Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right A nostalgia sobre rodas de ‘Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2’
Tony Hawk's Pro Skater 1 + 2
DR Tony Hawk's Pro Skater 1 + 2

A nostalgia sobre rodas de ‘Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2’

‘Tony Hawk’s Pro Skater 1 + 2’ recria os históricos jogos de skate da Activision.

Por Luís Filipe Rodrigues
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★★★★☆

O passado nunca esteve tão presente. Parece que todas as semanas é anunciado mais um remake, um reboot ou uma sequela de um filme, uma série ou um videojogo de décadas passadas. Percebe-se. Olhar para trás é reconfortante, sobretudo agora que tantas nuvens (o vírus, as crises económica e ambiental) pairam sobre o presente e o futuro. Não admira que alguns dos melhores jogos que nos passaram pelas mãos nos últimos meses tenham sido remakes de clássicos dos anos 90 e 2000. Tony Hawk's Pro Skater 1 + 2 é só mais um exemplo.

O Tony Hawk's Pro Skater original, publicado pela Activision em 1999, é o mais importante jogo de skate da história, e ainda hoje é recordado com saudade por toda a gente que o jogou e ouviu aquela banda sonora cheia de hinos punk/hardcore. E a sua sequela, lançada um ano mais tarde, continua a ser o melhor jogo de skate de sempre, e há até quem o considere um dos melhores de sempre, independentemente do género – é o segundo título mais bem classificado no agregador de críticas Metacritic, com uma classificação média de 98 em 100. 

Tendo em conta o sucesso que a Activision teve em anos recentes com remakes como Crash Bandicoot N. Sane Trilogy e Spyro Reignited Trilogy, por um lado, e o monumental falhanço de Tony Hawk's Pro Skater 5 (2015), por outro, este regresso às raízes da série faz bastante sentido. E não há muito que se possa criticar no jogo: é tão bom e imediatamente recompensador como nos lembrávamos de os originais serem; aliás, é objectivamente melhor a todos os níveis – os controlos, os mapas, os gráficos, a banda sonora... tudo foi melhorado e recalibrado, ainda que se mantenha radicalmente fiel ao que veio antes.

O amor pelos títulos originais é evidente desde os primeiros instantes. Tudo foi feito com cuidado e parece ter sido pensado para evocar as boas memórias que muitos guardam destes clássicos, desde o genérico inicial, em que vídeos de skate são acompanhados pela fúria panfletária de “Guerrilla Radio” dos Rage Against The Machine (um dos temas memoráveis da banda sonora do segundo jogo), ao tutorial muito completo, mas sem espinhas, ideal para recordar os controlos e começar a puxar pela memória muscular.

É só criar o nosso próprio skater, ou escolher um dos atletas reais disponíveis (muitos vêm dos títulos de 1999/2000, mas há algumas novidades), seleccionar uma pista e começar a fazer ollies, slides, kickflips e outros truques. Há um modo livre, em que estão disponíveis todos os percursos dos dois primeiros títulos, e outros dois que reproduzem a experiência desses jogos, em que começamos com apenas uma pista aberta e temos de completar diversos objectivos – como atingir certas pontuações e recolher as letras S-K-A-T-E ou as cassetes escondidas em cada nível – para desbloquear as restantes. É pura diversão.

E depois há a música. Tony Hawk's Pro Skater e a sua continuação têm duas das bandas sonoras mais icónicas da história dos videojogos. Este remake não só recupera a maior parte das faixas originais, como junta outras que não estavam lá mas podiam ter estado (de Less Than Jake, The Ataris ou MxPx), e mais umas quantas que por várias razões não teriam tido lugar nos originais, porém são adições bem-vindas, desde clássicos como “Can I Kick It?”, de A Tribe Called Quest, ao pop-punk adolescente de “Sedona”, dos JunkBunny, ou o rock-beberrão dos Viagra Boys (“Slow Learner”). É a banda sonora perfeita para este jogo. Para qualquer jogo.

Disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

 

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