Museus em Lisboa: as obras de arte que tem mesmo de ver

Do retrato de Fernando Pessoa à capa do LP de um então novíssimo Camané. Da custódia de Belém à Taça Iogurte ganha pelo Benfica. Eis uma série de obras de arte de visita obrigatória
white afrodisiac telephone dali
©Jose Manuel Costa Alves/Berardo
Por Maria Ramos Silva e Mauro Gonçalves |
Publicidade

Conhece as propriedas do pó de múmia? E o nome da imagem do arcanjo que seguiu nas naus portuguesas em jeito de protecção? Acha que os cravos são (apenas) flores? Está preparado para atender um lavagante? Ok, chega de perguntas que só adiam ainda mais a satisfação da sua curiosidade. Se não faz ideia do que tem andado a perder nos museus em Lisboa, já por si repletos de experiências imperdíveis, nós recenseamos a matéria e oferecemos um bússula segura. Os acervos enchem-se de autênticas pérolas com peças para todos os gostos, e nada como um breve roteiro para não se perder nos melhores corredores da cidade. É obrigatório conhecer estas obras de arte.

Recomendado: Os melhores museus em Lisboa

Museus em Lisboa: as obras de arte que tem mesmo de ver

nota de alves dos reis no museu do dinheiro
©DR
Museus

A Nota de Alves dos Reis

icon-location-pin Baixa Pombalina

A cara é a de Vasco da Gama, mas quem ficou conhecido foi o burlão que, em 1925, conseguiu que um estampador inglês falsificasse centenas de milhar de notas de 500 escudos. O capital foi usado para fundar o Banco de Angola e Metrópole e até para comprar acções do Banco de Portugal. As notas ficaram também conhecidas como camarões, porque para disfarçar o cheiro a tinta, foram banhadas com ácido cítrico. O escândalo rebentou em Dezembro de 1925 e entrou para a lista das maiores burlas que Portugal já viu.

auto-retrato de manuel joão vieira no maat
©DR
Museus

O Auto-retrato de Manuel João Vieira

icon-location-pin Belém

Que outro artista português se faria representar por uma cartola encavalitada num guarda-rios embalsamado, encavalitado numa jukebok dos anos 50, encavalitada numa mesa de ferro forjado com uma fotografia de uma vagina no tampo? Disse Manuel João Vieira? Acertou. A jukebox, à vista no MAAT, pertencia ao pai do artista.

Publicidade
fato de dina aguiar no newsmuseum
©DR
Coisas para fazer

O fato de Dina Aguiar

icon-location-pin Sintra

Num museu que transborda tecnologia, em Sintra, (para uma breve escala fora de Lisboa) voltámos aos básicos. Se bem que, de básico, este conjuntinho usado por Dina Aguiar para apresentar o Telejornal, algures nos anos 80, não tem nada. A verdade é que se o usasse hoje na rua, ninguém ia estranhar. Confira o figurino no Newsmuseum. 

Publicidade
Museu Nacional de Arte Antiga
© Lydia Evans / Time Out
Museus

Os Painéis de São Vicente

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

É mais o que não sabemos do que aquilo que sabemos sobre os famosos painéis. O restauro de 1910 dá origem à publicação da primeira grande obra de análise desta peça icónica, feita pelo primeiro director do Museu Nacional de Arte Antiga, onde encontra este célebre exemplar. José de Figueiredo relaciona-a com o pintor régio de Afonso V, Nuno Gonçalves, e com o retábulo de São Vicente, da Sé de Lisboa.

taça simpatia-iogurte lisboa cosme damião
©João Freitas
Museus

A Taça Simpatia Iogurte - Lisboa do Benfica

icon-location-pin Sete Rios/Praça de Espanha

Uma pausa no Museu Cosme Damião. Sabia que em 1960 o Benfica foi campeão nacional de actividades submarinas? E que em 1918 o Benfica recebeu a visita do tenor lírico Tito Schipa? Bom, e esta taça Simpatia Iogurte - Lisboa, conquistada depois de votação popular, que elegeu "o clube mais querido"? A peça de ourivesaria foi entregue a Mário Coluna num jogo ganho ao Futebol Clube do Porto em 1966. Tinha o valor de 100 mil escudos e autoria de Filipe José Bandeira.

