Lisboa na Rua. Tudo o que pode fazer até ao final de Setembro

O Lisboa na Rua volta a desafiar-nos a sair de casa com um mês repleto de música, dança, cinema, corridas, street food e muito mais

©Catarina Sobral

Em Setembro é proibido ficar em casa. Há Kiosquorama e Festival Silêncio, Arte da Big Band e Festival Zona Não Vigiada. Para vadiar sem limites. 

Lisboa na Rua

Jardim do Campo Grande

A Arte da Big Band, que chega à sua oitava edição, promete uma viagem aos anos 30 
e 40 nos EUA, mas em solo bem lisboeta, e conduzida tanto por ensembles nacionais como por formações forasteiras, como é o caso, por exemplo, da sevilhana Andalucía Big Band. No total são seis concertos agendados para diferentes jardins, ao final da tarde. O do Campo Grande vai receber, logo no primeiro dia de Lisboa na Rua, “A Música de António Pinho Vargas”, a cargo da Orquestra de Jazz do Hot Club de Portugal.

1 Set 19.00.

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Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
Largo da Ajuda

Largo da Ajuda

Ainda de volta da Big Band, adiantamo-nos no mês para assinalar o 20º aniversário
 da Orquestra de Jazz de Matosinhos. A efeméride conta com uma convidada de peso. Manuela Azevedo, dos Clã, junta-se ao concerto, na Ajuda, cujo repertório percorre clássicos norte-americanos, franceses, brasileiros e dos próprios Clã. Tome nota que o restante périplo ao som do jazz contempla o Jardim da Amnistia Internacional, Jardim da Quinta das Conchas, Parque da Bela Vista e Jardim Amália Rodrigues.

23 Set, 19.00.

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Jardim do Palácio Pimenta

Não, não estamos fartos de cinema ao ar livre (acredite que ainda vai ter saudades deste programinha quando der por si em Dezembro). O CineCidade regressa ao Jardim do Palácio Pimenta – Museu de Lisboa, para mais cinco noites em que os filmes saem à rua. A segunda edição da iniciativa centra-se no tema “Cidades Distópicas” e garante uma visita ao passado, presente e futuro, projectando fitas como Dicionário de Lugares Imaginários, de Alberto Manguel e Gianni Guadalupi, sobre lugares que ocupam apenas o território da ficção. Lembra-se da exposição “A Lisboa que Teria Sido”? Pois bem, foi esta reunião de 200 projectos urbanísticos e arquitectónicos que nunca descolaram do papel que deu o mote para este ciclo.

2 Set, 21.30: O Herói do Ano 2000, de Woody Allen (1973).

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Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Coreto de Carnide

Agradeça aos franceses o Kiosquorama
 – foram eles que lançaram este festival
 em coretos de jardim, projecto entretanto replicado em outras cidades europeias. Pelo quarto ano, o conceito instala-se em Lisboa, mais concretamente em Carnide. Escute músicas portuguesas e gaulesas, vasculhe o mercado de discos de vinil e direccione os olhos e ouvidos para as demonstrações de teatro e actuações de DJs.

2 Set

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Largo de São Carlos

O aglomerado humano continua a fazer todo o sentido nas festividades estivais no Largo de São Carlos (não diga que não avisámos para chegar cedo e conseguir um bom lugar). Desta vez, tem a palavra o fado e são quatro os nomes escalados para animar as hostes em (desejável) silêncio: Hélder Moutinho, Cristina Branco, Cuca Roseta e Aldina Duarte.

7, 14, 21, 28 Set, 21.30

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Chiado

Jardim da Estrela

Aos sábados e domingos o repto é “Dançar na Cidade”, uma outra forma de dizer “dancemos no mundo”. No Jardim da Estrela, por exemplo, o menu inclui ritmos latinos importados dos cabarets de Havana e das ruas da República Dominicana. Prepare o corpo para a salsa, o merengue e a bachata.

3 Set, 18.00

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Estrela/Lapa/Santos
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Parque do Vale do Silêncio

É um dos acontecimentos a sublinhar na agenda (ora confira o nosso P&R com a directora da EGEAC). O Parque do Vale do Silêncio, nos Olivais, recebe a interpretação da cantata Carmina Burana, do compositor alemão Carl Orff, pela Orquestra e Coro Gulbenkian e ainda pelo Coro Infantil do Instituto Gregoriano de Lisboa. Continuando pela zona, uns dias mais adiante, não perca de vista, ou de ouvido, a 3a edição do Concurso de Bandas de Garagem (dia 14) e um cartaz musical que inclui concertos de Sérgio Godinho (dia 15), Miguel Araújo (dia 16) e Áurea (dia 17). E durante cinco dias, reserve espaço para o Sons do Vale Olivais Street Food, com destaque para a comida de rua e associações locais.

9 Set, 21.30

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Encarnação

Jardim da Cerca

Com a questão do género tão em cima
 da mesa, a colecção “Antiprincesas” tem 
o condão de ser para o menino e para
 a menina. Violeta Parra, a cantora e compositora chilena cuja vida transbordaria estas páginas, inspira estas sessões de leitura para os mais novos.

