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Os melhores restaurantes em Braga

Come-se bem no Minho, como toda a gente sabe. Faça-se à estrada e vá matar a fome nos melhores restaurantes em Braga.

Mariana Morais Pinheiro
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Braga é conhecida como a cidade dos arcebispos ou como a Roma portuguesa por causa das suas inúmeras igrejas “em todas as esquinas”. Mas não é só isso que a define. É casa de inúmeras galerias de arte, museus, projectos de design e de moda, e de infinitos restaurantes. Aqui come-se bem que se farta, é certo. E comida saborosa e uma carta de vinhos recheada estão sempre garantidas por estes lados. 

Nos últimos tempos, o menu bracarense está mais variado, graças a uma lufada de ar fresco trazida pelos restaurantes que apresentam uma cozinha mais irreverente, com outros horizontes. Braga já tem um restaurante com uma estrela Michelin, outros tantos recomendados no mesmo guia, e dezenas cujo reconhecimento dos clientes habituais e as longas filas à porta são o melhor prémio que se poderia ter. Aqui tem os melhores restaurantes em Braga. Faça-se à estrada e bom apetite.

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Os melhores restaurantes em Braga

  • Grande Porto

O Palatial deu a Braga a sua primeira estrela Michelin. À frente da cozinha está Rui Filipe, chef com passagem por casas como a Fortaleza do Guincho, o Costes, em Budapeste, e também por A Cozinha, em Guimarães. Instalado num projecto invulgar que combina alta gastronomia, alojamento e outras valências de uma empresa familiar, o restaurante propõe uma leitura criativa da tradição gastronómica portuguesa. A cozinha parte dos produtos nacionais e da sazonalidade para construir pratos que equilibram técnica contemporânea e memória culinária. A carta permite escolhas livres, mas são os menus de degustação que revelam com maior profundidade a abordagem do chef. “Senti que era preciso criar uma identidade e a identidade, aqui, é o que nos destaca de tudo o resto. Vamos encontrar muito Portugal, muito Minho, tradição, brasa, cozeduras longas e menus que mudam quatro vezes por ano e se vão adaptando aos produtos da estação”, revela o chef, acrescentando que 90% dos ingredientes que utilizam na confecção dos pratos são de origem nacional.  

  • Porto

Um plot twist nesta história e hoje temos um grande restaurante e um chef de se lhe tirar o chapéu. À última da hora, no momento de escolher o curso que deveria seguir na universidade, Hugo Silva trocou Geologia pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. A partir daí tudo mudou. “Sempre gostei de cozinhar, aos cinco ou seis anos já fazia bolos. Houve uma altura em que quis fugir de tudo isto, mas acabei por ser puxado novamente para este mundo”, ri o chef do restaurante recomendado no guia Michelin. “Quando comecei a ter contacto com o fine dining na escola, essa vertente suscitou-me um grande interesse. O restaurante dos meus pais [a mãe comanda a cozinha e o pai é o responsável de sala, um maître experiente e simpático] já era um bocadinho diferente do que existia em Braga na altura, tinha uma base francesa, com algumas influências italianas e bons pratos de tradição, mas em 2020 começámos essa mudança de filosofia e introduzimos alguns pratos meus”. Três anos mais tarde surgiram os menus de degustação. Hoje têm dois disponíveis: um com seis momentos e outro com nove, onde a proximidade com o que é local é grande e 80% do que é confeccionado tem origem vegetal. 

