Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right A segunda vida de ‘Scott Pilgrim vs. the World: The Game’
Scott Pilgrim vs. the World: The Game
DR Scott Pilgrim vs. the World: The Game – Complete Edition

A segunda vida de ‘Scott Pilgrim vs. the World: The Game’

‘Scott Pilgrim vs. the World: The Game’ desapareceu da internet e tornou-se um objecto de culto em anos recentes. Na semana passada, voltou a estar à venda.

Por Luís Filipe Rodrigues
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★★★☆☆

No início, havia uma canção. Tocada pelos canadianos Plumtree, em 1998, “Scott Pilgrim” era uma música indie como tantas outras, que pouca gente recordaria em 2021. Só que o artista canadiano Bryan Lee O'Malley ouviu-a e inspirou-se nela para criar o protagonista dos livros de banda desenhada homónimos, seis tomos publicados a partir de 2004 e enformados pelos mangas japoneses, mas também pela cultura indie e pelos videojogos. O último volume foi publicado em 2010, pouco antes da estreia do filme Scott Pilgrim vs. the World, de Edgar Wright, e da edição de Scott Pilgrim vs. the World: The Game, da Ubisoft.

O jogo foi bem recebido. Desenvolvido por membros das equipas da Ubisoft em Montreal e em Chengdu, Scott Pilgrim vs. the World: The Game podia ter sido apenas um pequeno jogo com uma sensibilidade retro, mas a direcção de arte do animador independente Paul Robertson, a banda sonora dos Anamanaguchi – um rock de 8-bits, que manteve o espírito do material original – e o envolvimento de Bryan Lee O'Malley e Edgar Wright no projecto contribuíram para uma adaptação notável (ainda que imperfeita), simultaneamente fiel aos comics e aos beat 'em ups clássicos que a influenciaram, como River City Ransom.

A acção desenrolava-se ao longo de sete fases mais ou menos lineares, inspiradas na BD. No final de cada uma estava um dos sete ex-namorados maléficos de Ramona Flowers, o interesse romântico de Scott, mas antes de chegar a eles era necessário desancar inúmeros inimigos e amealhar moedas para recuperar energia ou melhorar os atributos dos personagens. Sim, no plural. Além do protagonista, era possível escolher e controlar Stephen Stills, o vocalista e guitarrista dos Sex Bob-Omb, a banda de Scott; Kim Pine, a sua baterista; Ramona Flowers, a sua namorada; Knives Chau, outra (ex-)namorada; ou o companheiro de casa Wallace Wells; havia ainda um personagem escondido, o Nega Scott. Cada um com os seus movimentos e atributos-base.

Mas, em Dezembro de 2014, o jogo desapareceu das lojas digitais da PlayStation e da Xbox, os únicos lugares onde tinha estado à venda. Pelos vistos, a Ubisoft tinha apenas garantido os direitos da adaptação por um tempo limitado e, em vez de renegociar os termos do acordo, optou por deixar o título sumir do espaço digital. Algumas vozes críticas levantaram-se na altura, no entanto foram ignoradas. Com o passar dos anos, contudo, o videojogo tornou-se um objecto de culto, e outras vozes foram-se juntando ao coro inicial, incluindo as de Bryan Lee O’Malley e Edgar Wright. Até que, no ano passado, a Ubisoft cedeu e anunciou a sua reedição para PC, PlayStation 4, Stadia, Switch e Xbox One. 

O lançamento de Scott Pilgrim vs. the World: The Game – Complete Edition chegou a estar agendado para 2020, quando faria dez anos, porém teve de ser adiado para 14 de Janeiro. Encontra-se disponível nas principais lojas digitais, mas também há uma versão física, disponível para a PlayStation 4 e Switch. À versão original, esta reedição adiciona um par de conteúdos extra editados em Novembro de 2010 e Março de 2013, incluindo um modo multijogador online. De resto, tudo continua igual ao que era em 2010 – o que não é um problema quando já na altura o jogo parecia propositada e encantadoramente datado.

O que não quer dizer que o beat 'em up da Ubisoft não tenha sido afectado pela passagem do tempo. Em 2010, era um bem-vindo regresso ao passado, que capturava a magia dos clássicos do género e, ao mesmo tempo, tudo o que tornava os livros originais tão especiais. Hoje, continua a ser uma adaptação fiel no espírito e na forma, mas nos últimos anos foram lançados jogos com a mesma sensibilidade retro, ainda que mais sumarentos, complexos e exigentes, como River City Girls (2019) ou o óptimo Streets of Rage 4 (2020). Scott Pilgrim vs. the World: The Game – Complete Edition não é tão bom, mas continua a ser divertido e recompensador. É bom tê-lo de volta.

Disponível para PC, PlayStation 4, Stadia, Switch e Xbox One.

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