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Os melhores restaurantes em Leça da Palmeira

Não falta variedade para estes lados. Das criações vegetarianas às estrelas Michelin, das carnes mais tenras aos peixes mais frescos, reserve mesa num dos melhores restaurantes em Leça da Palmeira.

Mariana Morais Pinheiro
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Leça da Palmeira é forte numa culinária ecléctica, que tanto acolhe restaurantes típicos com comida tradicional portuguesa, como espaços com duas estrelas Michelin, na vanguarda da melhor gastronomia. Bons e bonitos projectos gastronómicos têm despontado por aqui nos últimos anos — das criações vegetarianas aos pratos arrojados dos novos chefs da cidade, das carnes mais tenras aos peixes mais frescos. Se lhe apetece uma paisagem diferente, aposte numa vinda para estes lados e deixe-se surpreender pelos melhores restaurantes em Leça da Palmeira. Depois da sobremesa, peça o café junto ao mar. 

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Os melhores restaurantes em Leça da Palmeira

  • Leça da Palmeira
  • preço 4 de 4
  • Recomendado

Quando inventaram a expressão “Comer com os olhos”, estavam, seguramente, a referir-se à Casa de Chá da Boa Nova. É impossível não ficar deslumbrado com a arquitectura do espaço. Pensada por Siza Vieira e construída sobre as rochas, está classificada como Monumento Nacional e integra o Roteiro Internacional de Arquitectura. Também não é possível ficar indiferente à maravilhosa paisagem marinha que se avista a partir dos grandes janelões envidraçados da casa, nem tão pouco à cozinha deliciosa e criativa preparada pelo chef Rui Paula. Neste restaurante com duas estrelas Michelin há dois menus à escolha. Um onde brilham os peixes e os mariscos mais frescos e outro onde os vegetais são reis.

  • Leça da Palmeira

A cozinha do chef Hugo Portela é o que se poderia denominar de tradicional-ó-contemporânea, onde se misturam duas vertentes da gastronomia portuguesa bem diferentes. É moderna mas com uma orientação bem portuguesa e um vincado apelo à memória. Não se espante, por isso, se por aqui encontrar (nos snacks que dão início à refeição) os típicos bolos de arroz da nossa pastelaria semi-industrial — mas numa versão caseira e em miniatura — com pato curado no topo e um recheio feito com coxa de pato confitado e chouriço de porco preto. A carta está ainda dividida entre carnes frias; entradas, onde é possível encontrar as espetadas de lulas e chouriço, entre outras coisas; e pratos principais de peixe ou carne (prove a açorda de polvo ou o cabrito assado). Para terminar, peça uma sobremesa e duas colheres. São boas e bem generosas.

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  • Vegetariano
  • Leça da Palmeira
  • preço 2 de 4
  • Recomendado

É, sem sombra de dúvida, um dos melhores restaurantes vegetarianos do país. Nuno Castro, o chef à frente deste espaço do Grupo do Avesso — ao qual pertencem também restaurantes como o Terminal 4450 e a Sushiaria, ambos em Leça da Palmeira —, faz uma cozinha divertida e arrojada, utilizando sobretudo ingredientes de origem vegetal. A façanha valeu-lhe cinco estrelas, a pontuação máxima atribuída pelos críticos gastronómicos da Time Out. Foram elogiados pratos como a sopa de cebola, trufa e queijo São Jorge, e sobremesas feitas com leite-creme queimado, bolacha de mel, gelado de alfazema, caramelo de mel e pólen. O Fava Tonka também tem presença no Time Out Market Porto, instalado na ala sul da Estação de São Bento.

  • Leça da Palmeira

O chef David Jesus, com um percurso que passou por vários restaurantes com estrelas Michelin (entre eles o Diverxo de David Muñoz, em Madrid), abriu um espaço dedicado à cozinha vegetariana em Setembro de 2021. “É uma cozinha de mercado, humilde, dinâmica, com sabor e influências do mundo. O Seiva é a expressão da natureza”, conta o chef, que quer dar aos clientes “uma experiência com plantas, que os aproxime da terra”. Vai daí, tem dois menus disponíveis — um com seis (65€) e outro com 11 momentos (90€) —, onde aparecem pratos como waffles de batata doce com marmelo e queijo de cabra; beterrabas assadas ao sal com pinhão, molho holandês e vinagre balsâmico ou sobremesas compostas por framboesas, amoras e eucalipto.

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  • Steakhouse
  • Leça da Palmeira
  • preço 3 de 4
  • Recomendado

Mais pinta e boa onda é difícil de arranjar. Primeiro, porque só é possível chegar ao Terminal 4450 através de uma manga de embarque, depois porque tem bons cocktails, snacks de comer e lamber os dedos, como pregos de novilho, pica-pau, asinhas de frango e costelinhas de porco na brasa, e ainda sobremesas para as quais se arranja sempre espaço, como para o decadente de chocolate ou para o brownie de caramelo. Quanto aos pratos principais, as carnes são as estrelas. Há costeletão maturado durante 45 dias, T-Bone, nacos de picanha e carne Black Angus. Tudo acompanhado por arroz de fumeiro, batata frita ou esparregado.