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  • Grande Porto

A jogada foi eficaz e não tardou a dar frutos. Aos produtos nacionais, Miguel Rodrigues e Tiago Costa, aplicam técnicas de cozinha contemporânea no seu restaurante Inato, instalado na Praça do Município, bem no coração da cidade. O resultado? Pratos saborosos, preparados com cuidado; um serviço informal e caloroso; e uma distinção do guia Michelin. “Não nos identificamos com o fine dining, gostamos de um estilo mais despretensioso e de comida de conforto, de algo que seja bom e tenha o nosso cunho”, contam. Assim, o menu aparece dividido por actos (daí o nome do restaurante). No primeiro é servido o couvert, com pão cozido na hora, focaccia, manteiga dos Açores e hummus. Daqui, saltamos para as entradas – quentes e frias – onde brilham pratos como a cavala curada com abacate e wasabi, os tacos de camarão com maionese picante ou o rabo de boi com focaccia e molho de trufa. E nos principais, há arroz de marisco com carabineiro e presa de porco ibérico preto com cogumelos e maçã, entre muitas outras opções de carne e peixe. A encerrar um espectáculo que merece uma ovação, pode escolher entre o bolo de tâmaras, mascarpone e caramelo salgado; o chocolate e avelã e ainda uma sobremesa preparada com goiabada, parmesão e noz. 

  • Grande Porto

Há um antes e um depois d’O Filho da Mãe. “Não havia nada do género na cidade. Ninguém vendia ostras ou ceviches por aqui, então, decidi avançar com este projecto e as pessoas começaram a perceber que as coisas eram bem feitas e fomos ganhando o nosso espaço”, sorri Eurico Silva, o dono, que todos os dias vive “de uma forma intensa” a vida do seu restaurante. O Filho da Mãe aposta numa cozinha de influência sul-americana, com pratos inspirados em receitas do Peru, do Brasil, da Argentina ou da Colômbia. “Temos ingredientes diferentes e produtos frescos e de muita qualidade. Recebemos a carne e o peixe para o dia e o nosso desperdício é muito controlado”, explica o empreendedor, acrescentando que, de vez em quando, também dão um salto à Ásia e à Europa nos pratos que criam. Ceviches de corvina com batata doce, plátano frito, cebola roxa e algas ou, então, crudos de robalo com uva branca, aguachile de pepino, abacate e alho são algumas das coisas que já foram preparadas por aqui. Quanto aos pratos de carne, decida-se entre as empanadas argentinas com carne mesclada e chimichurri fumado, os huevos rotos com trufa negra e chistorra de Navarra ou a peça de entrecôte do vazio com arroz de pinhões e farofa. É tudo bom e bonito.

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  • Português
  • Grande Porto

É a verdadeira instituição gastronómica bracarense. Há mais de 30 anos que a comida tradicional portuguesa é levada muito a sério por aqui, mais ainda quando o assunto são as especialidades minhotas. Neste restaurante encontra um bocadinho de tudo do que consta no receituário regional, dos pratos de carne, aos peixes e mariscos. A preocupação e o zelo pela qualidade é tão grande neste restaurante familiar que as carnes são produzidas pelos próprios, numa quinta na Póvoa de Lanhoso, como o porco bísaro e as galinhas pedrês. E o cabrito, prato icónico do espaço, cuja gordura da carne assada na grelha pinga sobre o arroz de forno, vem da Serra da Estrela. A acompanhá-lo há batatas assadas com castanhas e salteado de grelos. O polvo grelhado com molho verde para dar início à refeição e as papas de Sarrabulho para ficar mais compostinho também são boas sugestões. Não saia sem provar uma das muitas sobremesas caseiras que todos os dias têm disponíveis, nem sem pedir a carta de vinhos, generosamente recheada. 

  • Grande Porto

O restaurante está sempre à pinha e não são raras as vezes em que há gente encostada às paredes ou à espera de mesa, no meio da rua. A comida é boa, caseira e tem aquele saborzinho a casa da avó; o espaço é catita, numa vibe retro e muito vintage; mas é o carisma e a boa disposição dos anfitriões – a Tânia e o Rui – que conquistam mais do que tudo o resto. “O conceito deste restaurante é a inexistência de conceito”, atira Rui. “Como gostamos muito de comer, chegou uma altura em que quisemos mudar de vida, por isso, em 2015 decidimos abrir um espaço de restauração aliado à venda de artigos vintage”. Mas o restaurante começou a atrair verdadeiras enchentes e da loja restam hoje alguns objectos que vão criando ambiente, como o quadro do Menino da Lágrima, um telefone antigo ou a loiça Bordallo Pinheiro. Ao almoço têm sempre um prato de carne, outro de peixe e um vegetariano; e num grande quadro de lousa anunciam o que há para jantar: queijo Brie assado, alheira e amêijoas à Bulhão Pato para entradas, por exemplo; e moqueca de peixe e camarão, uma “ganda posta” e magret de pato como pratos principais. Quanto às sobremesas, pode escolher entre baba de camelo, pannacota, tarte de lima, cheesecake de caramelo salgado ou mousse de chocolate. 

