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Entrar sem bater à porta é o lema do Open House Lisboa

Por
Francisca Dias Real
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Não vai ser preciso tocar a campainhas nem bater à porta, aliás, as portas já vão estão abertas para que entre e ocupe alguns dos edifícios mais emblemáticos de Lisboa nesta edição do Open House. São 87 espaços – muitos deles habitualmente fechados ao público – disponíveis para visitas durante o fim-de-semana de 23 e 24 de Setembro.

“Estamos a oferecer as chaves da cidade às pessoas”, diz Joana Gomes Cardoso, directora da EGEAC que organiza o evento em parceria com a Trienal de Arquitectura de Lisboa, juntamente com as duas comissárias deste ano, as irmãs arquitectas Rita e Catarina Almada Negreiros. 

Entrar gratuitamente em sítios que normalmente requerem bilhete ou que estão mesmo fechados ao público faz parte do manual de boas maneiras do Open House. Este ano o número de espaços cresceu – de museus a apartamentos, de ateliês a igrejas, cabe de tudo neste roteiro que faz deste fim-de-semana um dos mais movimentados da cidade.

“Este é um evento para todos os cidadãos, mesmo que não tenham nada a ver com a arquitectura”, explica José Mateus, presidente da Trienal de Arquitectura de Lisboa. “O Open House está inserido na rede global e este ano tem uma visão completamente diferente da cidade, vamos ter muitos espaços privados e queremos que as pessoas conheçam a própria cidade.”

Na lista dos locais a visitar estão a nova sede da EDP, a Fundação Champalimaud, o Amoreiras 360° Panoramic View, o Aqueduto das Águas Livres, o Reservatório da Patriarcal, o espaço de cowork Second Home, o MUDE (ainda em obras), o Terminal de Cruzeiros (também ainda por concluir), o Panorâmico de Monsanto, o Teatro Nacional de São Carlos, o Hotel Ritz e o Palácio Chiado. A esta equação junta-se uma série de apartamentos particulares em bairros como Campo de Ourique, Santos, Estrela, Bairro Alto ou Benfica.

"Há uma sensibilidade muito grande na escolha dos espaços e na própria construção. A arquitectura tem vindo a mudar e a exercer um grande peso na forma como vemos a cidade", afirma Rita Almada Negreiros que, juntamente com a irmã, escolheu alguns dos espaços a integrar o programa desta sexta edição. 

Novidades frescas e inclusivas

Este ano, o Open House traz consigo uma novidade para que se torne num evento da cidade que chega a todos. Esta edição oferece, pela primeira vez, visitas acessíveis a vários espaços do roteiro direccionadas a pessoas cegas e com baixa visão, pessoas surdas e pessoas com deficiência intelectual – visitas fruto de uma parceria da Trienal de Arquitectura de Lisboa e a Locus Acesso.

“A fruição cultural deve existir para um maior número de pessoas possível”, refere Joana Gomes Cardoso. “É muito importante para as pessoas perceberem que este programa também está desenhado para elas, para que se incluam neste grupo de participantes do Open House.”

As visitas para pessoas cegas e com baixa visão realizam-se no Museu Nacional do Azulejo, à Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, à Fundação José Saramago – Casa dos Bicos, à Sede Nacional da Ordem dos Arquitectos e à Igreja Sagrado Coração de Jesus. Para pessoas surdas, as visitas serão comentadas por especialistas em interpretação em língua gestual portuguesa e o roteiro passa pelo Centro Ismaili, Campo das Cebolas, MAAT – Edifício Novo, Cemitério dos Prazeres e pelo Teatro Nacional D. Maria II. Para pessoas com deficiência intelectual, o discurso das visitas comentadas será adaptado em locais como a Fundação José Saramago – Casa dos Bicos, o Museu de Lisboa – Teatro Romano, o Atelier-Museu Júlio Pomar e o Museu da Marioneta.

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