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EA Sports UFC 4
DR EA Sports UFC 4

‘EA Sports UFC 4’ é um jogo de luta completamente diferente dos outros

‘EA Sports UFC 4’ é o mais recente e melhor simulador de MMA da Electronic Arts.

Por Luís Filipe Rodrigues
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★★★☆☆

O melhor elogio que se pode fazer a EA Sports UFC 4 é que consegue capturar e reflectir o que torna alguns combates de MMA (mixed martial arts, ou artes marciais mistas) tão cativantes. E outros tão entediantes. Quando os astros se alinham, a experiência é tensa e fluída, equilibrando imediatez, fisicalidade e estratégia. Mas, muitas vezes, os confrontos prolongam-se durante largo minutos, sem nenhum momento especialmente emocionante, e no final os jurados decidem o vencedor. Tal e qual como no desporto que o jogo simula.

Como o nome indica, UFC 4 é o quarto título desenvolvido pela Electronic Arts desde que adquiriu a licença do Ultimate Fighting Championship (UFC) na década passada. E é o melhor. Apesar de não mudar muito a fórmula seguida pela EA Vancouver desde o primeiro jogo, as transições entre os diferentes momentos são mais naturais e o sistema de combate no tapete mais intuitivo; os gráficos são detalhados e ligeiramente melhores, ainda que pareçam muito datados; a apresentação e os comentários são mais realistas do que nunca.

Há várias modalidades de jogo online e offline. Tanto dá para escolher um par de lutadores e fazer um combate rápido, como para organizar torneios com vários participantes, ou simplesmente praticar os movimentos e transições. Há até um chamado “Knockout Mode”, que se assemelha mais a um jogo de luta tradicional, sem sacrificar o realismo, e parece inspirado em Força Destruidora (ou Bloodsport), o filme de artes marciais de Newt Arnold, protagonizado por Jean-Claude Van Damme. Em todos estes modos, é possível controlar as principais estrelas do momento no ringue octogonal, assim como algumas velhas glórias. 

Contudo, o melhor é mesmo o modo Carreira, onde se acompanha um lutador desde que está a dar os seus primeiros socos, em lutas amadoras, até que é contratado pelo UFC e vai subindo no ranking da sua categoria de peso. O objectivo é conquistar o campeonato do mundo e a glória. Os combates são apenas uma pequena parte do que temos de fazer aqui. É necessário treinar, participar em acções promocionais, manter uma presença nas redes sociais, estabelecer rivalidades e estudar os adversários, e cabe ao jogador decidir como é ocupado o tempo antes de cada encontro, além de gerir a evolução da personagem. Como num RPG.

Nem tudo são rosas. Para começar, a inteligência artificial dos adversários deixa muito a desejar e a dificuldade é desequilibrada, tornando quase impossível calibrar a experiência de jogo às capacidades de cada de um e ir subindo o grau de dificuldade progressivamente, à medida que se percebe melhor o que se está a fazer. Também continua a haver alguns problemas ao nível da detecção de colisões e do tempo de resposta dos comandos – dois defeitos graves em qualquer jogo de luta.

Graves, mas não o suficiente. UFC 4 está longe de ser perfeito: é frustrante, às vezes entediante, diferente de outros jogos do género ao ponto de se tornar alienante. Mas quando finalmente tombamos um rival, no terceiro round, com um gancho certeiro, esquecemos todos os problemas. Só importa aquele momento. Não há muitos videojogos que nos façam sentir assim.

Disponível para PlayStation 4 e Xbox One.

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