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Jupiter Marina Hotel

Jupiter Marina Hotel: Amor e uma cabana. Mas das boas

Em Portimão, achámos um refúgio ideal para ir a dois e voltar a ser miúdo sem abdicar de ser adulto.

Por João Pedro Oliveira
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Lá dizia o outro, isto para fazer campismo não há nada que chegue a um bom hotel. A idade vai nos aburguesando, não há que contrariar, e a rapaziada que ainda ontem adorava dias de praia, noites de rambóia e que lá pela manhã se recolhia alegremente em dois metros quadrados de tenda ou na cama de qualquer pardieiro, continua a achar tudo isso muito bonito mas já pedindo outros confortos e mordomias. A este processo natural de evolução da espécie chama-se crescer e é bom.

Jupiter Marina Hotel

Jupiter Marina
Jupiter Marina

Ora, o novíssimo Jupiter Marina Hotel em Portimão – já tinha aberto portas no final do Verão de 2017 para se testar, mas só neste mês de Março reabre em pleno e afinado – foi erguido um pouco a pensar nesta categoria de gente. Um quatro estrelas cool, com piscina infinita e bar no terraço, e em baixo 150 quartos de conforto prático (incluindo seis suites), todos com varandas e boas vistas de rio. Fica junto às ruínas do Convento de São Francisco e ao Porto Comercial de Portimão, mesmo em frente à estrada que dá acesso ao bulício da Praia da Rocha, mas convenientemente plantado no sossego das margens do Arade.

O hotel nasceu nas ruínas da antiga fábrica de conservas Facho que aqui funcionou até 1923. Restou a chaminé da fábrica, que foi recuperada e integrada no novo edifício, e o nome que, em homenagem, baptiza o restaurante da casa, no piso zero. A cozinha do Facho está entregue ao chef Carlos Guerreiro, que aposta em aperaltar uma cozinha sul e mediterrânica com aqueles cuidados típicos de uma mesa pensada para jantarinhos a dois. Há 70 lugares lá dentro e outros 70 na esplanada exterior (conte pagar, em média, uns 30€ por cabeça).

À medida de dois

Viagens

Na zona mais pitoresca de Portimão ergue-se agora este edifício ondulado, a imitar o movimento do mar. Por dentro, é a praia a servir de mote discreto para a decoração interior, cuidada ao detalhe mas despojada, confortável mas perfeitamente enquadrada com o espaço e o lugar. A alcatifa do corredor imita discretamente areia de praia, as cadeiras em tesoura de Monchique e os outros apontamentos regionais, das peças em corda às alcofas de palhinha que pontuam as madeiras claras no mobiliário de linhas direitas, sempre utilitário como o design deve ser.

A oferta deste Jupiter Marina Hotel é clara, assumida, e um passo inteligente de um grupo hoteleiro de base familiar: não é para famílias. “Tal como dissemos desde início”, relembra-nos a sub-directora do hotel Elsa Azevedo, “não é obrigatório mas é aconselhável que os hóspedes tenham mais de 16 anos”. Dito de outra forma, isto não é para gaiatos. Ou antes, até é, mas daqueles que já requerem outras mordomias.

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Como chegar
Nada que enganar. Sempre direito a Portimão, seguir depois pela estrada junto ao rio que dá acesso à Praia da Rocha.

Preços
Quartos a partir dos 50€ (época baixa)

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Ovar

Em Ovar o Carnaval é uma espécie de Queimas das Fitas em ácidos. Muito além dos tradicionais desfiles de máscaras, dos cortejos sénior e infantil, é no Espaço Folião que a festa verdadeiramente acontece. Espectáculos de Samba, Pagode, Axê, Dj Sets até de madrugada, Nelson Freitas e Quim Barreiros são algumas das propostas musicais que animam a semana mais louca da cidade. O rei do Carnaval já foi apresentado a 16 de Fevereiro e promete voltar no dia 1 de Março aquando da abertura oficial das festas e depois outra vez durante os Grandes Corsos Carnavalescos de 3 e 5 de Março, aos quais se juntam na Avenida Sá Carneiro dois mil figurantes, 14 grupos de foliões e respectivos carros alegóricos. Embora haja muita coisa a acontecer na rua, este é um Carnaval organizado e mais ou menos à porta fechada, o que implica a compra de bilhetes para cada uma das actividades do programa. O desfile nocturno das escolas de Samba e o baile de máscaras ficam por 5€; um lugar de bancada para o Grande Corso de domingo por 13€ e a pulseira de acesso livre ao Espaço Folião por 10€.