Publicidade
white afrodisiac telephone dali
©Jose Manuel Costa Alves/Berardo
Museus

O White Aphrodisiac Telephone

icon-location-pin Belém

Primeira paragem: Museu Berardo. Foi naquele jantar básico dado pelo afilhado do rei de Inglaterra que, de repente, todos os convidados decidiram que era boa ideia desatarem a arremessar comida em todas as direcções. Só lhes podemos agradecer. Dalí estava entre eles e fez-se-lhe luz quando um lavagante caiu em cheio em cima de um telefone. O sucesso não foi imediato. A peça foi apresentada em 1936, em Nova Iorque, mas acabou por não ser seleccionada para a primeira grande exposição de surrealismo, em Paris. Mais tarde e com o patrocínio do anfitrião do jantar onde tudo começou, foram produzidos dez telefones – quatro pretos, com o bicho na sua cor original, e seis brancos. Um deles pertence à Colecção Berardo desde 1999.

Fernando Pessoa por Almada Negreiros
©Carlos Azevedo
Museus

O Retrato de Fernando Pessoa

icon-location-pin São Sebastião

Afinal, quantos quadros de Fernando Pessoa à secretária pintou Almada? Dois. Depois da primeira versão, em 1954, para o restaurante Irmãos Unidos, a Gulbenkian, onde mora este quadro, encomendou uma segunda pintura, passados dez anos.

Publicidade
museu de lisboa palácio pimenta
© José Avelar/Museu de Lisboa
Museus

A Maquete de Lisboa anterior ao terramoto de 1755

icon-location-pin Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

De Alcântara a Santa Apolónia são uns centímetros de distância, mas só mesmo nesta maquete de 1955, que continua a ser o ex-líbris do Museu da Cidade. Para impressionar os amigos mostre despercebidamente que sabe quantas placas de madeira estão na base da maquete. São 17.

reatro de helena fourment na gulbenkian
©DR
Museus

O Retrato de Helena Fourment

icon-location-pin São Sebastião

O retrato da segunda mulher de Rubens passou por muitas mãos ilustres, antes de chegar às do senhor Gulbenkian, em 1930. Hoje repousa no museu da Avenida de Berna. Pertenceu a Sir Robert Walpole, primeiro-ministro britânico e ainda à imperatriz Catarina II, da Rússia. Para impressionar os amigos conte-lhes, em tom de coscuvilhice, que Rubens casou com Helena quando tinha 53 anos. Ela tinha 16.

Publicidade
cabeça no museu do chiado
©DGPC/ADF
Museus

A Cabeça de Amadeo

icon-location-pin Chiado

É uma das quatro cabeças de Amadeo de Souza-Cardoso na colecção do Museu do Chiado e uma das seis pinturas do acervo de arte contemporânea. Além destas, só há mais seis estudos do artista. Sabe porque motivo o museu tem tão poucas obras de Amadeo na colecção? A culpa é de Eduardo Malta, o director que, por razões ideológicas, se recusou a comprar mais peças do autor.

lp do camané no museu do fado
©DR
Museus

O LP de Camané

icon-location-pin Alfama

O primeiro álbum de Camané foi gravado em 1981, quando o fadista tinha apenas 14 anos. A meninice está boa de comprovar pela capa, o cabelo giro também. António Chainho produziu e ainda acompanhou à guitarra. Se tiver dois minutos, dê um salto ao YouTube e ouça a música “A Minha Miúda”. Confira esta pérola no Museu do Fado.

Publicidade
marioneta de água no museu da marioneta
©José Frade
Museus

As Marionetas de Água do Vitname

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Marionetas e água na mesma frase? Avance sem receios. Estas são exclusivas do Vietname, chamam-se Roi Nuoc, e movem-se na água, sim. Para sermos mais rigorosos, são manipuladas atrás de uma cortina de bambu. Tradicionalmente, as exibições destas peças aconteciam nos arrozais e estavam ligadas aos ciclos agrários. Procure-as no Museu da Marioneta.

retrato de amália rodrigues
©Pinto Coelho
Museus

O Retrato de Amália

icon-location-pin Lisboa

Entre obras de Maluda, Cesariny, Escada, Pedro Leitão, Eduardo Malta, Palolo ou Cargaleiro, a escolha nunca seria fácil. Mas o destaque vai para o quadro do pintor retratista Pinto Coelho (1942-2001), que em 1990 imortalizou a diva do fado, então já na casa dos 70 anos.

