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12 filmes de Natal alternativos (para compensar os excessos)

Estes filmes de Natal alternativos mostram que a quadra não precisa de ser só açúcar, laços e moralismos previsíveis.

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Há mais Natal para lá dos doces, laços e filmes com moralismos previsíveis. Obras como In Bruges, O Apartamento ou Kiss Kiss Bang Bang exploram temas como culpa, redenção, desilusão e relações humanas complexas, muitas vezes com humor negro ou crítica social. Estes filmes aproveitam o pano de fundo natalício para contrastar o espírito festivo com situações inesperadas ou sombrias. São escolhas perfeitas que revelam que o Natal também pode ser irónico, reflexivo e cheio de nuances emocionais. Não julgamos quem gosta de ver o Sozinho em Casa pela milésima vez (nós também gostamos – especialmente o dois!), mas estas são óptimas alternativas.

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Uma dúzia de filmes de Natal alternativos

Os Excluídos (2023)

Realizado por Alexander Payne, esta longa-metragem tornou-se um clássico instantâneo de Natal que devia ser visto todos os anos, não só pelo primo hipster, mas por toda a família. Paul Giamatti brilha como Hunham, um professor rígido que cuida de estudantes deixados na escola durante as férias, numa história de humor, perda e redenção. Com momentos emotivos e relações tocantes, o filme destaca-se também pela interpretação de Da’Vine Joy Randolph, o estreante Dominic Sessa e, claro, Giamatti (que foi injustamente preterido na corrida ao Óscar de Melhor Actor – maldito sejas, Cillian Murphy).

Onde ver: Prime Video (para alugar)

Tangerine (2015)

Filmado integralmente com iPhones pelo realizador Sean Baker, Tangerine acompanha duas trabalhadoras sexuais transgénero, Alexandra e Sin-Dee Rella, durante o dia 24 de Dezembro. Acabada de sair da prisão, Sin-Dee descobre namorado e chulo anda a traí-la com uma mulher cisgénero (cuja identidade de género corresponde ao sexo e ao género atribuídos à nascença). Há ainda um taxista arménio, Razmik, amigo e cliente de Alexandra, que descarta a família para passar a noite com ela. O que não cai bem junto da sogra, neste conto de Natal transgressivo.

Onde ver: Filmin

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In Bruges (2008)

Passado durante a quadra natalícia, com a cidade belga coberta de neve e luzes festivas, esta longa-metragem explora culpa, redenção e perdão, no meio de humor (muito) negro, enquanto Ray (Colin Farrell) e Ken (Brendan Gleeson) formam uma espécie de família disfuncional reunida pelo Natal. As referências religiosas e a reflexão moral reforçam o espírito da época, tornando-o um filme de Natal atípico, mas plenamente válido para a temporada. Anos mais tarde, a santíssima trindade composta por Farrell, Gleeson e o realizador Martin McDonagh voltaram a colaborar em Os Espíritos de Inisherin.

Onde ver: Prime Video (para alugar)

Um Conto de Natal (2008)

Ora aqui está o clássico filme em que argumentista e realizador aproveitam a reunião de uma família para mostrar todas as disfuncionalidades que se escondem por debaixo da hipocrisia das festas obrigatórias. Arnaud Desplechin, seguindo o modelo americano deste subgénero, apesar da falta de originalidade do tema, conseguiu ainda assim apresentar uma obra onde equilibra profundidade de observação numa farsa jovial. Aqui, a acção é desencadeada pelo diagnóstico de leucemia à matriarca da família (Catherine Deneuve) e pela chegada da ovelha tresmalhada (Mathieu Amalric), ausente há anos. Mas é no desenvolvimento do entrecho (e na colaboração inspirada de Jean-Paul Roussillon, Anne Consigny, Melvil Poupaud e Chiara Mastroianni) que está a graça e a habilidade de Desplechin.

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Kiss Kiss Bang Bang (2005)

Shane Black gosta de introduzir o Natal nas suas histórias por tudo e por nada. E neste Kiss Kiss Bang Bang criou na soalheira Los Angeles decerto o seu mais natalício filme. Em cena nesta comédia negra está o ladrãozeco Harry (Robert Downey Jr.), que, para se safar de um sarilho, se faz passar por actor. No processo lá tem de alinhar com o investigador gay Perry van Shrike (Val Kilmer), e ambos, depois de muita peripécia e ainda mais cómicas contrariedades, acabam por resolver um homicídio misterioso.

