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Football Manager 2021
DR Football Manager 2021

‘Football Manager 2021’: o teatro dos sonhos

‘Football Manager 2021’ vai manter-nos colados ao computador durante horas a fio.

Por Luís Filipe Rodrigues
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★★★★☆

Deve haver pouca gente com menos de 40 ou até 50 anos que goste de futebol e nunca tenha ouvido falar no Football Manager ou FM, pelo menos em Portugal. É um dos mais conhecidos videojogos e o melhor simulador de gestão futebolística, é usado inclusive por treinadores profissionais. Mas é mais do que um simulador. É uma ferramenta para contar e gerar infinitas histórias, como a da equipa da terrinha que subiu até à primeira divisão, ou a do treinador benfiquista que finalmente quebrou a maldição de Béla Guttmann, ou a do miúdo maravilha que começou nas camadas jovens e se tornou num ícone do seu clube. E Football Manager 2021 é o mais recente motor destas histórias.

O novo jogo continua um processo iniciado há vários anos, quando as histórias contadas se começaram a tornar progressivamente mais detalhadas. Antigamente, a maior parte do jogo acontecia na nossa imaginação. Quando a franquia da Sports Interactive ainda respondia pelo nome de Championship Manager, por exemplo, era possível definir uma táctica, contratar jogadores e pouco mais; os jogos resumiam-se a (e em) uma barra de texto que corria no ecrã. De ano para ano, contudo, a experiência tornou-se mais complexa e visual. Enquanto os títulos lançados no século passado eram como contos para crianças, com poucas palavras e muito espaço para a imaginação, os actuais são quase como filmes ou séries televisivas que se prolongam por várias temporadas.

Football Manager 2021 é mais um passo nesta direcção. À semelhança dos títulos mais recentes, é absurdamente intrincado: é necessário escolher e afinar as tácticas ao pormenor, falar com a equipa antes, durante e depois dos jogos, ter conversas privadas com os futebolistas, tratar das contratações e abordar os agentes desportivos, gerir uma equipa técnica com dezenas de elementos e distribuir mais de uma centena de jogadores por vários plantéis – a equipa principal e a B, mas também os sub-23 e sub-19. É possível delegar algumas destas funções, no entanto os resultados vão provavelmente ser piores. Se queremos algo bem feito temos de ser nós a fazê-lo.

(Quem tiver saudades da simplicidade do FM de há 15 anos deve experimentar a versão Touch, também disponível para o computador, além de correr na Switch e em dispositivos Android e iOS, ou a nova edição para as consolas Xbox, que também é compatível com Windows. Têm os plantéis actualizados e outras inovações, mas são menos complicadas.)

Por outro lado, nunca foi tão fácil perceber o que está a correr bem e o que está a correr mal. O motor gráfico ainda não é comparável ao de um FIFA, mas é melhor do que os anteriores, e as acções dos futebolistas em campo parecem mais fluidas e naturais. Além disso, em 2021, há mapas de jogo, inúmeros gráficos e outros auxiliares visuais que deixam claro o que está a acontecer e o que correu mal, e a equipa técnica dá conselhos valiosos antes e durante as partidas. O sucesso depende mais do que nunca das capacidades e atenção dos treinadores. O fracasso é menos frustrante e arbitrário do que nunca.

O maior problema desta edição é o coronavírus. Ou melhor, a sua ausência. Apesar de a simulação da Sports Interactive ser cada vez mais realista, e todos os anos tentar aproximar-se um pouco mais do futebol real, este ano a empresa optou por não incluir a doença no jogo. Não há surtos de covid-19 a mandarem o plantel inteiro para casa, e os estádios estão cheios de adeptos desde o primeiro momento. Está bem que o mercado de transferências abre e fecha mais tarde, o Euro 2020 só é disputado em 2021, e as finanças dos clubes levaram um rombo, como na realidade, porém a doença parece ter sido erradicada em Julho de 2020, antes do início da temporada. É bizarro que uma franquia que se esforça tanto para reflectir a realidade ignore por completo o que se está a passar.

Disponível para PC e Mac.

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