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Transparent vs. Trump

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A quarta temporada da série de Jill Soloway leva a família Pfefferman de férias até Israel e é a mais política de sempre. A estreia é no sábado, dia 30 de Setembro, com um episódio duplo no TVSéries.

Doloroso. É assim que a equipa de Transparent, na véspera de estreia da quarta temporada da série, revelou ter sido fazer este trabalho “enquanto o presidente Trump continua a atacar a comunidade transgénero”.

“Estamos indignados que [Trump] tenha anunciado num tweet que as pessoas transgénero não possam servir ‘de nenhuma forma’ o exército americano”, escreveram num comunicado lançado poucos dias depois, ao mesmo tempo que divulgavam o trailer da nova temporada – o anúncio aconteceu no fim de Julho e ignora perto de 15 mil membros actuais trans do exército e 134 mil veteranos. “É um acto revolucionário para uma pessoa trans simplesmente sair de casa e caminhar pela rua. Nós agarramo-nos à incrível história de sobrevivência que a comunidade trans conseguiu contra todas as probabilidades, sabendo que a nossa luta é nobre e do lado da justiça e dos direitos humanos.”

A altura não podia ser melhor para lançar a temporada mais política de sempre de Transparent e aquela que se afasta mais da comédia. Aliás, não parece ser ao acaso que Maura (Jeffrey Tambor, vencedor duas vezes consecutivas do Emmy de Melhor Actor numa série de Comédia pelo seu papel) confessa à sua filha mais nova, Alli (Gaby Hoffman) estar a começar a interessar-se por um homem chamado Donald.

A nova temporada da série da Amazon criada por Jill Soloway (Sete Palmos de Terra) passa-se em Israel, quando Maura decide aceitar um convite para falar numa conferência sobre Judaísmo e Género. A viagem espiritual tem direito a passeios de camelo pelo deserto, banhos no Mar Morto e uma visita ao Muro das Lamentações, onde desde o ano passado estava prevista a abertura de uma zona de reza mista (há separação entre homens e mulheres), entretanto cancelada pelo governo.

A estreia aconteceu no Estados Unidos na sexta passada e a Indie Wire fala em “granadas emocionais” lançadas aos vários membros da família – que acabam também por, ao longo dos episódios, se juntar à viagem – e a temporada mais “melodramática” até agora. Um bom twist ou um tiro no pé? É esperar pela estreia em Portugal, num episódio duplo no TVSéries este sábado.

Sarah (Amy Landecker), a filha mais velha, vê-se numa “Disneylândia Judia Ortodoxa” e vai partilhar a cama não só com o marido, Len (Rob Huebel), como com uma nova personagem interpretada por Alia Shawkat (Arrested Development). Jesus Christ Superstar serve de banda sonora, com canções cantadas pelas personagens, como já é hábito, e a Amazon já confirmou uma quinta temporada para o próximo ano – é a série mais longa do serviço de streaming. “Somos o Game of Thrones queer judeu da Amazon”, comentou Landecker numa entrevista ao site Market Watch a propósito da longevidade da série. “Nunca sabemos quem vai sobreviver.” Esperemos que sobrevivam muito tempo.

Sáb 22.00. Tv Séries

 

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