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Fotografia: Duarte Drago
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Fotografia: Duarte Drago
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©Duarte Drago
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Fotografia: Duarte Drago

Está aberto o novo Parque Ribeirinho Oriental

Precisamente após um ano do arranque da obra, inaugura no prazo previsto o novo espaço verde de Lisboa.

Por Renata Lima Lobo
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É um dos projectos mais aguardados para a frente ribeirinha de Lisboa e a primeira fase está pronta. Um parque verde que se inicia junto aos armazéns da Doca do Poço do Bispo e se estende para norte ao longo de 600 metros, ocupando uma área total de quatro hectares junto ao rio Tejo.

Um projecto do atelier f/c, das arquitectas paisagistas Catarina Assis Pacheco e Filipa Cardoso de Menezes, que muda por completo a forma de viver esta zona de Lisboa. E não vai parar por aqui: a construção deste novo parque divide-se em duas fases, a que agora inaugura e uma segunda que se estenderá até ao Parque das Nações e que se irá fundir com o futuro Parque Interior da Matinha.

O Parque Ribeirinho Oriental inclui dois percursos pedonais: um ribeirinho, “canal privilegiado de passagem e de desfrute desta paisagem imensa”, diz Catarina Assis Pacheco; e um percurso interior no meio da zona verde que “vai tendo alguns acontecimentos à medida que vamos andando”, explica a arquitecta, sublinhando que a vegetação ainda está em fase de crescimento. No futuro envolverá “completamente” o percurso, permitindo, no entanto, espreitar o rio através dela. Foram 360 as árvores plantadas neste parque e a escolha da vegetação foi pensada ao pormenor. “O nosso projecto teve uma parte muito forte de apoio na selecção da vegetação. Tivemos um especialista em geobotânica que estudou toda esta área e o que seria a vegetação natural. Se não fosse a cidade e se fosse o campo, estas seriam as espécies que naturalmente surgiriam aqui”, explica Catarina.

Durante o passeio encontra cinco “esculturas solares”, concebidas especificamente para o lugar, formas geométricas que projectam sombras na sua envolvente e também funcionam como relógio solar. Mas além de nos ajudarem a perceber como as sombras se movem ao longo do ano, também brilham de noite, graças à aplicação de uma tinta fotoluminescente. O jogo entre a luz e a sombra continua em gravações ou impressões de sombras que “imortalizam os bandos que sobrevoam a zona”, como garças, corvos marinhos, patos-reais, marcações no chão que só são vistas por quem percorre o parque. “Tem de ser visto porque quem vem cá, não dá para ser apreciado de outra maneira”, diz a arquitecta, num claro convite ao passeio. 

A memória deste lugar está também presente no desenho do projecto, constituindo um elemento determinante do novo espaço público. Por exemplo, o parque infantil é uma estrutura abstrata erguida com um “conjunto de troncos que evocam os mastros que antigamente faziam de cenário no nosso rio”, explica Catarina. Contentores marítimos foram ainda convertidos em módulos de apoio à navegação, como duas cafetarias, um espaço para aluguer de bicicletas, instalações sanitárias públicas, um módulo de biblioteca e ainda um para apoio de manutenção do parque. “Em todo o parque procurámos que os materiais não fossem estranhos. Têm a ver com a memória deste lugar”, diz a arquitecta referindo-se à memória industrial e até piscatória do local. “Quando começámos esta intervenção os únicos ocupantes regulares eram os pescadores e quisemos preservar essa actividade. Temos integrados no pavimento uns suportes para encaixar as canas de pesca”, sublinha. Ao longo do parque há ainda espreguiçadeiras, num percurso marginal feito com materiais que já aqui moravam, como o pavimento feito com cubo de granito aproveitado desta área.

“Ainda não estamos a desenvolver o projecto para a 2ª fase, mas espero que em breve isso aconteça”, almeja a arquitecta que defende que “o verde é estruturante na cidade”.

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Fotografia: Ana Luzia

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