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Paper Mario: The Origami King
DR Paper Mario: The Origami King

A crise de identidade de 'Paper Mario'

‘Paper Mario: The Origami King’ não sabe se quer ser um RPG ou um jogo de acção e aventura

Por Luís Filipe Rodrigues
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★☆☆

Há dois tipos de Paper Marios: os RPGs (role playing games, ou jogos narrativos), dos quais toda a gente gosta; e os outros jogos, que andam há mais de uma década a desiludir os fãs da franquia. Paper Mario: The Origami King, lançado recentemente na Switch, podia ter sido um dos primeiros, mas acaba por ser mais uma relativa desilusão.

É um jogo de acção e aventura como tantos outros. Porém, tem vários órgãos vestigiais que indicam que esteve quase para ser o RPG por que muitos anseiam há anos. Há combates por turnos, uns quantos companheiros que viajam e lutam ao lado do protagonista, diferentes tipos de armas e acessórios. O problema é que estes elementos estruturais se encontram subdesenvolvidos. Ou pior: mal desenvolvidos.

Os combates são bem ilustrativos deste problema. Como num RPG japonês tradicional, desenrolam-se por turnos. A novidade é que, antes do primeiro turno de cada confronto, é necessário resolver quebra-cabeças repetitivos, que se resumem a rodar painéis para juntar os inimigos em linhas e grupos de quatro. E, terminado o combate, ao contrário do que costuma acontecer neste género de jogos, nem se ganham pontos de experiência, nem os personagens sobem de nível. Não há qualquer progressão.

O protagonista só evolui pontualmente e de forma arbitrária. Ao perder-se a sensação de progressão que num RPG associamos aos combates, estes perdem a sua razão de ser. Tornam-se algo a evitar sempre que possível – a única coisa que se ganha ao participar neles são moedas douradas, que podem ser usadas para comprar armas e acessórios, se bem que é possível conseguir as moedas de outras maneiras e sem perder tanto tempo.

Os diálogos com os personagens que encontramos ao longo da aventura, outro elemento fulcral de qualquer RPG, são igualmente evitáveis e inconsequentes, apesar de estarem bem escritos e terem alguma piada. A história também é pueril: um vilão, feito de origami – ao contrário dos outros personagens, que são versões dos icónicos bonecos da Nintendo pintados sobre folhas de papel –, quer dobrar e transformar todas as criaturas do mundo em origamis. Cabe a Mario impedi-lo e pelo caminho salvar a princesa Peach. Como sempre.

O que salva Paper Mario: The Origami King é precisamente esse caminho entre o início da aventura e o momento em que rolam os créditos finais. A acção desenrola-se ao longo de 30 horas, em seis regiões diferentes. Os gráficos são encantadores e o desenho dos níveis nunca pára de surpreender, introduzindo novas mecânicas e outras surpresas até ao último instante. Percebe-se que foi feito com cuidado e carinho, como todos os videojogos da Nintendo. Podia ter sido um belíssimo RPG, mas não o deixaram, ou não quiseram. É pena.

Disponível para Nintendo Switch.

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