Publicidade
Domingos Sequeira - Adoração dos Magos
©DR
Museus

A Adoração dos Magos de Sequeira

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Aderente à revolução de 1820, Sequeira, “primeiro pintor moderno, ou último dos antigos”, pinta um conjunto de quatro pinturas no fim de vida, em Roma, onde estava exilado. Graças a uma inédita campanha de angariação de fundos, o Sequeira veio para o seu lugar: a parede do MNAA.

vinocolorímetro no museu de historia natural e de ciência
©MUHNAC
Museus, História natural

O vinocolorímetro

icon-location-pin Princípe Real

Decore o longo nome de um só trago. O vinocolorímetro foi desenvolvido na década de 1880 para determinar o tom e a intensidade da cor dos vinhos tintos, brancos, brandy e licores. Inclui um cartão com uma escala cromática definida pelo químico Michel Eugène Chevreul, e um colorímetro num suporte com duas lunetas. Falta-lhe apenas o tubo cónico para a proteção da luz exterior.

Publicidade
mesa posta de bordalo pinheiro
©DR
Museus

A Mesa Posta no Museu Bordalo Pinheiro

icon-location-pin Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Parece um pratinho, mas é um pratão. Produzido na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, mesmo no final do século XIX, tem um metro e meio de diâmetro e os relevos representam uma espécie de pirâmide alimentar, mas redonda.

Cabeça de grande antílope cavalo
©Museu Etnologia
Museus

A Cabeça de grande Antílope

icon-location-pin Belém

Numu Jon Diarra de Nienou assina esta cabeça de grande antílope cavalo, que pertence a um conjunto de 50 máscaras e marionetas provenientes do Mali. Os objectos foram adquiridos por Francisco Capelo a Sónia e Albert Loeb, tendo em vista a sua doação ao Museu Nacional de Etnologia, concretizada em 2004.

Publicidade
Frontal de Altar com cena do Apocalipse museu do s roque
©DR
Museus

O frontal com cena do Apocalipse

icon-location-pin Chiado

Prata branca, bronze dourado, lápis lazúli, para um resultado que nos devolve ao intervalo 1744-1750 . No âmbito do núcleo do tesouro da Capela de São João Baptista, do Museu de São Roque, destaca-se esta peça, da autoria do ourives Antonio Arrighi, um dos artistas que, na área da ourivesaria, mais trabalha para Portugal durante o reinado de D. João V.

contador casa museu anastácio gonçalves
©DR
Museus

O contador da Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves

icon-location-pin São Sebastião

Casquinha, carvalho, ébano, osso e tartaruga, pintura acharoada a ouro e negro e a óleo sobre cobre. De Antuérpia, da segunda metade do século XVII, chega esta guardiã de documentos, moedas, jóias e uma série de segredos. 

Publicidade
as tentações de santo antão
©José Pessoa-DGPC/ADF
Museus

As Tentações de Santo Antão

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Se há obra responsável por romarias é esta. É também, pasme-se, ou não, aquela que mais permanece na memória das crianças. Neste tríptico, o holandês Hieronymus Bosch representa Santo Antão, o primeiro eremita, estabelecendo um impressionante paralelo entre as tentações que o assombram e as provações de Cristo.

custódia de belém do mnaa
©Luís Piorro/DGPC-LFRJC
Museus

A Custódia de Belém

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

De regresso da Índia, Vasco da Gama traz consigo 1500 moedas de ouro oferecidas pelo rei de Kilwa. Em 1506, Gil Vicente, “senhor da escrita e da balança” (sim, esse mesmo) converte-as nesta peça magistral de tributo a D. Manuel I, evocado nas seis esferas armilares. Mensagem? Deus no céu, o rei na terra.

Publicidade
cómoda de fernando pessoa na casa museu de fernando pessoa
©José Frade
Atracções

A cómoda de Pessoa

icon-location-pin Campo de Ourique

Segundo conta o poeta ao amigo Adolfo Casais Monteiro, terá sido sobre esta cómoda, hoje instalada na Casa Fernando Pessoa, que escreveu certa noite os primeiros poemas de cada um dos principais heterónimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos. “Escrevi trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase cuja natureza não conseguirei definir”, confessou Pessoa em 1914.

