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A Pecadora já está na Netflix: o pecado mata ao lado

Por
Luis Filipe Rodrigues
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Um dia, na praia, uma mulher mata um homem. Sem aviso prévio nem uma razão aparente. Eis a premissa de A Pecadora, uma série de oito episódios estreada no Verão nos EUA e disponível desde terça na Netflix.

No fundo, é uma variação sobre o formato do “whodunnit” tradicional; é um “whydunnit”, dado que a questão não é quem cometeu o crime, mas o porquê.

O mais interessante é que nem a própria assassina parece saber bem porquê. Episódio após episódio, saltando entre o passado e o presente narrativo, o espectador vai descobrindo, juntamente com a personagem principal, o que a levou a cometer aquele crime. E o que parecia apenas mais um mistério policial revela-se uma meditação sobre a violência e as suas consequências, e mais concretamente sobre o abuso sexual e o stress pós-traumático.

Jessica Biel, que ainda há pouco tempo deu voz a uma versão ficcionada dela própria na série animada Bojack Horseman, volta a sair-se muito bem em A Pecadora. E se a série, que adapta o livro homónimo de Petra Hammesfahr, foi um sucesso inesperado nos Estados Unidos, o mérito é em grande parte da protagonista. Que, através da sua interpretação, consegue reflectir e clarificar a confusão a culpa e a dúvida daquela mãe de família virada assassina.

Tanto que, neste momento, a ideia de fazer uma segunda temporada se encontra em cima da mesa. Um feito notável para o que começou por ser uma minissérie de oito episódios, com princípio, meio e fim.

 

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