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Funchal

Pensar no Carnaval da Madeira é ter imediatamente na cabeça a imagem de Alberto João Jardim de fraque de lantejoulas púrpuras e verdes a tocar tambor no meio da multidão. O antigo presidente do governo regional da Madeira já não preside às festas mas a festa continua com a euforia do costume. Ele é carros alegóricos, escolas de samba, porta-bandeiras, arruadas, bailes de máscaras e actividades tradicionais que recriam os antigos assaltos em que grupos de mascarados entravam pela casa dos amigos à espera de comida e bebida para dar início à noite. No fundo é uma espécie de Páscoa na aldeia sem a vertente religiosa. A 5 de Março, dia de Carnaval, o cortejo tem um carácter universal e está aberto a quem se quiser juntar desde que devidamente vestido a rigor. Na escolha do disfarce vale tudo, o importante é participar. Por ser tipicamente uma festa de rua, as actividades relacionadas com o Carnaval do Funchal são de acesso gratuito. Começam oficialmente dia 1 de Março e prolongam-se até ao fogo de artifício de encerramento no dia 10.

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Areias do Seixo
©DR

Areias do Seixo

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À excepção do clima radicalmente diferente, o Carnaval de Torres (Vedras) não fica nada atrás do do país irmão em qualidade ou empenho. Tal é que mesmo sendo uma efeméride com data marcada no calendário, em Torres o Carnaval acontece quando tem de ser e este ano decidiu-se que seria a 9 de Fevereiro com a inauguração de uma estátua em homenagem... ora adivinhe!... isso mesmo, ao Carnaval. Festa rija só mesmo a partir de 1 de Março, dia dos primeiros desfiles e bailes de máscaras, da entronização dos reis e do primeiro bailarico. Depois a partir daí e até dia 6 o disco vai girando e tocando mais ou menos o mesmo – com o hino oficial, o Samba da Matrafona, em loop infinito. A parte boa da festa acontece na rua mas para ter acesso ao recinto dos corsos o bilhete geral fica por 12€ e o passe diário por 6€.

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Fotografia: Arlindo Camacho

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Sesimbra

O Carnaval de Sesimbra está para Portugal como a Marquês de Sapucaí para o Brasil. Desde Janeiro que as escolas de samba e axê andam na rua a acertar os passos para o grande dia, o que faz com que seja perfeitamente normal a pessoa ir na sua vida de todos os dias e dar de cara com meia dúzia de bailarinas com penas na cabeça bamboleando- -se a um ritmo frenético e alheias aquempassa. É só no dia 5 de Março que tomam conta da Avenida 25 de Abril mas até lá tem de estar tudo bem ensaiado e o material bem testado. O Carnaval em Sesimbra é sagrado e quem não fizer parte do grupo de foliões que troca o disfarce todos os dias (nem que seja só para ir ao café) está fora do jogo. Então e se chover? Não muda nada. O frio é um estado de espírito e não há memória de alguma vez ter impedido uma festa de acontecer. A diferença é que em Sesimbra, faça chuva ou faça sol, as ruas enchem-se de gente, muita vinda de fora, a dizer adeus, a mandar beijinhos e a tentar segurar os miúdos para não os perder entre os ursos e as Elsas e os piratas, e é bonito de ver. Mas para perceber o espírito terá de se juntar à festa e partilhar da euforia geral, condição que apenas exige que se divirta como se não houvesse amanhã, até de manhã e durante uma semana seguida. Parece fácil. Não é. Mas vale a pena tentar.

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Casa das Penhas Douradas Design Hotel & Spa
DR

Casa das Penhas Douradas Design Hotel & Spa

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Odeia o Carnaval?

Calma. Se para si o Carnaval só funciona lá longe a uma distância de segurança que garante a ausência de balões, confétis, serpentinas e foliões, a nossa sugestão é que se afaste o mais possível das cidades costeiras e que fuja para o interior do país. E já que é para ser, suba até à Serra da Estrela e dirija-se à Casa das Penhas Douradas Hotel Design & Spa. A 1200 metros de altitude é pouco provável que tenha de se cruzar com a euforia do Entrudo, mais não seja porque a neve não oferece grandes condições para festas ao ar livre. Aproveite a piscina interior panorâmica, as mantas de burel queaquecemassalaseosquartos,o lanchinho que todos os dias é servido na sala de jantar e a lareira que se acende ao fim do dia para acompanhar um copo de vinho ou um gin. Para jantar não tem de se mexer, basta dirigir-se à recepção, consultar a ementa do dia e escolher uma das modalidades de menu de autor desenhadas pelo chef Luís Baena.

 

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