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Football Manager 2018: Quem quer ser Rui Vitória?

Por Miguel Branco
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Football Manager 2018 está de volta para tirar horas de sono e prejudicar a sua vida profissional.

Os vício são tramados. Custam menos que fazer o jantar, que engomar, que levar o cão à rua. E o pior é que sabem lindamente, satisfazem-nos o ego, tiram-nos da realidade. A parte prejudicial das adições – até podemos negar mas ela existe sempre – é que perdemos a racionalidade e a noção de bom senso. Tornamo-nos ultras de tudo. Não há como gostar de Football Manager 2018 sem ser ultra, sem saber que a nossa vida vai piorar, as olheiras vão crescer, tudo pelo desejo de superar, de dar mais saúde ao clube em questão.

A primeira conclusão, depois  de alguns dias de jogo, é que já foi mais fácil ser Rui Vitória. Isto é: do meio campo para a frente a coisa até se faz, do meio campo para trás é um-ver-se-te-avias. Douglas é pior que o André Almeida (sinal grave de insuficiência na lateral direita ainda que Alex Pinto, da equipa B seja um dos melhores jovens do jogo, apenas com 18 anos); o Eliseu por aqui não tem scooter, ou seja, está bem mais gasto que na vida real e achar que o Grimaldo não vai ter lesões é mais ingénuo que achar que o Abel Xavier não meteu a mão à bola; depois as coisas boas: Luisão está velho mas ainda serve, Jardel é uma benção com 31 anos, Lisandro López é o melhor central do plantel e talvez da liga (e, por isso o jogador mais irreal que já vimos neste Football Manager 2018)  e Rúben Dias vai ser um centralão. A questão guarda-redes é acreditar. Até porque os 15 milhões de orçamento de transferências não dão para ir a Fátima e voltar. Dito isto: Rui, sabemos como te sentes.

O que há a fazer? Resistir. Definir a sua estratégia, ser capaz de perceber que todos os jogos são diferentes. Há uma novidade interessante nesta edição que consiste num briefing pré-jogo onde pode discutir com o plantel a estratégia a adoptar independentemente da sua táctica constante. Por outro lado, e ainda que seja um treinador com alguma resistência a médicos, é mais importante do que nunca ter uma equipa médica da melhor que conseguir. As lesões sempre foram uma cruz na série. Nunca na realidade os jogadores sofrem tantas e tão graves lesões. Portanto, rodeie-se dos melhores e tenha atenção no menu de treino para proteger as suas estrelas.

Outra das curiosidades em torno do jogo tem sido a revelação de homossexualidade de alguns jogadores. Ou jogámos pouco tempo (esta nova edição é ainda mais complexa e fazer uma época demora cada vez mais tempo) ou simplesmente não é o caso do clube que conduzimos, mas é uma introdução evolutiva, anti-discriminatória e que aproxima, ainda mais, o jogo da vida. Mesmo que poucos futebolistas tenham ainda coragem de se assumir. E esse é um critério essencial: quanto mais embebidos no jogo estivermos, quanto mais a vida for mais um jogo para o campeonato, mais uma pausa para as selecções melhor. Carrega.

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