Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right O céu de 2020: eventos astronómicos a não perder
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Fotografia: Greg Rakozy/ Unsplash

O céu de 2020: eventos astronómicos a não perder

Olhe para cima: já viu como o céu está bonito? Estes são os eventos astronómicos a não perder em 2020

Por Raquel Dias da Silva
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Depois de um 2019 com actividades em todo o mundo, para comemorar o centenário da União Astronómica Internacional, o novo ano é de prato cheio para os astroturistas, amadores e profissionais. Além de chuvas de meteoros, eclipses e super luas, o calendário celestial conta também com fenómenos raros. Mas nem todos são visíveis a partir de Portugal. Para não perder pitada, espreite esta lista de eventos astronómicos e comece a pensar nos dias de espectáculo à janela, no jardim ou no terraço, a apreciar eclipses e chuvas de meteoros.

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Eventos astronómicos a não perder

1. Agosto

Agosto é mês de espectáculo: a chuva de meteoros das Perseidas começa a 16 de Julho, mas terá o seu pico máximo de actividade entre 11 e 13 de Agosto. À semelhança do que acontece com as Quadrântidas, deverá ser possível ver mais de 100 meteoros a riscar o céu em apenas uma hora.

2. Novembro

Já em Novembro decorre o último eclipse lunar penumbral do ano, no dia 30. A lua, que será 83% coberta, entrará na penumbra às 07.30 e sairá apenas às 11.56. Infelizmente, para ver este fenómeno terá de estar na América do Norte e do Sul, na Austrália e no Leste asiático. Mas antes, entre 16 e 17, há chuva de meteoros das Leonidas

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3. Dezembro

A chuva de meteoros das Úrsidas, visível no hemisfério norte, acontece todos os anos no mês de Dezembro, altura em que a Terra atravessa o rasto de resíduos e poeira deixado ao longo da órbita do cometa Swift-Tuttle, descoberto em 1860 — que entra em combustão através do atrito com a atmosfera terrestre. Este ano, o fenómeno ocorre entre os dias 17 e 25, mas será mais intenso na noite de 21 para 22. O melhor horário para observar a chuva de meteoros é da meia-noite até ao amanhecer. Para ver a maioria dos meteoros, deverá encontrar um local aberto e afastado de poluição luminosa. E esqueça os binóculos e telescópios, porque o campo de visão é demasiado estreito.

Mais eventos astronómicos a não perder no mundo

Manhattanhenge, July 11th, 2014
Manhattanhenge, July 11th, 2014
Photograph: Jeff Siberman

1. Manhattanhenge

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Maio e Julho

Os residentes de Nova Iorque vão poder desfrutar de uma boa atracção nos dias 29 e 30 de Maio e 11 e 12 de Julho. O Manhattanhenge — também conhecido como Solstício de Manhattan — decorre quando o pôr-do-sol ou o nascer do sol se alinham com as principais ruas da grelha regular de Manhattan. Para aproveitar a vista, os melhores locais são a 14th Street, a 34th Street, a 42nd Street, a 57th Street e a 79th Street. 

The Sun during totality at La Silla Observatory
The Sun during totality at La Silla Observatory
Fotografia: ESO/P. Horalek

2. Eclipse solar total

Dezembro

Estamos na presença de um eclipse solar total quando a lua bloqueia totalmente a passagem da luz solar. É um dos eventos celestiais mais espectaculares de 2020 e está marcado para 14 de Dezembro, com a totalidade do eclipse a ser visível apenas na América do Sul, em particular no deserto da Patagónia, na Argentina, e no centro do Chile, por exemplo na Ilha MochaComo bónus, poderá ver o pico da poderosa chuva de meteoros das Gemínidas na noite anterior.

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Imagem de mcbeaner por Pixabay

Sete obras clássicas para ouvir ao luar

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Além de tornar as noites menos escuras e de fazer subir e descer a superfície dos mares, o satélite da Terra também agita os cantos escuros e misteriosos das almas dos compositores. De uma peça obscura de um autor ibérico anónimo do século XVI ao celebérrimo Clair de Lune, de Debussy, muitos foram os compositores que foram inspirados pela lua – como foi o caso de Haydn, Schubert ou Schumann.

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©DR

Dez canções para ouvir à luz das estrelas

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É verdade que a poluição luminosa tem vindo a arruinar o espectáculo do céu nocturno, mas nem por isso este deixou de ser uma forte inspiração para os escritores de canções pop. Das décadas de 70 e 80 até aos dias de hoje, não faltam pérolas sobre as estrelas, algumas tão boas que nos conseguem até levar ao céu.

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