  • Leça da Palmeira

De portas abertas há mais de duas décadas, neste restaurante tipicamente tradicional faz-se comida de se lhe tirar o chapéu. O atendimento é como à antiga, atento e atencioso, há toalhas engomadas sobre as mesas e fotografias de família, pratos trabalhados e tapetes de Arraiolos a decorar as paredes em pedra. A comandar as tropas está Margarida Silva, a cozinheira que enche as mesas com açordas de camarão servidas num pão que vai a tostar ao forno, um dos ex-líbris da casa. Servem-se ainda panelas de arroz de marisco ou cabidela, filetes de pescada ou postas de bacalhau, cataplanas de carne, bifes da vazia e muito marisco ao quilo. Para fechar, peça uma fatia de tarte de amêndoa ou de pudim abade de Priscos, uma das mousses da casa, o bolo de laranja ou uma rabanada.

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  • Leça da Palmeira

Com um balcão forrado a azulejos e um portentoso candeeiro a iluminar o espaço, que lhe dá uma grande pinta, o Lessa é o restaurante que todos gostaríamos de ter ao pé de casa. André Pinto Baptista é o chef por trás das criações gastronómicas deste pequeno restaurante onde cabem pouco mais de dez clientes em simultâneo. Conte com croquetes da Bairrada, tártaros, ceviches e pica-paus para petiscar. Para forrar o estômago e deixá-lo mais composto para o resto do dia, há preguinhos do lombo, sandes de presunto e ovo, e tachinhos de arroz carolino — do mar ou com feijão e bochecha de comer à colher. Para fechar, peça o mítico pastel de nata do Lessa com um cafezinho.

  • Leça da Palmeira

Com tanto mar ao pé, esta lista não ficaria completa sem um restaurante, ou dois, dedicados, sobretudo, ao marisco. O Novo Casarão do Castelo, que fica a menos de 80 metros do Casarão do Castelo, o primeiro e o original, aberto há mais de 30 anos, são fortes nos mariscos frescos e nos peixes na brasa. Lavagante ao natural, camarão tigre grelhado, amêijoas à Bulhão Pato, sapateira recheada, arroz ou açorda de marisco são algumas das opções sempre disponíveis. Neste novo espaço, inaugurado em 2019, piscam também o olho a cozinhas de outras latitudes, acrescentando à carta risotos e sushi, este em versões mais tradicionais ou de fusão.

Mais onde comer

O Porto é uma cidade que se reúne em torno da mesa, onde toda meia dose dá para dois e ninguém nunca se levanta até a última migalha ser vertida. A cozinha da cidade é um reflexo da sua gente: frontal e afectiva; sem afectações, mas exigente. Entre tripas e francesinhas, os portuenses tendem a discutir (às vezes alto!) sobre o que acreditam ser melhor e pior, mas conseguem acabar sempre a brindar como amigos a empunhar finos nas mãos. Nos últimos anos, a cena gastronómica tem-se transformado rapidamente, como reflexo de uma cidade cada vez mais aberta ao mundo – e que conquista mais e mais turistas a cada Verão. De restaurantes de cozinhas internacionais a bares de vinhos modernos, de muitas casas tradicionais a chefs que querem mostrar que é possível elevar a gastronomia local a novos patamares, o Porto tem a mesa posta. É puxar uma cadeira e sentar-se num destes restaurantes. 

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  • Português

Não é difícil experimentar pratos de outros cantos do mundo na cidade mas, verdade seja dita, poucas coisas sabem melhor do que uma refeição de comida caseira, temperada no ponto e servida em doses generosas. Nesta lista, com os melhores restaurantes de comida tradicional no Porto, há pratos para todos os gostos, do cozido à portuguesa ao galo à bordalesa, passando pelos filetes de pescada e pelas sardinhas fritas com arroz de feijão. Se não troca a comida da avó e da mãe por nada deste mundo, leia o que se segue. 

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Com ou sem ovo, com molho picante ou adocicado, com bife bem ou mal passado. Criada há 70 anos, a famosa francesinha é a estrela da cidade e todas as casas lhe dão um toque especial. Há quem prefira a tradicional, com carne assada ou com um bom bife de vaca no seu recheio e, claro, com os enchidos da melhor qualidade lá pelo meio. No entanto, há cada vez mais adeptos das variações – das francesinhas vegetarianas, às que optam pela carne de frango, das que são finalizadas em forno a lenha às que adicionam camarões ao prato. 

E se de um lado temos os eternos puritanos, defensores da francesinha original, há também muitos outros fãs sedentos de inovação. Desta feita, fica difícil, muito difícil eleger a melhor francesinha da cidade. É uma tarefa árdua e ingrata (para não dizer impossível) e susceptível de criar grandes discussões à mesa. Cientes do risco que corremos, estas são, na nossa humilde opinião, as melhores francesinhas do Porto neste momento. Bom apetite.

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