16, 17 e 30 Set. 11.00 e 16.00

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São Vicente 
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Parque Tejo

Está longe de ser uma novidade, mas misturando nós Lisboa e Rua na mesma frase seria quase pecado barrar a entrada deste clássico da cidade na nossa lista. O Out Jazz está quase a despedir-se dos alfacinhas e dos agradáveis domingos de sol. Antes do adeusinho final, lembre-se que ainda tem este mês de Setembro. Destino: o Parque Tejo, para um pulinho à zona oriental da cidade.

Domingos de Setembro

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Jardim da Quinta das Conchas

Vire a agulha para a Alta de Lisboa, cenário do Festival MuDança, sendo que não é assim tão difícil adivinhar ao que vamos.
 É promovido pela Junta de Freguesia do Lumiar e pela Associação de Residentes do Alto do Lumiar e junta os artistas locais a artistas consolidados no panorama artístico, com a música e a dança a contribuírem para a diversidade cultural e artística. Há propostas oriundas da Índia, sons africanos e tradicionais portugueses, hip-hop e muito mais.

9 Set, 16.00-00.00

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Lumiar
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Lisboa na Rua

Estufa Fria

Vende os olhos e deixe que os ouvidos falem por si. Lisboa Soa é sinónimo de instalações, performances e esculturas sonoras; um curioso roteiro pela Estufa Fria para adultos e crianças. Imagine a Cactus Workestra de João Ricardo, que instrumenta 20 cactos preparados e sonorizados, posicionados na estufa doce em diversas posições e constelações (os visitantes podem intervir, explorando variações de velocidade, intensidade e timbre). Ou atente na ressonância de uma queda de água, um projecto a desenvolver pelo designer André Gonçalves. Também há workshops e passeios sonoros organizados. Inscreva-se em lisboasoa@gmail.com.

14 a 16 Set 10.00- 20.30, 17 Set 10.00-18.30.

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São Sebastião

Polidesportivo da Praça Dr. Fernando Amado

Dois anos volvidos, o Festival Zona Não Vigiada regressa a Chelas e o cartaz escreve-se com os nomes de Equiknoxx, God Colony, Flohio, B Fachada, Tomasa Del Real, Dj Nigga Fox. A programação e produção tem assinatura da Filho Único e Casa Conveniente. Neste dia, todos os caminhos vão dar à Zona J, mas cuidado que a lotação no polidesportivo é de 700 pessoas.

16 Set, 16.00-21.00

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Biblioteca de Marvila e Teatro Maria Matos

Diga-se que nem só de indoors vivem os Dias de Marvila, que põem a trabalhar 
em conjunto os vizinhos Teatro Maria Matos e Biblioteca de Marvila, localizados em freguesias limítrofes. Durante três
 dias, oferecem um programa cultural
 que inclui Topias Urbanas, uma oferta de performances, caminhadas, conversas, jogos e projecções de vídeo, preparadas
 por um grupo de artistas, arquitectos e cientistas sociais que durante 10 meses frequentaram este lugar e trabalharam em grande proximidade com alguns dos seus habitantes. A 22 de Setembro, por exemplo, há uma conversa na Biblioteca (21.00) sobre os quintais de Chelas, para uma transmissão da prática das hortas, uma marca identitária da zona. (Inscrição obrigatória para lilianacoutinho@egeac.pt até 20 Set, lotação: 20). Segue-se o espectáculo Assembleia,
 de Rui Catalão. No Maria Matos, a 24, espreite a Biblioteca Humana (em sessões de meia hora, um conjunto de pessoas com diferentes pontos de vista, serão os “livros”).

20-24 Set, vários locais

Teatro Nacional D. Maria II

“Entrada Livre” é uma espécie de “vá para fora cá dentro”, que é como quem diz de
 via verde para aceder à histórica sala de espectáculos do Rossio. Actuações de acesso livre (caso de Lear, com encenação de Bruno Bravo), feira do livro de teatro, e ainda um imperdível concerto de Samuel Úria na varanda são algumas das razões para ser protagonista neste palco.

16 e 17 Set

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Santa Maria Maior
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Mercado de Arroios e 31 de Janeiro

Este é mais um dos casos em que as artes, neste caso circenses, se aventuram rua fora, fazendo escalas pontuais em espaços fechados. O Lisbon Busking Festival
 passa pelos Mercado de Arroios e 31 de Janeiro. Seja generoso no donativo quando os artistas estenderem o chapéu.


16 Set, 11.00

Auditório Camões

38 são os títulos em competição no Arroios Film Festival, que à segunda edição traz ficção, animação e documentário até ao Auditório Camões. O ecrã divulga produções sul-coreanas e filipinas, indianas e iranianas, sul-africanas e brasileiras.

9-16 Set.
www.arroiosfilmfestival.com

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Lisboa
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Open House

O programa intenso de visitas gratuitas 
a espaços e áreas habitualmente não abertos ao público inscreve-se neste Lisboa na Rua. Museus, ateliês de artistas e outros redutos engrossam a lista comissariada por Rita e Catarina Almada Negreiros. Podemos avançar que vai poder ver coisas no Museu da Marioneta que em condições normais não veria.

23 e 24 Set, vários locais.

Viva a cidade em pleno

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