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  • Grande Porto

Este restaurante na rua do Anjo é um daqueles sítios que nos fica no coração assim que cruzamos a ombreira da porta. Há antigos bancos do Theatro Circo a acomodar os clientes, o ambiente é leve e descontraído e a comida é moderna e saborosa. Em suma, está-se bem por aqui, seja a que hora for. Se aparecer por lá ao almoço e o tempo estiver de feição, peça o menu do dia e sente-se numa das mesas da esplanada ao ar livre, situada no pequeno quintal nas traseiras. Se fizer planos para lá ir jantar, pondere dar um salto, depois, ao bar Juno, que fica no piso superior e pertence aos mesmos donos. Quanto à carta, há propostas arrojadas e variadas que vão dos sunomono de polvo grelhado, à porchetta com batata assada e gremolata; dos mexilhões à espanhola e batata frita à barriga com piri-piri e molho de salsa; da cabidela de lulas às sopas de dumplings; e das deliciosas panacotas de gengibre e pêra às fatias de cheesecake basco que rematam lindamente a refeição. 

  • Grande Porto

Uma coisa é certa: uma refeição aqui vai ficar-lhe na memória. O espaço rústico e com uma garrafeira generosa, o chef-anfitrião cheio de carisma, e os pratos tradicionais cozinhados no forno a lenha são a combinação perfeita, que torna este lugar num dos mais concorridos do norte de Portugal. Em Vila Verde, a cerca de 15 minutos do centro de Braga, David Cunha, ex-jogador de andebol e campeão nacional pelo ABC, domina a brasa e a comida que prepara em potes de ferro. A paixão pela cozinha vem de pequeno, com a mãe e a avó como suas primeiras mentoras, mas foi no restaurante que o pai possuía no centro da cidade que desenvolveu o gosto pela cozinha. Hoje, no Garagem 33, cozinham-se grandes repastos, como a suculenta costela mendinha, o arroz de galo estaladiço ou o arroz de tamboril com gambas. A rematar, o incontornável pão-de-ló húmido. 

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  • Grande Porto

Não está localizado no centro, nem no sítio mais óbvio, mas isso faz parte do encanto. Descobrir o Tempo é uma daquelas surpresas boas que ficam gravadas na memória. De aspecto elegante e sofisticado, com um serviço de sala atencioso, da cozinha deste restaurante bracarense saem pratos preparados com produtos frescos, vindos de pequenos produtores — prática que orienta a cozinha tradicional portuguesa reinventada do chef Hugo Teixeira. Carpaccios de polvo ou de carne, lascas de bacalhau com migas de broa e grão frito, risotos negros de atum braseado com lima e Champanhe, arroz fresco de robalo com gambas selvagens ou icónico bife Wellington são alguns dos pratos deste restaurante que eleva o produto e se esmera na técnica. E, claro, peça a carta de vinhos, não se esqueça.

  • Grande Porto

Para lá das portas vermelhas, em mesas de madeira e entre paredes de pedra, come-se boa comida regional minhota servida em louça de barro. Começou por se vender vinho aqui, em 1936. Uns anos mais tarde, o espaço recebeu o alvará de taberna e em 1946 passou a ser uma casa de pasto onde eram servidos petiscos. Hoje é impensável sentar-se e não pedir pratos como o bacalhau à Braga, o bacalhau à Brás, a massa à lavrador, o arroz de pato ou o frango na púcara. Ficou convencido, não foi? Antes de se fazer à estrada, ligue e reserve lugar. É que só há mesa para 30 esfomeados.

