticinaram o insucesso de um sítio onde os cogumelos são servidos do primeiro ao último prato, por achar o conceito demasiado arriscado (louco, até). Certo é que os anos passaram, as receitas foram rodando na carta e a casa foi continuando a servir com a qualidade dos primeiros tempos. Abastece-se de fungos de cultivo, desidratados e silvestres, e está sempre a atrair clientes com novos pratos. Se conseguir os shitake à Bulhão Pato, o risoto Santa Clara, com porcini e trompetas da morte ou o crème brûlée de trufa, não hesite.
Taberna do Mar
No tecto da Taberna do Mar, na Graça, está a espinha de um atum-rabilho de 160 quilos que Filipe Rodrigues abriu, escalou e cortou durante os tempos em que foi chef no Sea Me. Na parede, a cabeça de um cherne e um rabo de outro atum de 400 quilos. Boas recordações e o mote para este pequeno restaurante de 23 lugares, com uma cozinha essencialmente portuguesa e do mar mas com muitas técnicas japonesas. Para começar a refeição, sugere-se a muxama, de atum curado em sal, caseira, servida em azeite com umas tostinhas. De volta à inspiração asiática, têm um pãozinho a vapor de alfarroba ou os dim sums de língua de vitela estufada lentamente, algas e cogumelos. Há ainda peixe fatiado em sashimi (sempre a rodar, dependendo do mais fresco, da liça dos Açores ao carapau). O pequeno restaurante segue a linha de uma taberna, com bancos de madeira, paredes com pedra à vista, e alguns lugares ao balcão. A acompanhar, é pedir a recomendação de um dos vinhos brancos da casa (tintos só há três).
Hamburgueria no Talho
Já foi um talho, já foi a também simpática Tasca do Sol, dedicada a petiscos, e em 2015 não quis deixar de fazer parte da moda das hamburguerias de bairro. Pelo menos numa coisa esta é diferente: em mais nenhum sítio da cidade entra numa antiga câmara frigorífica para ir à casa de banho. Os casacos penduram- se nos ganchos que em tempos estavam destinados à carne e a carta, com um hambúrguer novo a cada mês, é também ela uma homenagem à Graça: há um hambúrguer Vila Berta (5,8€) e um Tuk Tuk (7,5€).
A Li
É o novo espaço na Graça para pequenos-almoços, almoços e às vezes jantares. Liliana Escalhão, dona do bar/associação no bairro Má Língua abriu o A Li, um restaurante no espaço de residências artísticas Hangar. Os pratos do dia são servidos em malgas (7€) e passam por douradinhos caseiros com base de couve flor ou bochechinhas estufadas com tomate e abóbora.
Açores na Feira
Depois de passar pelo Exército, pelas novelas e de ser empregado de mesa, Bruno trouxe os pais da ilha Terceira para Lisboa e com eles a comida tradicional. Abriu o restaurante Açores na Feira. Falando da ilha Terceira, inevitável passar pelas alcatras de peixe (para duas pessoas) ou de carne regional (para duas pessoas), que fica pelo menos quatro horas no forno com tempero de cebolada e vinho de cheiro. Os torresmos de cabinho chegam à mesa numa espécie de telha, acompanhados de carne e arroz e deitam um cheiro a canela.
Cozinha Urbana
O restaurante de Sara Veríssimo entrou na nossa listade 2016 dos novos 50 restaurantes que merecem uma visita. Na altura falámos de um prato, a sopa Tom Yum (5€), que continua a ser um dos mais pedidos. É uma especialidade tailandesa (Sara viveu em Macau e viajou por toda a Ásia, onde aprendeu muitas receitas), com mexilhão e cogumelos em caldo de gengibre, malagueta, coco e citronella.
Pitéu da Graça
Há vários restaurantes clássicos na Graça, do Satélite ao Cardoso do Estrela de Ouro, sem esquecer o Estrela da Graça. Se só puder ir a um sítio, claro que toda a gente o vai mandar ao mesmo: O Pitéu. O nome diz tudo. Pitéu é aqui. Dos pratos tradicionais (os carapauzinhos fritos com arroz de legumes, por 9,90€, por exemplo, não nos podemos esquecer que em tempos o restaurante era o Zé dos Carapaus) às sobremesas. É importante guardar espaço para um doce (como este de coco). O preço médio não ultrapassa os 20€ por cabeça.
Estaminé - Art and Food Drink
“Art, food and drink.” É este o lema da pequena casa onde cabem pouco mais de oito pessoas e onde se pode aproveitar tudo isso. As peças (cerâmica, fotos e postais) estão à vista de toda a gente. A cozinha também e são os proprietários, Luís e Joice, que vão preparando os pratos com calma, como se estivéssemos em sua casa. Os mojitos (5€) também são bastante elogiados. Por 20€ faz a festa para duas pessoas.
Le Bar à Crêpes
Monica Belucci (6,5€), Marion Cotillard (6,5€), Coco Chanel (7,2€), Louboutin (7,2€)... Os nomes na ementa do Le Bar à Crêpes, a casa de crepes da Graça, são sugestivos. Há crepes doces, crepes salgados, gelados e waffles, tudo à grande e à francesa, ou não tivessem os donos vindo de Paris, onde geriam um restaurante de saladas. Os crepes salgados são feitos de farinha de trigo sarraceno e não têm glúten.
Graça 77
António Borges, dono deste Graça 77, fala seis línguas, viajou durante dez anos por mais de 50 países e já foi monge Krishna. Aterrou de vez na Graça para abrir no início do ano o restaurante vegan que faltava por estas bandas. Há brunch ao domingo (8,5€ ou 16€, conforme a quantidade) com panquecas vegan, pratos do dia e sobremesas.
Pastelaria Saga
“Desde 2016.” A data é exibida orgulhosamente na parede da Saga, mas a julgar pelo movimento da pastelaria, parece que existe ali desde sempre e que a Graça tinha menos graça sem ela. Luís Dias, o proprietário, de 46 anos, herdou a antiga loja de roupa do pai e, depois de obras de remodelação, quis transformá-la numa pastelaria de bairro. “Dantes, para comprarmos bolos, por exemplo uma bavaroise para levar para casa de alguém, tínhamos de ir fora”, conta. Agora, há aqui de tudo. Com um ano de vida, a casa já é um dos melhores sítios para comer pastéis de nata em Lisboa, a 95 cêntimos cada.
Os melhores restaurantes na Baixa
Bairro mal-amado pelos lisboetas, idolatrado pelos turistas, a Baixa continua a ter vários restaurantes que merecem a sua atenção. Quer ande à procura de boa comida portuguesa, de um japonês diferente dos congéneres da cidade ou de alguns clássicos que se mantêm com muita qualidade há vários anos. Estas são as nossas escolhas dos melhores restaurantes na Baixa.
Onde comer bem no Príncipe Real
A nova dinastia da restauração lisboeta instalou-se aqui e as novidades sucedem-se – grande parte delas com grandes janelas e balcões virados para a rua para que possa aproveitar o melhor da zona. O Príncipe Real é o bairro com as lojas mais alternativas, as noites mais coloridas e os restaurantes do momento.