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5 ideias para pessoas que detestam o Natal

Por
Luis Leal Miranda
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Há gente tão imbuída do espírito natalício que nem um exorcismo os afasta das rabanadas, das luzes a piscar, do bolo rei e das reposições do “Sozinho em Casa”. E depois há pessoas que são como aquela parte da árvore de Natal que fica encostada à parede, sem enfeites – desprovidas do brilho da época e imunes aos encantos do “Jingle Bells”. É para elas que fizemos este roteiro.

Escapar a todos os filmes de Natal (sem deixar de ir ao cinema)

A televisão deve passar um ou outro “Senhor dos Anéis”, um ou outro “Harry Potter” e, se tudo correr bem, o musical “Música no Coração” será exibido pela milionésima vez. Os cinemas também se enchem de propostas natalícias, mas o verdadeiro “nãotalício” sabe que tem de evitar todas as histórias comoventes sobre a importância da amizade, a magia do Natal e actos heróicos em cenários atolados em neve. Felizmente, dia 10 de Dezembro, às 16.00, passa no Fórum Lisboa o filme “Tubarão” de Steven Spielberg. Reparem: passa-se na praia, tem um tubarão assassino e zero cenas de famílias a decorar pinheiros. Há outras propostas de cinema fora da época na Cinemateca, que nos presenteia com um ciclo de filmes série B: há westerns, thrillers, filmes de ficção científica e terror, como os magníficos “A Pantera” e “Zombie”, de Jacques Tourneur (13 e 15 de Dezembro, às 15.30).

Ir a um concerto não-festivo

Deixe os Pequenos Cantores de Viena em paz, ignore as transmissões embaraçosas do Sequim d’Ouro e evite mais uma versão d’O Quebra Nozes. Dia 10 de Dezembro os The Horrors tocam no Lisboa ao Vivo – o nome sugere qualquer coisa de mais ameaçador, mas são só uma banda inglesa de rock alternativo – e dia 21 há The Parkinsons no Sabotage. Ora aqui está um concerto de punk rock que é exactamente o oposto a uma “Silent Night”.

Aproveitar uma promoção anti-natalícia

A editora Antígona tem uma série de descontos para a época festiva que celebram “os leitores inadaptados” e os “bibliófilos delirantes”. Chama-se Natal dos Anti-Sociais e tem os “Contos Completos” de Fernando Pessoa, “Oreo” de Fran Ross, “A Apologia do Ócio” de Robert Louis Stevenson e outros livros a preços especiais. Pode aproveitar a promoção no site da editora, mas não peça para embrulhar.

Ficar em casa a ver o Especial de Natal menos natalício de sempre

Chama-se “White Christmas” e é um episódio especial de Black Mirror (Netflix), a série britânica que se especializou em alimentar os nossos problemas de ansiedade com óptimas histórias de pessimismo tecnológico. São 74 minutos ao longo dos quais se contam três histórias que subvertem o habitual optimismo natalício: um futuro distópico, uma história de amor falhada e um final infeliz. Como é bonita esta época do ano.

Trocar o bolo rei por uma coisa melhor

Há as pessoas que não gostam das frutas cristalizadas e há aqueles que só gostam das frutas cristalizadas. Há os que o comem por tradição e os que fazem o sacrifício por obrigação. Mas vamos ser sinceros: ninguém gosta realmente de bolo rei. A nossa sugestão para estes dias de maior tolerância calórica é um bolo de morango e chantilly do Frutalmeidas: é delicioso, ligeiramente natalício, mais barato que muitos bolos da época e ainda vem com velas grátis – são velas de aniversário, guarda-se para a próxima festa de anos. Ainda por cima a loja que o vende fica na Av. Roma, um sítio sem iluminações de Natal e onde, até agora, não se ouviu ainda um único “A Todos o Bom Natal”.

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