O Palatial deu a Braga a sua primeira estrela Michelin. À frente da cozinha está Rui Filipe, chef com passagem por casas como a Fortaleza do Guincho, o Costes, em Budapeste, e também por A Cozinha, em Guimarães. Instalado num projecto invulgar que combina alta gastronomia, alojamento e outras valências de uma empresa familiar, o restaurante propõe uma leitura criativa da tradição gastronómica portuguesa. A cozinha parte dos produtos nacionais e da sazonalidade para construir pratos que equilibram técnica contemporânea e memória culinária. A carta permite escolhas livres, mas são os menus de degustação que revelam com maior profundidade a abordagem do chef. “Senti que era preciso criar uma identidade e a identidade, aqui, é o que nos destaca de tudo o resto. Vamos encontrar muito Portugal, muito Minho, tradição, brasa, cozeduras longas e menus que mudam quatro vezes por ano e se vão adaptando aos produtos da estação”, revela o chef, acrescentando que 90% dos ingredientes que utilizam na confecção dos pratos são de origem nacional.
Braga é conhecida como a cidade dos arcebispos ou como a Roma portuguesa por causa das suas inúmeras igrejas “em todas as esquinas”. Mas não é só isso que a define. É casa de inúmeras galerias de arte, museus, projectos de design e de moda, e de infinitos restaurantes. Aqui come-se bem que se farta, é certo. E comida saborosa e uma carta de vinhos recheada estão sempre garantidas por estes lados.
Nos últimos tempos, o menu bracarense está mais variado, graças a uma lufada de ar fresco trazida pelos restaurantes que apresentam uma cozinha mais irreverente, com outros horizontes. Braga já tem um restaurante com uma estrela Michelin, outros tantos recomendados no mesmo guia, e dezenas cujo reconhecimento dos clientes habituais e as longas filas à porta são o melhor prémio que se poderia ter. Aqui tem os melhores restaurantes em Braga. Faça-se à estrada e bom apetite.
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