Festival de Almada 2017: os novíssimos portugueses

O Novíssimo Teatro Português pode parecer uma declaração muito formal, mas é mesmo assim que o Festival de Almada, que sempre teve “novíssimos” nos seus programas, quer. Em jeito de afirmação de uma nova geração
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Por Rui Monteiro |
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Com Karl Valentim Kabarett e Primeira Imagem remetidos para a secção de estreias deste guia informal dedicado ao maior festival de teatro em Portugal, sobram para completar o ramalhete acolhido sob a designação O Novíssimo Teatro Português, três peças. Peças que são um exemplo de que é possível ter esperança.

Festival de Almada 2017: os novíssimos portugueses

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Coisas para fazer, Centros culturais

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Bernardo Souto, Guilherme Gomes, João Reixa, Nídia Roque e Rita Cabaço são a nova companhia Teatro da Cidade e esta é apenas a sua segunda produção, na qual se apresentam sem artifícios nem intermediários através do processo de escrita e encenação colectivas. Obra que vive em torno do conceito de “comunidade”. A qual, neste caso, vai de um grupo de operários “que não consegue livrar-se do fato-macaco até essa espécie de conceito dantesco da vida moderna que dá pelo nome de condomínio”. Por outras palavras, mais uma maneira de regressar à pergunta: “o que significa estarmos uns com os outros?”

Segunda 10 Julho. 19.00.

Por Nascer uma Puta não acaba a Primavera
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Por Nascer Uma Puta Não Acaba a Primavera

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Na origem está Gabriel García Márquez, e o seu romance Memória das Minhas Putas Tristes, mas esta criação de Alexandre Tavares e Anouschka Freitas, sustentada na dramaturgia e na direcção de actores de Sylvie Rocha, com Alexandre Tavares, Anouschka Freitas e Diogo Tavares, sob a luz desenhada por Paulo Santos, não é uma versão daquela história. Estar na origem não quer dizer, portanto, que do original dependa a dramaturgia, pois esta prefere explorar o ainda mais universal conceito da “atracção que é motivada pelo desejo sexual, bem como os efeitos causados pela negação desse desejo”.

Quinta 13 Julho. 19.00.

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A Morte do Príncipe
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A Morte do Príncipe

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Juntar Fernando Pessoa, Heiner Müller e William Shakespeare no mesmo texto é obra. Obra que pode parecer pretensão juvenil, mas que, pela mão de Ricardo Boléo, é um trabalho sério e lírico e arriscado fazer de Lídia Muñoz e José Condessa um dos casais mais amorosamente trágicos da história da literatura: Hamlet e Ofélia, vivendo num “espaço sombrio onde predomina o elemento terra, ponteado apenas por alguns ecrãs”. Boléo ousou esse espaço entre o lirismo e a crueza e fez da sua encenação uma das mais estimulantes obras apresentadas o ano passado.

Sábado 15 Julho. 18.00.

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