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  • Grande Porto

Agitou a restauração bracarense quando se instalou na cidade — com a sua decoração inusitada e espírito descontraído — e apresentou pratos com combinações arrojadas, pensados para partilhar, a um público demasiado habituado ao tradicional. Na Casa de Pasto das Carvalheiras está-se sempre bem e saí-se sempre bem. A comida é boa, saborosa, cheia de personalidade e há sempre novas propostas no menu. Dos cornetos de salmão com gelado de abacate, lima, wasabi e sésamo, aos rolinhos de frango fumado com molho de manga, terminando em sobremesas que juntam morangos marinados, gelado de mostarda e mascarpone, baunilha e nougat de amêndoas. 

  • Grande Porto

Três smash burgers de carne Angus, três fatias de queijo cheddar, cebola, pickles e molho secreto, dentro de um pão de leite caseiro. Olá, este é o triple smash cheese, um dos vários hambúrgueres que compõem a carta de uma das melhores hamburguerias da cidade. Para acompanhar, peça as batatas fritas cortadas à mão ou um dos gulosos milkshakes. Chocolate, morango e caramelo salgado são alguns dos sabores. 

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  • Grande Porto

Instalado na antiga e centenária livraria Bertrand Cruz, fundada em 1888, numa das artérias principais da cidade, está hoje instalado o restaurante Livraria. Num espaço remodelado, onde a traça original foi preservada, e que faz parte do imaginário bracarense, preparam-se agora pratos tradicionais e de conforto. Peixinhos da horta, mil-folhas de queijo de cabra e camarão ao alho são algumas das propostas para dar início à refeição. Depois, siga para pratos bem clássicos, como o típico bacalhau à Braga, os filetes de polvo com arroz do mesmo ou o arroz de lingueirão e berbigão com filetes de peixe. Nas carnes, conte com barriga de leitão, frango estufado ou costela mendinha cozinhada a baixa temperatura. Para rematar, peça o pudim Abade de Priscos, as rabanadas ou a torta de laranja.

Mais para descobrir no Minho

  • Coisas para fazer

Habituada a que lhe chamem de “Princesa do Lima”, Viana do Castelo enche-se de chieira (que é como quem diz ‘vaidade’ para estes lados) e mostra sobranceira, da altivez do seu monte, a linda cidade que tem aos pés. Bela todos os dias do ano, durante o Verão – muito por causa da Romaria de Nossa Senhora da Agonia – recebe enchentes de turistas que se espalham por toda a cidade. No entanto, há muito para ver, descobrir e admirar com calma, quando os meses mais frios se instalam. Da boa comida que reconforta até a alma, aos desportos ao ar livre que exercitam os músculos, passando pelas boas camas quentinhas dos hotéis, é impossível não sentir aquele calorzinho cá dentro quando se chega a esta vaidosa cidade minhota.

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  • Viagens

São lugares com uma vasta riqueza natural, histórica e gastronómica, cápsulas de um tempo em que a vida corria devagar. Partimos à procura das mais belas aldeias minhotas e chegámos a Soajo, Sistelo, Lindoso e Castro Laboreiro, que merecem, no mínimo, pelo menos uma visita nesta vida. Prepare as pernas e as câmaras fotográficas.

Mas há mais para fazer por estas bandas. O Minho é rico em bonitas praias, pastelarias com doces de perder a cabeça, e uma série de galerias de arte que deve visitar. Leia o que se segue e fique a conhecer esta região um pouco melhor.

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  • Coisas para fazer

É uma das mais bonitas vilas de Portugal e uma visita ao Minho não fica completa sem uma passagem por aqui. Em Ponte de Lima não faltam recantos – dentro ou fora de portas – que valem muito a pena descobrir. Dos restaurantes rústicos com sua gastronomia ímpar e fortemente tradicional aos jardins e trilhos pela natureza de cortar a respiração, por aqui há programas capazes de entreter toda a família. E ao contrário do que conta a lenda do rio Lethes, antigo nome do rio Lima, que dizia que quem o atravessasse rapidamente se esqueceria de tudo, esta vila minhota é para lá de inesquecível. 

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