Émile Auguste Carolus Duran (1837-1917)
© DGPC
Atracções

O Retrato de D. Maria Pia

icon-location-pin Ajuda

Venha daí até ao Palácio da Ajuda. Numa época em que os gastos de D. Maria Pia eram fortemente criticados, a rainha fez-se retratar despojada das jóias e indumentária normais para um retrato real, mantendo apenas na farda, composta pelo vestido branco e o manto azul, os botões de brilhantes e, na mão esquerda, um singelo anel. A obra foi executada por Carolus Duran, em 1880, quando veio a Lisboa, chamado pela 3ª duquesa de Palmela

Publicidade
atelier lisbonne no museu arpad szenes-viera da silva
©DR
Atracções

O "Atelier, Lisbonne", de Vieira da Silva

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Um emblemático óleo feito entre Lisboa e Paris (onde Maria Helena Vieira da Silva vivia). Em solo da capital, a base de trabalho foi o atelier do Alto de São Francisco, onde a pintora e Arpad Szenes passaram um longo período, entre 1935 e 1936. O problema do espaço é objecto de estudo ao longo de toda a sua trajectória. A história passa pelo Museu Arpad Azenes-Vieira da Silva.

coche dos oceanos no museu dos coches
©DR
Museus

Os Coches Triunfais

icon-location-pin Belém

Não um, não dois, mas três, os coches que fizeram parte do cortejo da Embaixada enviada por D. João V ao Papa Clemente XI, no dia 8 de Julho de 1716. Testemunho do barroco italiano, são decorados com grupos escultóricos monumentais que representam as façanhas portuguesas durante a época dos Descobrimentos. Claro que estão no Museu dos Coches, não os procure mais. 

Publicidade
fragmento de missal no museu caloust gulbenkian
©DR
Museus

O Fragmento de Missal do século XVI

icon-location-pin São Sebastião

Espécimes como este são verdadeiras flores de estufa. A fragilidade obriga a que sejam expostos apenas durante três ou quatro meses para, depois disso, regressarem ao sossego das reservas. Este foi feito pelo papa Pio V e era usado na Capela Sistina. Ainda por cima, foi o próprio Gulbenkian a comprar o fragmento, em 1925, num leilão da Sotheby’s, em Londres. Abençoado seja.

sapatos mancho no museu do oriente
©DR
Museus

Os Sapatos Manchu

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Estes são só para peças de teatro, mas eram os favoritos das mulheres Manchu. São desconfortáveis e dificultam a locomoção, mas o objectivo era mesmo esse: recordar o tempo em que os pés das mulheres não podiam exceder os dez centímetros. Era sexy e um sinal de riqueza. Andam pelo Museu do Oriente.

Publicidade
museu da farmácia
©DR
Museus

O Sarcófago de Irtierut

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Por que motivo está esta figura de um sarcófago egípcio no Museu da Farmácia? Desde o século XVI que o “pó de múmia”, com o seu poder curativo místico, marcou presença nas boticas europeias. Diz-se que devia ser aplicado na pele ou misturado na comida ou na bebida. 

Museus, História

As múmias

icon-location-pin Chiado

Uma jovem e um jovem protegidos pelo vidro. Falamos de múmias, que deram entrada na colecção do Museu Arqueológico do Carmo em finais do século XIX, pela mão daquele que viria a ser o segundo presidente do museu, o Conde de São Januário. “São múmias naturais, não houve qualquer intervenção para as mumificar, provenientes de uma tribo de índios da América do Sul, durante o século XVI. O ritual de enterramento era colocar os corpos na posição fetal, embrulhar os corpos nos tecidos da tribo, abrir um buraco e enterrar o corpo. Foram descobertas por acaso. Como o solo era tão árido, na ausência de água e humidade o corpo não se decompõe naturalmente. Ficaram assim”, descreve Rita Pires dos Santos, do Serviço Educativo.

Publicidade
transporte aéreo de maria keil do amaral no museu das comunicações
©DR
Museus, Ciência e tecnologia

O Transporte Aéreo de Maria Keil

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Pintora, ilustradora, decoradora de interiores, ceramista, designer de mobiliário, cenógrafa, figurinista, autora de tapeçarias e de composições em azulejo. Em 1942, Maria Keil do Amaral retrata o transporte aéreo de correspondência, numa peça que integra a exposição permanente “Vencer a Distância – Cinco Séculos de Comunicações em Portugal”. Vale a visita ao Museu das Comunicações.

