Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right O céu de 2020: eventos astronómicos a não perder
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Fotografia: Greg Rakozy/ Unsplash

O céu de 2020: eventos astronómicos a não perder

Olhe para cima: já viu como o céu está bonito? Estes são os eventos astronómicos a não perder em 2020

Por Raquel Dias da Silva
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Depois de um 2019 com actividades em todo o mundo, para comemorar o centenário da União Astronómica Internacional, 2020 é ano de prato cheio para os astroturistas, amadores e profissionais. Além de chuvas de meteoros, eclipses e super luas, o calendário celestial conta também com fenómenos raros. Mas nem todos são visíveis a partir de Portugal. Para não perder pitada do que se vai passar lá em cima, espreite esta lista de eventos astronómicos e comece a pensar nos dias de espectáculo à janela, no jardim ou no terraço, a apreciar eclipses e chuvas de meteoros.

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Eventos astronómicos a não perder

1. Outubro

Este mês de Outubro é particularmente especial: haverá Lua Azul. Mas não se deixe enganar pelo nome: a Lua Azul não é azul, mas é pouco comum e só voltará a haver a 31 de Outubro em 2039. Ora, atente na explicação: a Lua orbita a Terra a cada 29,5 dias e o calendário mensal dura 30 ou 31 dias, por isso de vez em quando (mais ou menos a cada 2,7 anos) há 13 luas cheias num ano, em vez de as habituais 12. A Lua Azul é a 13.ª lua cheia do presente ano e a segunda lua cheia num único mês. Em Outubro, além de haver lua cheia no dia 1, há também lua cheia a 31. Depois dessa noite teremos de esperar até 2039 para apreciar a próxima Lua Azul no Halloween. 

Além da Lua Azul, conte ainda com uma Super Lua, no dia 16. Nessa noite, a lua nova estará mais próxima da Terra do que o normal por isso parecerá 14% mais brilhante. O fenómeno repete-se no mês seguinte, no dia 15.

2. Novembro

Já em Novembro decorre o último eclipse lunar penumbral do ano, no dia 30. A lua, que será 83% coberta, entrará na penumbra às 07.30 e sairá apenas às 11.56. Infelizmente, para ver este fenómeno terá de estar na América do Norte e do Sul, na Austrália e no Leste asiático. Mas antes, entre 16 e 17, há chuva de meteoros das Leonidas

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3. Dezembro

A chuva de meteoros das Úrsidas, visível no hemisfério norte, acontece todos os anos no mês de Dezembro, altura em que a Terra atravessa o rasto de resíduos e poeira deixado ao longo da órbita do cometa Swift-Tuttle, descoberto em 1860 — que entra em combustão através do atrito com a atmosfera terrestre. Este ano, o fenómeno ocorre entre os dias 17 e 25, mas será mais intenso na noite de 21 para 22. O melhor horário para observar a chuva de meteoros é da meia-noite até ao amanhecer. Para ver a maioria dos meteoros, deverá encontrar um local aberto e afastado de poluição luminosa. E esqueça os binóculos e telescópios, porque o campo de visão é demasiado estreito.

Mais eventos astronómicos a não perder no mundo

The Sun during totality at La Silla Observatory
The Sun during totality at La Silla Observatory
Fotografia: ESO/P. Horalek

1. Eclipse solar total

Dezembro

Estamos na presença de um eclipse solar total quando a lua bloqueia totalmente a passagem da luz solar. É um dos eventos celestiais mais espectaculares de 2020 e está marcado para 14 de Dezembro, com a totalidade do eclipse a ser visível apenas na América do Sul, em particular no deserto da Patagónia, na Argentina, e no centro do Chile, por exemplo na Ilha MochaComo bónus, poderá ver o pico da poderosa chuva de meteoros das Gemínidas na noite anterior.

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Imagem de mcbeaner por Pixabay

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Além de tornar as noites menos escuras e de fazer subir e descer a superfície dos mares, o satélite da Terra também agita os cantos escuros e misteriosos das almas dos compositores. De uma peça obscura de um autor ibérico anónimo do século XVI ao celebérrimo Clair de Lune, de Debussy, muitos foram os compositores que foram inspirados pela lua – como foi o caso de Haydn, Schubert ou Schumann.

Via Láctea
©DR

Dez canções para ouvir à luz das estrelas

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É verdade que a poluição luminosa tem vindo a arruinar o espectáculo do céu nocturno, mas nem por isso este deixou de ser uma forte inspiração para os escritores de canções pop. Das décadas de 70 e 80 até aos dias de hoje, não faltam pérolas sobre as estrelas, algumas tão boas que nos conseguem até levar ao céu.

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