O que não pode perder no Temps d'Images

O Temps d’Images arranca a 13 de Outubro, com um espectáculo no Teatro da Trindade. Até Dezembro há muito mais para ver
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Por Francisca Dias Real |
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Longa vida à imagem. E às artes da performance. E ao cinema. E, no fundo, ao Temps D’Images, que já vai na 15.ª edição. O festival arranca sexta-feira, dia 13 de Outubro, e a programação prolonga-se até Dezembro em vários locais da cidade.

Este ano a abertura do Temps d’Images dá-se com "Merci A Antestreia", um espectáculo de Sara Vaz.

O cruzamento das artes do palco com as da imagem: o mote está dado e quer-se assim ao longo de quase dois meses. Não há espectáculos todos os dias, calma. A programação vai sendo intercalada, mas praticamente todas as semanas até ao fim de 2017 têm uma peça, um filme ou uma performance à sua espera.

“O Temps d’Images é peculiar no sentido de que cria uma relação muito forte entre as artes performativas e a imagem, e adaptamos os espaços da cidade ao tipo de peça e artista que representamos”, explica Mariana Brandão, da coordenação de programação do festival. "E já temos um património de 15 anos de relações com artistas e programadores e, sobretudo, com o público."

O Temps d’Images já foi uma rede internacional, outrora. As sinergias foram enfraquecendo. De mais de uma dezena de países, restam a Roménia e Portugal, os únicos onde a iniciativa continua firme. “Estamos num momento de renovação musculada. Somos uma plataforma que viabiliza trabalhos de artistas onde podem apresentar trabalhos que são fora da caixa e que institucionalmente não são bem acolhidos”, conta. “Em Portugal o mercado das artes é muito incipiente, há muito pouco investimento”, lamenta Mariana. “O arranque dos artistas é o ponto fundamental da carreira deles. E nós estamos lá para isso, para ajudar nesse arranque. No Temps D’Images há espaço para criações, e há espaço para falhar e para o erro, coisas que fazem parte do trabalho dos artistas.”

Os jovens artistas juntam-se aos que estão “perfeitamente estabelecidos” e aí sim, criam uma rede artística interna, da performance ao cinema. A programação desta 15.ª edição foi desenterrar o arquivo da Escola Superior de Teatro e Cinema, para uma projecção (só em Novembro) de curtas-metragens de antigos alunos no Cinema Ideal. A ideia, diz Mariana, é que para o ano se repita com projecção da película na Cinemateca.

Além do Ideal, todos os eventos programados acontecem em locais díspares, ora na Rua das Gaivotas 6, ora no São Luiz, passando pelo Teatro Dona Maria II, ZDB, Teatro da Trindade, Maria Matos ou até no clube erótico Mise en Scène.

O preço dos bilhetes vai variando consoante o tipo de espectáculo. O que não parece variar é o público, que não quer arredar pé e mantém-se fiel à imagem e ao tempo dela.

O que não pode perder no Temps d'Images

Chérie, Chérie

Em "Chérie, Chérie", o que acontece é que a performance é para um e só espectador de cada vez. Este solo reflecte o lugar do género e da sexualidade dos corpos que não se identificam com a norma.

Mise en Scène. (22 - 25 Novembro 20.00). 10€.

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