Museus

Os cravos do Museu da Música

icon-location-pin Sete Rios/Praça de Espanha

São cravos, senhores, e ainda por cima dão som. Estes dois, em particular, foram restaurados e intervencionados para florir de novo no Museu da Música. O cravo Antunes de 1789, praticamente desconhecido do público, e o cravo Taskin, de 1782, são dois mobilizadores de atenções na zona do Alto dos Moinhos. Taskin está já classificado como Tesouro Nacional, e Antunes seguirá pelo mesmo caminho.

Publicidade
museu da musica
©DR
Museus

O Violoncelo Chevillard – Rei de Portugal

icon-location-pin Sete Rios/Praça de Espanha

Este belo instrumento preservado no Museu da Música é um Tesouro Nacional e os motivos são três: foi construído em 1725 por Antonio Stradivari (o único em Portugal), pertenceu ao famoso violoncelista belga Pierre Chevillard e, já depois disso, passou para as mãos do rei D. Luís, que os coleccionava e tocava.

mesa de 4 tampos na casa museu medeiros de almeida
©DR
Museus

A Mesa de quatro tampos

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Parece um daqueles esquemas de montagem fácil da Ikea, mas esta mesa foi feita por marceneiros portugueses no século XVIII. É uma obra de engenharia notável, um verdadeiro quatro em um, presente na Casa Medeiros e Almeida.

Publicidade
elétrico n 283 no museu da carris
©DR
Museus

O eléctrico 283 da Carris

icon-location-pin Alcântara

Saiba que os Eléctricos da Companhia de Carris de Ferro de Lisboa chegaram à capital em 1901, importados dos EUA. Este entrou ao serviço um ano depois, passou a carro de instrução na década de 50 e saiu de funções 10 anos mais tarde. É este o cartão de visita do 283, o único exemplar existente dos carros abertos que no início do século equiparam a frota da Companhia Carris. Entrou na série "Equador".

Mostrar mais

Mais museus em Lisboa

Pessoas sentadas observam um painel no Museu de Arte Antiga
Fotografia: Arlindo Camacho
Arte

Museus e galerias em Santos

Galerias de arte contemporânea escondidas, instalações em montras, programas para miúdos e graúdos e uma nova mediateca onde pode treinar o seu francês. Aqui na zona ninguém se aborrece. Tem o aclamado Museu de Arte Antiga, onde pode encontrar o famoso tríptico de Bosch, mas também pode passar para o outro lado da rua e entrar na Wozen, uma residência artística com direito a exposições e actividades para todos. Pelo meio, há mais uma mão cheia de galerias que tem mesmo de visitar no bairro de Santos.

MAAT
Fotografia: Arlindo Camacho
Coisas para fazer

Dez museus a não perder em Belém e arredores

De antigos coches a peças modernas, de edifícios que se perdem nos tempos a estruturas que ainda cheiram a fresco em Lisboa. Reserve um fim-de-semana para explorar a zona de Belém e arredores. Ora siga o roteiro de museus, e faça o favor de compor a ordem da visita a seu gosto. 

Publicidade
Actividades para crianças no Museu Berado
©Museu Berardo
Miúdos

Museus para crianças em Lisboa? São mais que as mães e bem divertidos

É uma grande injustiça dizer que a palavra museu cheira a mofo. Mas se começou por arrastar os miúdos para uma exposição interminável que só interessou aos pais... é bem possível que o programa enfrente alguma resistência. Não desanime. Fomos à procura dos melhores museus para crianças em Lisboa. Para ir ao passado e ao futuro, sem sair do presente. 

Museu Arqueológico do Carmo
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer

19 experiências imperdíveis nos museus em Lisboa

Não fique a admirar estas actividades como se fossem quadros na parede. O conjunto de experiências que se segue é apenas uma amostra da quantidade inesgotável de iniciativas fomentadas pelos museus em Lisboa. É através deles que garante acesso a um barco, que pode consultar um acervo áudio único, fazer uma generosa doação ou até alugar um enorme salão de festas para celebrar o aniversário. À falta de ideias, nós dizemos-lhe quais são as experiências imperdíveis nos museus em Lisboa. Siga o nosso roteiro. Está à espera do quê?

Publicidade
Esta página foi migrada de forma automatizada para o nosso novo visual. Informe-nos caso algo aparente estar errado através do endereço feedback@timeout.com