Onde ver: Prime Video (para alugar)

O Estranho Mundo de Jack (1993)

O realizador é Henry Selick, mas tudo por detrás deste bizarro encantamento natalício tem escrito Tim Burton: o poema original, o universo “subterrâneo”, a fascinação pela luz, a técnica de animação, e a produção, que garante o controlo de tudo. E tudo é muito, nesta fábula musical e encantadoramente alucinada, onde o aborrecimento e um acidente levam Jack Skellington, da sua original Cidade do Halloween, até à Cidade do Natal. Tão encantado fica, tão obcecado, mesmo, perante a luz e a cor e a alegria e os presentes, que decide usurpar a festa e introduzi-la na sua cinzenta cidade. Infelizmente, Jack não compreendeu bem o conceito de Natal. Porém, a coisa compõe-se.

Onde ver: Disney+

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Assalto ao Arranha-Céus (1988)

Apesar do parágrafo anterior, Assalto ao Arranha-Céus não deixa de ser clássico de Natal alternativo. E não só é passado no Natal como está cheiinho do espírito da época através da altruísta batalha de um homem só (Bruce Willis, a tentar reconquistar o amor da esposa, interpretada por Bonnie Bedelia, e de preferência safar o coiro) contra a quadrilha comandada pelo terrível mau da fita (Alan Rickman). É claro que a principal atracção do filme de John McTiernan são as cenas de acção e a maneira como o herói – pouco mais do que MacGyver apanhado desprevenido – se sai delas.

Onde ver: Disney+

Cobra (1986)

Da próxima vez que algum espertalhão lhe disser que o Assalto ao Arranha-Céus é o melhor filme de Natal, responda assim: “É porreiro, mas prefiro o Cobra”. E já ganhou. Tal como o clássico protagonizado por Bruce Willis, este violento filme de acção realizado por George P. Cosmatos, a partir de um argumento do protagonista Sylvester Stallone, também se passa durante o Natal. E os assassinos que nesta fita matam toda a gente que lhes aparece à frente à machadada são bem mais assustadores do que qualquer bando de pseudo-terroristas alemães.

Onde ver: Prime Video (para alugar)

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Gremlins (1984)

O realizador Joe Dante, com argumento de Chris Columbus, meteu um pauzinho na engrenagem do modelo corrente de filme natalício (começando por estrear no Verão uma película com acção passada no Natal) e criou esta comédia destravada. Como toda a gente sabe a acção, quase sempre frenética, é criada por um grupo de monstrinhos verdes com grande inclinação para a destruição quando têm acesso a água e comida depois da meia-noite. Acesso concedido por um rapaz agradecido e de bom coração, que não esperava tão bizarro presente nem tamanha anarquia, mas que finalmente aprendeu a sua lição corrigindo o mal que gerou – felizmente só depois dos monstrenguinhos partirem a loiça toda, que é a grande graça da história.

Onde ver: HBO Max

Feliz Natal, Mr. Lawrence (1983)

David Bowie e Ryuichi Sakamoto, tutelados pela representação de Tom Conti, encontram-se num campo de concentração japonês durante a II Guerra Mundial, nesta película de Nagisa Oshima. Estão em lados opostos da barricada, situação que o realizador utiliza como símbolo da relação de atracção e repulsa entre os dois músicos feitos actores, mas também como exemplo da complexidade da interacção entre seres humanos colocados em circunstâncias excepcionais. Almas mais sensíveis ao espírito da quadra talvez devam ficar-se pela banda sonora de Sakamoto.

Onde ver: YouTube

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Os Ricos e os Pobres (1983)

A relação amor-ódio da América com o capitalismo raras vezes foi melhor e mais estranhamente explorada do que neste sádico conto de fadas de John Landis, em que dois homens de negócios decidem substituir um dos seus melhores empregados, o elitista educado em Harvard interpretado por Dan Aykroyd, pelo vagabundo espertalhaço criado para Eddie Murphy. A imagem de Aykroyd, bêbado e suicidário vestido de Pai Natal na véspera das festividades, diz mais sobre as realidades (e as brutalidades) de Wall Street do que uma dúzia de quedas bolsistas – e ainda mostra como quando os dois adversários se juntam contra a manipulação dos seus antigos empregadores o espectador só pode escolher um dos lados.

Onde ver: Prime Video

O Apartamento (1960)

Esta comédia de Natal negra, cínica e amoral realizada pelo grande Billy Wilder, a partir de um argumento de I.A.L. Diamond, arrebatou o Óscar de Melhor Filme, e mais quatro estatuetas, em 1961. Jack Lemmon interpreta um empregado de uma grande seguradora que empresta o apartamento aos seus superiores para eles estarem com as amantes. Até que uma das raparigas tenta suicidar-se lá no Natal. E é precisamente a colega por quem ele está apaixonado.

Onde ver: Prime Video (para alugar)

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