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Hyrule Warriors: Age of Calamity
DR Hyrule Warriors: Age of Calamity

Em ‘Hyrule Warriors: Age of Calamity’, Zelda é quem mais ordena

‘Hyrule Warriors: Age of Calamity’ aparenta ser uma prequela de ‘The Legend of Zelda: Breath of the Wild’. Mas é algo completamente diferente.

Por Luís Filipe Rodrigues
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★★★☆☆

“Musou” (無双) em japonês quer dizer algo como “sem igual” ou “sem rival”. A expressão é usada para designar os jogos da franquia Dynasty Warriors e os seus sucedâneos, criados pelos estúdios japoneses Omega Force. São as derradeiras fantasias de empoderamento, jogos de acção frenéticos e descerebrados, em que um só personagem (controlado pelo jogador, obviamente) despacha dezenas de inimigos com cada ataque. Hyrule Warriors: Age of Calamity é o mais recente título a impor esta fórmula aos cenários e personagens da série The Legend of Zelda, mas é muito mais ambicioso do que o Hyrule Warriors original.

O novo jogo apresenta-se como uma prequela do pós-apocalíptico The Legend of Zelda: Breath of the Wild, de 2017, talvez o melhor videojogo da década passada (e sem dúvida o melhor das consolas Nintendo Switch e Wii U). A acção decorre 100 anos antes dos eventos retratados em 2017, durante a calamidade provocada pelo regresso de Ganon, o grande vilão da série, que vai deixar aquele mundo em ruínas. É um relato dos esforços inglórios do habitual protagonista Link, da princesa Zelda e dos outros campeões de Hyrule, imediatamente antes da sua derrota às mãos de Ganon e das suas hordas.

Mas começamos cedo a suspeitar que esta talvez não seja mesmo uma prequela, e antes uma história alternativa. Durante os primeiros quatro capítulos, isso ainda é dúbio – afinal, os detalhes sobre o passado em Breath of the Wild são vagos. Contudo, a dada altura, as dúvidas dissipam-se e Hyrule Warriors: Age of Calamity assume-se como uma narrativa paralela, à margem do cânone da saga. Isso é bom e é mau. Por um lado, a Omega Force pode tecer a narrativa que bem entender, independente do jogo de 2017; por outro, Hyrule Warriors: Age of Calamity não ajuda a perceber como as coisas chegaram ao ponto a que chegaram em Breath of the Wild. Tem de ser julgado (e jogado) pelos seus próprios méritos.

Esteticamente, no entanto, é muito parecido com Breath of the Wild. Não só os cenários e os modelos dos personagens são semelhantes, como a paleta de cores é a mesma, os tipos de letra usados iguais, e os menus adaptados às especificidades deste jogo, mas muito familiares. Até os efeitos sonoros são idênticos. E as semelhanças não são apenas estéticas. As armas, as roupas, os monstros, os materiais recolhidos, as lojas e o próprio mapa também são similares. Até o registo da narração e a escrita são muito parecidos.

Talvez a maior diferença é que agora, e pela primeira vez, Zelda é a verdadeira protagonista, em vez de Link – quem quiser, porém, pode passar a maior parte do tempo a controlá-lo. E ao invés de ser uma aventura libertária, que privilegia a exploração e os momentos passados à deriva, como o clássico de 2017, este é um jogo de acção, com níveis lineares que se passam em 20, 30 minutos, intercalados por breves sequências narrativas, e interlúdios que o jogador pode aproveitar para completar algumas missões paralelas. É possível despachar a história e ver os créditos finais em 20 ou 25 horas, mas os desafios e actividades opcionais podem facilmente ocupar mais 20 ou até 40 horas.

São 20, 40, 60 horas bem passadas. Divertidas, ainda que vazias. Os musous têm a fama de serem jogos fáceis e limitados, que é possível passar sem grande perícia nem atenção, bastando carregar nos botões às cegas. Hyrule Warriors: Age of Calamity é ligeiramente mais complexo – mas não muito. É o suficiente para ser, a todos os níveis, o melhor exemplo do género. Mas está longe de chegar aos calcanhares de um Breath of the Wild.

Disponível para Nintendo Switch.

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